Há pelo menos 60 luas orbitando sete dos nove planetas do sistema solar. A Terra, porém, parece ser o único planeta do sistema solar que presencia o espetáculo dos eclipses totais. Por quê?
Um eclipse solar ocorre quando a Lua fica entre o Sol e a Terra. Para que ele seja total, é preciso que o tamanho aparente do Sol e o da Lua sejam idênticos, de modo que a Lua cubra quase completamente o Sol. É exatamente isso o que acontece! O Sol tem um diâmetro 400 vezes maior do que o da Lua, mas também está quase 400 vezes mais longe da Terra do que a Lua.
Mas a distância da Terra ao Sol — e assim o tamanho aparente dele — não é apenas um fator que resulta na ocorrência de eclipses totais. É também uma condição essencial para a existência de vida na Terra. “Se estivéssemos um pouco mais perto ou mais longe do Sol”, diz Gonzalez, “a Terra seria quente ou fria demais e, com isso, inóspita”.
Mas isso não é tudo. Nosso satélite incomumente grande contribui para a vida no nosso planeta porque sua atração gravitacional impede que a Terra sofra grandes oscilações no seu eixo. Isso poderia causar bruscas e catastróficas variações climáticas. Assim, para haver vida na Terra, o que se precisa é de uma combinação exata da distância certa entre o Sol e a Terra, bem como de uma lua do tamanho certo — sem contar todas as outras características incomuns do sol.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Características intrigantes
● Uma estrela solitária: os astrônomos calculam que 85% das estrelas nas vizinhanças do Sol fazem parte de grupos de duas ou mais estrelas orbitando umas às outras. Essas estrelas se mantêm juntas por causa da força gravitacional.
O Sol, porém, está sozinho. “Parece, então, que o fato de o Sol ser uma estrela solitária é algo bastante incomum”, escreve o astrônomo Kenneth J. H. Phillips no livro Guide to the Sun (Guia do Sol). Essa característica faz com que a órbita da Terra seja mais estável, o que, por sua vez, contribui para que haja condições propícias à vida no globo, diz Gonzalez.
● Uma estrela de grande massa: segundo Gonzalez, o Sol tem outra característica relacionada: “Ele está entre os 10% de estrelas vizinhas com maior massa”, noticia a revista New Scientist. Phillips diz: “O Sol tem 99,87% da massa do sistema solar e, por isso, sua gravidade controla todos os outros corpos do sistema solar.”
Essa característica permite que a Terra fique relativamente longe do Sol (a 150 milhões de quilômetros) sem se desgarrar dele. Essa distância comparativamente grande, por sua vez, protege a Terra e a vida nela de serem torradas pelo Sol.
● Elementos pesados: Gonzalez menciona que o Sol tem 50% mais elementos pesados — carbono, nitrogênio, oxigênio, magnésio, silício e ferro — do que outras estrelas de sua idade e tipo. Nesse respeito, nosso sol se destaca. “A quantidade de elementos pesados no Sol é muito pequena”, diz Phillips, “mas algumas estrelas . . . têm quantidades ainda menores de elementos pesados”. De fato, estrelas que têm quantidades de elementos pesados como as do Sol pertencem a uma categoria específica, a das chamadas estrelas de população I.
O que isso tem que ver com a existência da vida na Terra? Bem, os elementos pesados necessários para sustentar a vida são muito raros — compõem menos de 1% do Universo. A Terra, contudo, consiste quase que inteiramente de elementos mais pesados. Por quê? Porque, dizem os astrônomos, ela orbita uma estrela incomum: o Sol.
● Órbita menos elíptica: há uma outra vantagem em o Sol ser uma estrela de população I. “Em geral, as estrelas de população I seguem órbitas quase circulares ao redor do centro da galáxia”, diz o livro Guide to the Sun. A órbita do Sol é menos elíptica do que a de outras estrelas de sua idade e tipo. Como isso afeta a existência da vida na Terra? Visto que a órbita solar é quase circular, ela impede que o Sol mergulhe no interior da galáxia, onde são comuns as supernovas (estrelas que explodem).
● Variações do brilho: esse é outro fato interessante sobre a estrela do nosso sistema solar. Em comparação com estrelas similares, a variação do brilho do Sol é significativamente menor. Em outras palavras, sua luminosidade é mais estável e mais constante.
Esse fluxo relativamente estável de luz é essencial para a vida na Terra. “Nossa própria existência no planeta”, diz o historiador de assuntos científicos Karl Hufbauer, “é evidência de que a luminosidade do Sol é um dos fatores ambientais mais estáveis”.
● Inclinação da órbita: a órbita do Sol é apenas ligeiramente inclinada em relação ao plano galáctico da Via-Láctea. Isso quer dizer que o ângulo entre o plano da órbita do Sol e o plano da nossa galáxia é muito pequeno. Como isso contribui para a vida na Terra?
Muito além dos confins do nosso sistema solar, há um enorme reservatório esférico de cometas, chamado de nuvem de Oort. Suponhamos que a inclinação da órbita do Sol em relação ao plano galáctico fosse maior. Então o Sol cruzaria abruptamente o plano da galáxia, o que poderia causar distúrbios na nuvem de Oort. Qual seria o resultado? A Terra seria bombardeada por uma catastrófica chuva de cometas, dizem os astrônomos.
O Sol, porém, está sozinho. “Parece, então, que o fato de o Sol ser uma estrela solitária é algo bastante incomum”, escreve o astrônomo Kenneth J. H. Phillips no livro Guide to the Sun (Guia do Sol). Essa característica faz com que a órbita da Terra seja mais estável, o que, por sua vez, contribui para que haja condições propícias à vida no globo, diz Gonzalez.
● Uma estrela de grande massa: segundo Gonzalez, o Sol tem outra característica relacionada: “Ele está entre os 10% de estrelas vizinhas com maior massa”, noticia a revista New Scientist. Phillips diz: “O Sol tem 99,87% da massa do sistema solar e, por isso, sua gravidade controla todos os outros corpos do sistema solar.”
Essa característica permite que a Terra fique relativamente longe do Sol (a 150 milhões de quilômetros) sem se desgarrar dele. Essa distância comparativamente grande, por sua vez, protege a Terra e a vida nela de serem torradas pelo Sol.
● Elementos pesados: Gonzalez menciona que o Sol tem 50% mais elementos pesados — carbono, nitrogênio, oxigênio, magnésio, silício e ferro — do que outras estrelas de sua idade e tipo. Nesse respeito, nosso sol se destaca. “A quantidade de elementos pesados no Sol é muito pequena”, diz Phillips, “mas algumas estrelas . . . têm quantidades ainda menores de elementos pesados”. De fato, estrelas que têm quantidades de elementos pesados como as do Sol pertencem a uma categoria específica, a das chamadas estrelas de população I.
O que isso tem que ver com a existência da vida na Terra? Bem, os elementos pesados necessários para sustentar a vida são muito raros — compõem menos de 1% do Universo. A Terra, contudo, consiste quase que inteiramente de elementos mais pesados. Por quê? Porque, dizem os astrônomos, ela orbita uma estrela incomum: o Sol.
● Órbita menos elíptica: há uma outra vantagem em o Sol ser uma estrela de população I. “Em geral, as estrelas de população I seguem órbitas quase circulares ao redor do centro da galáxia”, diz o livro Guide to the Sun. A órbita do Sol é menos elíptica do que a de outras estrelas de sua idade e tipo. Como isso afeta a existência da vida na Terra? Visto que a órbita solar é quase circular, ela impede que o Sol mergulhe no interior da galáxia, onde são comuns as supernovas (estrelas que explodem).
● Variações do brilho: esse é outro fato interessante sobre a estrela do nosso sistema solar. Em comparação com estrelas similares, a variação do brilho do Sol é significativamente menor. Em outras palavras, sua luminosidade é mais estável e mais constante.
Esse fluxo relativamente estável de luz é essencial para a vida na Terra. “Nossa própria existência no planeta”, diz o historiador de assuntos científicos Karl Hufbauer, “é evidência de que a luminosidade do Sol é um dos fatores ambientais mais estáveis”.
● Inclinação da órbita: a órbita do Sol é apenas ligeiramente inclinada em relação ao plano galáctico da Via-Láctea. Isso quer dizer que o ângulo entre o plano da órbita do Sol e o plano da nossa galáxia é muito pequeno. Como isso contribui para a vida na Terra?
Muito além dos confins do nosso sistema solar, há um enorme reservatório esférico de cometas, chamado de nuvem de Oort. Suponhamos que a inclinação da órbita do Sol em relação ao plano galáctico fosse maior. Então o Sol cruzaria abruptamente o plano da galáxia, o que poderia causar distúrbios na nuvem de Oort. Qual seria o resultado? A Terra seria bombardeada por uma catastrófica chuva de cometas, dizem os astrônomos.
O Sol: uma estrela excepcional
ENQUANTO lê este artigo, ou o Sol está brilhando ou você sabe que ele vai nascer em algumas horas. Qual é a importância desse fato? Ora, sem a luz do Sol, os trilhões de seres vivos na Terra — incluindo você — não estariam aqui. Os milhões de espécies, com toda a sua variedade, desapareceriam — das bactérias unicelulares às imensas baleias.
É verdade que apenas cerca de meio bilionésimo da energia total emitida pelo Sol alcança o nosso planeta. Mesmo assim, essas “migalhas” da “mesa” solar são suficientes para manter e sustentar a vida na Terra. E não é só isso. Se essa pequena fração que chega até nós pudesse ser captada e utilizada eficientemente, atenderia com facilidade às necessidades energéticas da sociedade moderna e ainda sobraria muita energia.
A maioria dos livros de astronomia diz que o Sol é uma estrela mediana, “um corpo celeste um tanto comum”. Mas será que o Sol é realmente, em todos os aspectos, “um corpo celeste um tanto comum”? Guillermo Gonzalez, astrônomo da Universidade de Washington, em Seattle, EUA, afirma que o Sol é uma estrela excepcional. Como isso afeta a busca de vida em outros planetas? Gonzalez responde: “Há menos estrelas apropriadas para sustentar vida inteligente do que as pessoas imaginam.” Ele acrescenta: “Se os astrônomos não restringirem sua busca a estrelas tão excepcionais quanto o Sol, estarão perdendo tempo.”
Quais são algumas características que tornam o Sol apropriado para sustentar a vida? Ao examinarmos esses fatores, devemos ter em mente que muitas declarações sobre a física do Universo são teóricas.
É verdade que apenas cerca de meio bilionésimo da energia total emitida pelo Sol alcança o nosso planeta. Mesmo assim, essas “migalhas” da “mesa” solar são suficientes para manter e sustentar a vida na Terra. E não é só isso. Se essa pequena fração que chega até nós pudesse ser captada e utilizada eficientemente, atenderia com facilidade às necessidades energéticas da sociedade moderna e ainda sobraria muita energia.
A maioria dos livros de astronomia diz que o Sol é uma estrela mediana, “um corpo celeste um tanto comum”. Mas será que o Sol é realmente, em todos os aspectos, “um corpo celeste um tanto comum”? Guillermo Gonzalez, astrônomo da Universidade de Washington, em Seattle, EUA, afirma que o Sol é uma estrela excepcional. Como isso afeta a busca de vida em outros planetas? Gonzalez responde: “Há menos estrelas apropriadas para sustentar vida inteligente do que as pessoas imaginam.” Ele acrescenta: “Se os astrônomos não restringirem sua busca a estrelas tão excepcionais quanto o Sol, estarão perdendo tempo.”
Quais são algumas características que tornam o Sol apropriado para sustentar a vida? Ao examinarmos esses fatores, devemos ter em mente que muitas declarações sobre a física do Universo são teóricas.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Assombroso Tamanho
Há apenas 50 anos, os astrônomos que tiravam fotos dos céus notaram formações flocosas, semelhantes a nuvens, em suas chapas fotográficas. Presumiu-se que estas eram nuvens de gases próximas. Mas, à medida que foram construídos telescópios maiores, mais exatos, os “gases” resultaram ser algo muito mais imenso e significativo — galáxias.
Uma galáxia é amplo grupo rotativo de estrelas, gás e pó. As galáxias têm sido chamadas de “universos-ilhas”, pois cada uma delas é deveras como um universo. A terra, o sol e outros planetas do sistema solar são diminuta parte de nossa galáxia, que é chamada de “Via-Láctea”. Este nome se deriva da palavra grega galaxias, que significa “via-láctea”.
Nossa galáxia, a Via-Láctea, é apenas de tamanho médio. Todavia, é imensa, contendo cerca de cem bilhões de estrelas, bem como os planetas de nosso sistema solar, e outra matéria, tais como gases e pó. Seu diâmetro é tão vasto que, se viajasse tão rápido quanto a velocidade da luz, de uns 300.000 quilômetros por segundo, levaria 100.000 anos para cruzá-la! Quantos quilômetros são? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,7 trilhões de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e terá a resposta: nossa galáxia tem cerca de 970 quadrilhões de quilômetros de diâmetro! Isso é o número 97 seguido de dezesseis zeros.
É quase impossível para a mente humana compreender tal tamanho e distância. Todavia, isso é apenas o começo do que está “lá fora”. Ainda mais surpreendente é este fato: já foram detectadas agora tantas galáxias que se diz que são ‘tão comuns como lâminas de grama numa campina’. Um cálculo corrente de seu número é de cem bilhões. Não, não é de cem bilhões de estrelas, mas de cem bilhões de galáxias! E cada uma delas contém bilhões de corpos celestes.
Uma idéia de quão numerosas são as galáxias pode ser obtida dum relatório dos cientistas que usavam o enorme telescópio Hale de 200 polegadas (508 cm) do Monte Palomar, Califórnia. Examinaram o espaço até o ponto máximo de visão do telescópio, além da pequena área incluída apenas pela concavidade da constelação de estrelas chamada de Ursa Maior. Quantas galáxias acha que encontraram ali? Da próxima vez que estiver ao ar livre, numa noite clara, olhe para a concavidade da Ursa Maior. Ao fazer isso, tenha presente que cerca de um milhão de galáxias foram encontradas no espaço além daquela pequena área!
Em toda a sua pesquisa, já conseguiram os cientistas detectar a “ponta”, ou “limite externo” do universo? Não, não conseguiram. Embora dotados de instrumentos cada vez mais poderosos conseguissem penetrar cada vez mais no espaço, não conseguem ver o fim da fantástica expansão dos céus. Mas, aprenderam algo mui ímpar sobre as galáxias.
Uma galáxia é amplo grupo rotativo de estrelas, gás e pó. As galáxias têm sido chamadas de “universos-ilhas”, pois cada uma delas é deveras como um universo. A terra, o sol e outros planetas do sistema solar são diminuta parte de nossa galáxia, que é chamada de “Via-Láctea”. Este nome se deriva da palavra grega galaxias, que significa “via-láctea”.
Nossa galáxia, a Via-Láctea, é apenas de tamanho médio. Todavia, é imensa, contendo cerca de cem bilhões de estrelas, bem como os planetas de nosso sistema solar, e outra matéria, tais como gases e pó. Seu diâmetro é tão vasto que, se viajasse tão rápido quanto a velocidade da luz, de uns 300.000 quilômetros por segundo, levaria 100.000 anos para cruzá-la! Quantos quilômetros são? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,7 trilhões de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e terá a resposta: nossa galáxia tem cerca de 970 quadrilhões de quilômetros de diâmetro! Isso é o número 97 seguido de dezesseis zeros.
É quase impossível para a mente humana compreender tal tamanho e distância. Todavia, isso é apenas o começo do que está “lá fora”. Ainda mais surpreendente é este fato: já foram detectadas agora tantas galáxias que se diz que são ‘tão comuns como lâminas de grama numa campina’. Um cálculo corrente de seu número é de cem bilhões. Não, não é de cem bilhões de estrelas, mas de cem bilhões de galáxias! E cada uma delas contém bilhões de corpos celestes.
Uma idéia de quão numerosas são as galáxias pode ser obtida dum relatório dos cientistas que usavam o enorme telescópio Hale de 200 polegadas (508 cm) do Monte Palomar, Califórnia. Examinaram o espaço até o ponto máximo de visão do telescópio, além da pequena área incluída apenas pela concavidade da constelação de estrelas chamada de Ursa Maior. Quantas galáxias acha que encontraram ali? Da próxima vez que estiver ao ar livre, numa noite clara, olhe para a concavidade da Ursa Maior. Ao fazer isso, tenha presente que cerca de um milhão de galáxias foram encontradas no espaço além daquela pequena área!
Em toda a sua pesquisa, já conseguiram os cientistas detectar a “ponta”, ou “limite externo” do universo? Não, não conseguiram. Embora dotados de instrumentos cada vez mais poderosos conseguissem penetrar cada vez mais no espaço, não conseguem ver o fim da fantástica expansão dos céus. Mas, aprenderam algo mui ímpar sobre as galáxias.
Sondando o Universo
Hoje em dia sabe-se mais sobre o universo do que em qualquer tempo anterior. Nas últimas décadas, toda espécie de instrumentos foram inventados para auxiliar os cientistas a procurar respostas para suas perguntas.
Agora existem mais telescópios óticos poderosos para se contemplar as estrelas e fotografá-las. Radiotelescópios maiores e mais novos captam os sinais de rádio que vêm do espaço. E instrumentos avançados que podem analisar a luz e o calor das estrelas são amplamente usados.
Em adição, os cientistas dispõem do radar e de satélites artificiais. Estes são úteis para a sondagem de nosso sistema solar contíguo, isso é, nosso sol e seus planetas e luas.
Por meio de todas essas fontes, um dilúvio de informações, bem como teorias resultantes, têm fluído. E várias coisas se tornaram evidentes. Uma é que o universo resultou ser muito, muito mais assombroso do que alguém poderia imaginar, deixando a mente perplexa quando se considera a imensidão e complexidade de tudo. A revista National Geographic observou que aquilo que o homem aprende agora “o deixa atônito”.
Isso também reduziu a destroços muitas teorias prévias sobre o universo. Como disse a National Geographic: “Novas informações excitantes que agora surgem em incessantes correntes estão abalando nossas idéias sobre o universo.”
No entanto, às vezes, novos bits de informação são usados como base duma nova teoria que talvez não esteja mais perto da verdade do que aquela que ela substitui. O Dr. James Van Allen, da Universidade de Iowa, trouxe à lembrança o que alguém certa vez disse: “Há algo de fascinante sobre a ciência. Obtém-se tão profusas retribuições de conjetura de tão insignificante investimento de fatos.”
Outra coisa que se revela é quão pouco os cientistas realmente sabem sobre o universo. Não importa quão extensivas sejam suas observações, fotografias e gravações, ainda admitem que os humanos só arranharam a superfície de conhecimento sobre o espaço. Isso deveria fazer que todos nós fôssemos humildes, e, deveria aumentar nosso respeito pelo Criador de tão assombroso arranjo.
Agora existem mais telescópios óticos poderosos para se contemplar as estrelas e fotografá-las. Radiotelescópios maiores e mais novos captam os sinais de rádio que vêm do espaço. E instrumentos avançados que podem analisar a luz e o calor das estrelas são amplamente usados.
Em adição, os cientistas dispõem do radar e de satélites artificiais. Estes são úteis para a sondagem de nosso sistema solar contíguo, isso é, nosso sol e seus planetas e luas.
Por meio de todas essas fontes, um dilúvio de informações, bem como teorias resultantes, têm fluído. E várias coisas se tornaram evidentes. Uma é que o universo resultou ser muito, muito mais assombroso do que alguém poderia imaginar, deixando a mente perplexa quando se considera a imensidão e complexidade de tudo. A revista National Geographic observou que aquilo que o homem aprende agora “o deixa atônito”.
Isso também reduziu a destroços muitas teorias prévias sobre o universo. Como disse a National Geographic: “Novas informações excitantes que agora surgem em incessantes correntes estão abalando nossas idéias sobre o universo.”
No entanto, às vezes, novos bits de informação são usados como base duma nova teoria que talvez não esteja mais perto da verdade do que aquela que ela substitui. O Dr. James Van Allen, da Universidade de Iowa, trouxe à lembrança o que alguém certa vez disse: “Há algo de fascinante sobre a ciência. Obtém-se tão profusas retribuições de conjetura de tão insignificante investimento de fatos.”
Outra coisa que se revela é quão pouco os cientistas realmente sabem sobre o universo. Não importa quão extensivas sejam suas observações, fotografias e gravações, ainda admitem que os humanos só arranharam a superfície de conhecimento sobre o espaço. Isso deveria fazer que todos nós fôssemos humildes, e, deveria aumentar nosso respeito pelo Criador de tão assombroso arranjo.
Nosso assombroso Universo
POR milhares de anos, as pessoas se maravilham dos céus estrelados. Numa noite clara, não se pode deixar de ficar impressionado com a beleza e a majestade das estrelas que podem ser vistas.
Os que pensam no que vêem, amiúde se perguntam: Exatamente o que “está lá fora”? Como é organizado? Haverá qualquer fim disso? De onde veio?
Os que pensam no que vêem, amiúde se perguntam: Exatamente o que “está lá fora”? Como é organizado? Haverá qualquer fim disso? De onde veio?
domingo, 1 de agosto de 2010
Um começo ordeiro
Pense nisso: a conversão descontrolada de matéria em energia na explosão de uma bomba nuclear causa o caos, como se viu em 1945 no Japão, na destruição total de Hiroshima e boa parte de Nagasaki por meio desse tipo de bomba. No entanto, longe de ser caótico, o Universo é harmonioso e belo! Considere também a maravilhosa Terra e sua surpreendente variedade de vida. Obviamente, isso não poderia ter vindo à existência sem alguma direção e controle inteligentes!
A revista Newsweek, de 9 de novembro de 1998, examinou as implicações das descobertas a respeito da criação do Universo. Segundo ela, os fatos “sugerem que a matéria e o movimento se originaram como Gênesis [na Bíblia] sugere, ex nihilo, [ou seja], a partir do nada, numa estupenda explosão de luz e de energia”. Note as razões que a revista deu para comparar o começo do Universo com a descrição bíblica desse evento.
“As forças liberadas eram — são — notavelmente (milagrosamente?) equilibradas: se o big-bang tivesse sido um pouquinho menos violento, a expansão do Universo teria sido menos rápida, e logo (em alguns milhões de anos, ou em alguns minutos — de qualquer maneira, logo) teria entrado em colapso sobre si mesma. Se a explosão tivesse sido um pouquinho mais violenta, o Universo poderia ter-se dispersado num “caldo” fino demais para se agregar e formar estrelas. As probabilidades contra nós [de que o Universo e a vida surgiram por acaso] são — este é o termo exato: astronômicas. A proporção de matéria e de energia em relação ao volume de espaço no momento do big-bang não deve ter passado mais do que um quadrilionésimo de 1% da ideal.”
A mesma revista sugeriu que havia, por assim dizer, um “Regulador” do Universo, observando: “Eliminem apenas essa variação (o acima mencionado quadrilionésimo de 1% de margem de erro), . . . e o resultado não será apenas desarmonia mas eterna entropia e gelo. Assim, o que — ou quem — foi o grande Regulador?”
O astrofísico Alan Lightman reconheceu que os cientistas “acham misterioso que o Universo tenha sido criado num estado de ordem tão elevado”, acrescentando: “Qualquer teoria de cosmologia bem-sucedida devia em última análise explicar esse problema da entropia”, ou seja, por que o Universo não se tornou caótico.
A revista Newsweek, de 9 de novembro de 1998, examinou as implicações das descobertas a respeito da criação do Universo. Segundo ela, os fatos “sugerem que a matéria e o movimento se originaram como Gênesis [na Bíblia] sugere, ex nihilo, [ou seja], a partir do nada, numa estupenda explosão de luz e de energia”. Note as razões que a revista deu para comparar o começo do Universo com a descrição bíblica desse evento.
“As forças liberadas eram — são — notavelmente (milagrosamente?) equilibradas: se o big-bang tivesse sido um pouquinho menos violento, a expansão do Universo teria sido menos rápida, e logo (em alguns milhões de anos, ou em alguns minutos — de qualquer maneira, logo) teria entrado em colapso sobre si mesma. Se a explosão tivesse sido um pouquinho mais violenta, o Universo poderia ter-se dispersado num “caldo” fino demais para se agregar e formar estrelas. As probabilidades contra nós [de que o Universo e a vida surgiram por acaso] são — este é o termo exato: astronômicas. A proporção de matéria e de energia em relação ao volume de espaço no momento do big-bang não deve ter passado mais do que um quadrilionésimo de 1% da ideal.”
A mesma revista sugeriu que havia, por assim dizer, um “Regulador” do Universo, observando: “Eliminem apenas essa variação (o acima mencionado quadrilionésimo de 1% de margem de erro), . . . e o resultado não será apenas desarmonia mas eterna entropia e gelo. Assim, o que — ou quem — foi o grande Regulador?”
O astrofísico Alan Lightman reconheceu que os cientistas “acham misterioso que o Universo tenha sido criado num estado de ordem tão elevado”, acrescentando: “Qualquer teoria de cosmologia bem-sucedida devia em última análise explicar esse problema da entropia”, ou seja, por que o Universo não se tornou caótico.
“Dois lados da mesma moeda”
Tem-se dito o acima a respeito da energia e da matéria. “A matéria é simplesmente uma forma de energia”, observou a Scientific American. Essa relação entre matéria e energia foi expressa por meio da famosa fórmula de Einstein: E=mc2 (a energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz). Essa equação revela que um pouco de massa, ou matéria, abriga uma inacreditável energia. “Isso explica”, observou o professor universitário Timothy Ferris, “por que uma bomba do tamanho de uma laranja pode devastar uma cidade”.
Considerando-se o outro lado da moeda — segundo a teoria de Einstein, a energia também pode ser transformada em matéria. De modo que a formação do Universo material pode ter envolvido o que certo cosmólogo chamou de “a transformação mais aterradora da matéria e da energia que tivemos o privilégio de vislumbrar”.
Mas de onde vieram a matéria e a energia necessárias para essa “transformação”? A ciência não tem uma resposta satisfatória. Curiosamente, a Bíblia diz sobre Deus: “Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer [um dos corpos celestes].” (Isaías 40:26) Sejam quais forem os meios usados por Deus para criar o Universo, obviamente ele tem a energia e o poder necessários para fazer isso.
Considerando-se o outro lado da moeda — segundo a teoria de Einstein, a energia também pode ser transformada em matéria. De modo que a formação do Universo material pode ter envolvido o que certo cosmólogo chamou de “a transformação mais aterradora da matéria e da energia que tivemos o privilégio de vislumbrar”.
Mas de onde vieram a matéria e a energia necessárias para essa “transformação”? A ciência não tem uma resposta satisfatória. Curiosamente, a Bíblia diz sobre Deus: “Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer [um dos corpos celestes].” (Isaías 40:26) Sejam quais forem os meios usados por Deus para criar o Universo, obviamente ele tem a energia e o poder necessários para fazer isso.
Surgiu por acaso ou foi criado?
MUITOS cientistas não se sentem à vontade com a idéia de que o Universo teve um Criador inteligente. Por isso, eles especulam que, de alguma forma, o Universo simplesmente surgiu sozinho. Mas nenhum deles consegue explicar como isso seria possível.
Na verdade, é como disse a revista Scientific American, de janeiro de 1999: “A teoria do big-bang não descreve o nascimento do Universo.” E acrescentou: “Para explicar a criação original do Universo será preciso outra teoria que descreva até mesmo épocas anteriores.”
No entanto, parece-lhe razoável que o Universo de alguma forma simplesmente criou a si mesmo? O físico Charles H. Townes observou: “É verdade que os físicos esperam olhar além do ‘big-bang’, talvez para explicar a origem do Universo como se fosse, por exemplo, um tipo de flutuação. Sim, mas, isso seria uma flutuação de que, e como isso, por sua vez, começou a existir? Para mim, a questão da origem parece ficar sempre sem resposta, se a examinamos apenas do ponto de vista científico.”
Reconhece-se agora que houve tempo em que o Universo não existia, e que, de alguma maneira, veio a existir. Será que aquilo que já se sabe a respeito das leis do Universo nos ajuda a entender como isso poderia ter acontecido?
Na verdade, é como disse a revista Scientific American, de janeiro de 1999: “A teoria do big-bang não descreve o nascimento do Universo.” E acrescentou: “Para explicar a criação original do Universo será preciso outra teoria que descreva até mesmo épocas anteriores.”
No entanto, parece-lhe razoável que o Universo de alguma forma simplesmente criou a si mesmo? O físico Charles H. Townes observou: “É verdade que os físicos esperam olhar além do ‘big-bang’, talvez para explicar a origem do Universo como se fosse, por exemplo, um tipo de flutuação. Sim, mas, isso seria uma flutuação de que, e como isso, por sua vez, começou a existir? Para mim, a questão da origem parece ficar sempre sem resposta, se a examinamos apenas do ponto de vista científico.”
Reconhece-se agora que houve tempo em que o Universo não existia, e que, de alguma maneira, veio a existir. Será que aquilo que já se sabe a respeito das leis do Universo nos ajuda a entender como isso poderia ter acontecido?
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