Há pelo menos 60 luas orbitando sete dos nove planetas do sistema solar. A Terra, porém, parece ser o único planeta do sistema solar que presencia o espetáculo dos eclipses totais. Por quê?
Um eclipse solar ocorre quando a Lua fica entre o Sol e a Terra. Para que ele seja total, é preciso que o tamanho aparente do Sol e o da Lua sejam idênticos, de modo que a Lua cubra quase completamente o Sol. É exatamente isso o que acontece! O Sol tem um diâmetro 400 vezes maior do que o da Lua, mas também está quase 400 vezes mais longe da Terra do que a Lua.
Mas a distância da Terra ao Sol — e assim o tamanho aparente dele — não é apenas um fator que resulta na ocorrência de eclipses totais. É também uma condição essencial para a existência de vida na Terra. “Se estivéssemos um pouco mais perto ou mais longe do Sol”, diz Gonzalez, “a Terra seria quente ou fria demais e, com isso, inóspita”.
Mas isso não é tudo. Nosso satélite incomumente grande contribui para a vida no nosso planeta porque sua atração gravitacional impede que a Terra sofra grandes oscilações no seu eixo. Isso poderia causar bruscas e catastróficas variações climáticas. Assim, para haver vida na Terra, o que se precisa é de uma combinação exata da distância certa entre o Sol e a Terra, bem como de uma lua do tamanho certo — sem contar todas as outras características incomuns do sol.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário