domingo, 1 de agosto de 2010

Um começo ordeiro

Pense nisso: a conversão descontrolada de matéria em energia na explosão de uma bomba nuclear causa o caos, como se viu em 1945 no Japão, na destruição total de Hiroshima e boa parte de Nagasaki por meio desse tipo de bomba. No entanto, longe de ser caótico, o Universo é harmonioso e belo! Considere também a maravilhosa Terra e sua surpreendente variedade de vida. Obviamente, isso não poderia ter vindo à existência sem alguma direção e controle inteligentes!

A revista Newsweek, de 9 de novembro de 1998, examinou as implicações das descobertas a respeito da criação do Universo. Segundo ela, os fatos “sugerem que a matéria e o movimento se originaram como Gênesis [na Bíblia] sugere, ex nihilo, [ou seja], a partir do nada, numa estupenda explosão de luz e de energia”. Note as razões que a revista deu para comparar o começo do Universo com a descrição bíblica desse evento.

“As forças liberadas eram — são — notavelmente (milagrosamente?) equilibradas: se o big-bang tivesse sido um pouquinho menos violento, a expansão do Universo teria sido menos rápida, e logo (em alguns milhões de anos, ou em alguns minutos — de qualquer maneira, logo) teria entrado em colapso sobre si mesma. Se a explosão tivesse sido um pouquinho mais violenta, o Universo poderia ter-se dispersado num “caldo” fino demais para se agregar e formar estrelas. As probabilidades contra nós [de que o Universo e a vida surgiram por acaso] são — este é o termo exato: astronômicas. A proporção de matéria e de energia em relação ao volume de espaço no momento do big-bang não deve ter passado mais do que um quadrilionésimo de 1% da ideal.”

A mesma revista sugeriu que havia, por assim dizer, um “Regulador” do Universo, observando: “Eliminem apenas essa variação (o acima mencionado quadrilionésimo de 1% de margem de erro), . . . e o resultado não será apenas desarmonia mas eterna entropia e gelo. Assim, o que — ou quem — foi o grande Regulador?”

O astrofísico Alan Lightman reconheceu que os cientistas “acham misterioso que o Universo tenha sido criado num estado de ordem tão elevado”, acrescentando: “Qualquer teoria de cosmologia bem-sucedida devia em última análise explicar esse problema da entropia”, ou seja, por que o Universo não se tornou caótico.

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