quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Um universo cheio de surpresas
APENAS alguns séculos atrás, os cientistas acreditavam que o Universo inteiro estava contido em nossa galáxia, a Via-Láctea. No entanto, no século 20, os principais avanços na Astronomia, na Física e na tecnologia revelaram as assombrosas dimensões do cosmo. Algumas dessas descobertas também revelaram como o conhecimento humano é limitado. Por exemplo, em décadas recentes, os astrônomos chegaram à conclusão de que não sabem do que é feito 90% do Universo. Além disso, depois dessas descobertas, os cientistas passaram a questionar seu entendimento dos fundamentos da própria Física. É claro que esse questionamento não é nada novo.
Por exemplo, perto do fim do século 19, os físicos perceberam algo estranho sobre a velocidade da luz. Concluíram que, em relação a um observador, a luz sempre viajava à mesma velocidade não importa quão rápido o observador estivesse se movendo. Mas isso não parecia fazer sentido. O problema foi analisado em 1905 na Teoria Especial da Relatividade de Albert Einstein, que mostrou que distância (comprimento), tempo e massa não são absolutos. Então, em 1907, Einstein teve uma nova idéia que descreveu como “o pensamento mais feliz de minha vida”, e começou a desenvolver a sua Teoria Geral da Relatividade, publicada em 1916. Nesse trabalho revolucionário, ele estabeleceu uma relação entre gravidade, espaço e tempo, e aperfeiçoou as explicações de Isaac Newton sobre a Física.
O “endereço” perfeito da Terra
NOSSO endereço geralmente inclui país, cidade e rua. Podemos dizer que a Terra também tem um endereço: o “país” é a nossa galáxia, a Via Láctea; a “cidade” é o sistema solar — composto pelo Sol e os outros planetas; e a “rua” é a trajetória da Terra em torno do Sol. Graças aos avanços na astronomia e na física, os cientistas têm compreendido cada vez mais as vantagens da localização de nosso “cantinho” no Universo.
Por exemplo, nossa “cidade” — ou seja, nosso sistema solar — encontra-se numa parte da Via Láctea que muitos cientistas chamam de zona habitável galáctica. Essa zona fica a cerca de 28 mil anos-luz do centro da galáxia e contém as concentrações exatas dos elementos químicos necessários à vida. Se a zona estivesse mais longe do centro, esses elementos seriam muito escassos; se estivesse mais perto, as condições seriam extremamente perigosas em vista da grande quantidade de radiação letal e outros fatores. “Vivemos numa região nobre”, disse a revista Scientific American.
Assinar:
Comentários (Atom)