No seu livro Aliens Among Us (Alienígenas Entre Nós), Ruth Montgomery entrevista alguns de um crescente grupo de pessoas que estão convencidos de que são visitantes extraterrestres que residem em corpos humanos. Alguns desses que afirmam ser extraterrestres em corpos humanos predizem que no ano 2000 haverá um “evento cósmico para o qual hierarquias de anjos e de governantes vêm-se preparando”. Alguns acreditam que extraterrestres estão usando OVNIs para coletar espécimes de flora ou de fauna, ou então que os OVNIs serão usados como naves de resgate para salvar milhões de humanos da desolação da Terra a sobrevir em breve. Após a grande destruição, os humanos serão trazidos de volta à Terra para iniciar “a Nova Era e a Nova Ordem” de conscientização espiritual. Certo rapaz do Colorado, EUA, membro de um grupo que se denomina “Jovens Alienígenas”, disse à Despertai!, com toda a seriedade: “Eu e meus amigos estamos esperando que os nossos ancestrais alienígenas venham para nos teletransportar.”
Alguns dos que afirmam ser extraterrestres dizem ser conduzidos por Deus, e outros afirmam que falam livremente com ele para pedir conselhos a fim de ajudar os humanos. Será que Deus está usando visitantes de outros planetas para salvar a humanidade de uma vindoura catástrofe mundial?
segunda-feira, 31 de maio de 2010
OVNIs: mensageiros de Deus?
COM a aproximação do fim do século 20 e a constante deterioração da situação mundial, aumenta a crença nos objetos voadores não-identificados (OVNIs) e seus passageiros, os seres extraterrestres. Será que os OVNIs são apenas ficção, uma tapeação, uma fraude perpetrada por pessoas que gostam de rir às custas da credulidade do público?
Os que afirmam ter visto OVNIs ou seus passageiros extraterrestres incluem pessoas aparentemente normais, dignas de confiança; tanto é que, entre os que acreditam nesses visitantes de outros planetas, acham-se pessoas bem instruídas, como professores universitários e cientistas. Elas estão convencidas de que os extraterrestres observam os homens e, às vezes, se comunicam com eles. Existem até mesmo grupos de apoio aos que afirmam ter feito contato com visitantes do espaço.
Os que afirmam ter visto OVNIs ou seus passageiros extraterrestres incluem pessoas aparentemente normais, dignas de confiança; tanto é que, entre os que acreditam nesses visitantes de outros planetas, acham-se pessoas bem instruídas, como professores universitários e cientistas. Elas estão convencidas de que os extraterrestres observam os homens e, às vezes, se comunicam com eles. Existem até mesmo grupos de apoio aos que afirmam ter feito contato com visitantes do espaço.
Especulação
Era abundante a especulação quanto à origem dos misteriosos “discos voadores”. Estavam os Estados Unidos testando secretamente um novo tipo de veículo, movido a energia atômica ou magnética, ou até mesmo gravitacional? Ou talvez alguma potência estrangeira dominara tal força motiva e exibia sua nova proeza nos céus dos EUA. A teoria mais amplamente difundida, porém, era de que chegaram visitantes do espaço sideral para inspecionar a terra e estudar seus habitantes. Não resta dúvida de que tal idéia foi o que dotou os “discos voadores” de seu maior fascínio. O fato de que o homem se estava preparando para aventurar-se além de seu lar terrestre para explorar outros mundos lhe fornecia motivo para imaginar se criaturas inteligentes de outras partes haviam feito isso antes dele. Por outro lado, a idéia perturbava os que acreditam que o homem é ímpar no universo como uma criação inteligente e carnal de Deus.
Algumas pessoas afirmavam que os discos voadores haviam deveras aterrissado em lugares afastados, e indicavam a vegetação pisoteada ou a terra queimada no local de aterrissagem como prova. Afirmava-se que encontros íntimos com os veículos interplanetários haviam apagado faróis, e parado relógios e até mesmo motores de automóveis, deixando magnético o metal e radioativas as cercanias. Alguns testificaram que haviam subido a bordo dos “discos”, um no deserto da Califórnia, outro numa fazenda no Brasil, e encontraram os viajantes venusianos. Embora seu testemunho não fosse corroborado, havia os crédulos, os prontos a crer. Introduziu-se um aspecto religioso com o surgimento de novo culto centralizado nos super-homens divinos de Vênus.
A maioria dos cientistas tendiam a não levar a sério a excitação. Os astrônomos, em especial, não se deixaram impressionar. Indicaram que era seu dever observar os céus, mas não tinham visto nenhum “disco voador”. Ademais, perguntavam, de onde viriam? De Marte? De Vênus? Daquilo que já sabemos sobre estes planetas, seria bem impossível de qualquer criatura do tipo humano viver ali, visto que não há nenhum ar nem qualquer água. E as sondagens interplanetárias, testando a atmosfera de Vênus e tirando fotografias de perto de Marte, reforçavam esta opinião. Verificou-se que Vênus era suficientemente quente para derreter o zinco, Marte era frio e mortífero como a lua. Poucos cientistas consideravam o assunto dos OVNI como de suficiente interesse para devotarem qualquer tempo de pesquisa a eles, ou até mesmo falarem sobre isso em público. Raramente era mencionado em seus periódicos. Certo astrônomo deu-se ao trabalho de escrever um livro mostrando como as miragens podiam produzir efeitos semelhantes aos “discos” bamboleantes vistos em Mt. Rainier, ou as luzes em Lubbock.
Parecia provável que a maioria dos “discos voadores” vistos eram simplesmente concepções errôneas de coisas comuns como estrelas, meteoros, aviões, balões, e miragens, não se excluindo as falsificações e alucinações. Mas, restava a pergunta perturbadora: Podiam todas as vistas estranhas noticiadas ser atribuídas a tais causas prosaicas? Ou haveria, talvez, alguns genuínos “discos voadores”, que realmente estivessem além da capacidade de explicação dos cientistas?
Algumas pessoas afirmavam que os discos voadores haviam deveras aterrissado em lugares afastados, e indicavam a vegetação pisoteada ou a terra queimada no local de aterrissagem como prova. Afirmava-se que encontros íntimos com os veículos interplanetários haviam apagado faróis, e parado relógios e até mesmo motores de automóveis, deixando magnético o metal e radioativas as cercanias. Alguns testificaram que haviam subido a bordo dos “discos”, um no deserto da Califórnia, outro numa fazenda no Brasil, e encontraram os viajantes venusianos. Embora seu testemunho não fosse corroborado, havia os crédulos, os prontos a crer. Introduziu-se um aspecto religioso com o surgimento de novo culto centralizado nos super-homens divinos de Vênus.
A maioria dos cientistas tendiam a não levar a sério a excitação. Os astrônomos, em especial, não se deixaram impressionar. Indicaram que era seu dever observar os céus, mas não tinham visto nenhum “disco voador”. Ademais, perguntavam, de onde viriam? De Marte? De Vênus? Daquilo que já sabemos sobre estes planetas, seria bem impossível de qualquer criatura do tipo humano viver ali, visto que não há nenhum ar nem qualquer água. E as sondagens interplanetárias, testando a atmosfera de Vênus e tirando fotografias de perto de Marte, reforçavam esta opinião. Verificou-se que Vênus era suficientemente quente para derreter o zinco, Marte era frio e mortífero como a lua. Poucos cientistas consideravam o assunto dos OVNI como de suficiente interesse para devotarem qualquer tempo de pesquisa a eles, ou até mesmo falarem sobre isso em público. Raramente era mencionado em seus periódicos. Certo astrônomo deu-se ao trabalho de escrever um livro mostrando como as miragens podiam produzir efeitos semelhantes aos “discos” bamboleantes vistos em Mt. Rainier, ou as luzes em Lubbock.
Parecia provável que a maioria dos “discos voadores” vistos eram simplesmente concepções errôneas de coisas comuns como estrelas, meteoros, aviões, balões, e miragens, não se excluindo as falsificações e alucinações. Mas, restava a pergunta perturbadora: Podiam todas as vistas estranhas noticiadas ser atribuídas a tais causas prosaicas? Ou haveria, talvez, alguns genuínos “discos voadores”, que realmente estivessem além da capacidade de explicação dos cientistas?
O que aconteceu aos “discos voadores”?
TUDO começou no verão setentrional de 1947, quando o piloto dum avião particular que voava perto do Mt. Rainier em Washington, EUA, viu diversas coisas em forma de discos que se moviam pelo ar uma após a outra num padrão ondulatório, “como bandejas de torta escorregando sobre a água”.
Esta notícia foi impressa em muitos jornais, e foi seguida rápido por um dilúvio de notícias similares de outras partes do país. Dizia-se que luzes do céu adejavam, daí partiam a alta velocidade, fazendo curvas em ziguezague impossíveis de ser feitas por qualquer aeronave conhecida. Foi vista e fotografada em Lubbock, Texas, EUA, uma flotilha de luzes ovais. Operadores de radar em aeroportos e em aviões no ar começaram a notar piques em suas telas de radar que não se ajustavam a nenhum avião que se soubesse estar presente. Percorriam seus cursos esquisitos e às vezes desapareciam abruptamente.
Foram divulgadas numerosas fotografias, a maioria de luzes indistintas na escuridão, mas algumas mostravam esboços aguçadamente definidos de objetos que nem discos num céu diurno. Um motorista que percorria o país de lado a lado filmou um misterioso grupo de manchas brancas que percorriam o deserto perto de Tremonton, Utah, EUA.
As primeiras notícias usaram o termo “disco voador” e este nome se popularizou, sendo aplicado a todos os objetos estranhos vistos no céu. Mas, muitas das coisas vistas não têm a forma dum disco; por isso, são mais precisamente chamadas de “objetos voadores não-identificados”, ou OVNI, abreviado (UFO, em inglês).
Às vezes os OVNI se tornaram tão numerosos que milhares de pessoas os viam, quase em histeria em massa. Os jornais enchiam suas colunas com entrevistas, relatórios oficiais, rumores e opiniões. Em julho de 1952, uma avalancha de relatórios de captações no radar e luzes estranhas ao redor do aeroporto de Washington, D. C., EUA, lançaram um alarme assim. Na Cidade do México, em setembro de 1965, o trânsito na hora de maior movimento ficou congestionado por diversas noitinhas em seqüência, e as pessoas passavam as noites nos telhados para ver as luzes movimentar-se no céu.
Muitas das descrições dos OVNI davam a entender que se achavam sob controle inteligente e se moviam em resposta a observadores que tentavam aproximar-se para vê-los melhor de perto. Às vezes a polícia em carros-patrulha resolviam seguir os OVNI que flutuavam baixo no espaço. Verificaram que seus carros não conseguiam segui-los, e voltavam aterrorizados com lendas de terem sido perseguidos por sua tencionada presa. Caças militares subiam na tentativa de entrar em contato com alvos visíveis ou de radar. Em uma tarde de 1948, em Kentucky, EUA, um piloto infeliz tentou apanhar um OVNI. Subiu à frente dele, e ele relatou que ascendia a 6.000 metros. Essas foram suas últimas palavras. Foi encontrado morto nos destroços de seu avião.
Esta notícia foi impressa em muitos jornais, e foi seguida rápido por um dilúvio de notícias similares de outras partes do país. Dizia-se que luzes do céu adejavam, daí partiam a alta velocidade, fazendo curvas em ziguezague impossíveis de ser feitas por qualquer aeronave conhecida. Foi vista e fotografada em Lubbock, Texas, EUA, uma flotilha de luzes ovais. Operadores de radar em aeroportos e em aviões no ar começaram a notar piques em suas telas de radar que não se ajustavam a nenhum avião que se soubesse estar presente. Percorriam seus cursos esquisitos e às vezes desapareciam abruptamente.
Foram divulgadas numerosas fotografias, a maioria de luzes indistintas na escuridão, mas algumas mostravam esboços aguçadamente definidos de objetos que nem discos num céu diurno. Um motorista que percorria o país de lado a lado filmou um misterioso grupo de manchas brancas que percorriam o deserto perto de Tremonton, Utah, EUA.
As primeiras notícias usaram o termo “disco voador” e este nome se popularizou, sendo aplicado a todos os objetos estranhos vistos no céu. Mas, muitas das coisas vistas não têm a forma dum disco; por isso, são mais precisamente chamadas de “objetos voadores não-identificados”, ou OVNI, abreviado (UFO, em inglês).
Às vezes os OVNI se tornaram tão numerosos que milhares de pessoas os viam, quase em histeria em massa. Os jornais enchiam suas colunas com entrevistas, relatórios oficiais, rumores e opiniões. Em julho de 1952, uma avalancha de relatórios de captações no radar e luzes estranhas ao redor do aeroporto de Washington, D. C., EUA, lançaram um alarme assim. Na Cidade do México, em setembro de 1965, o trânsito na hora de maior movimento ficou congestionado por diversas noitinhas em seqüência, e as pessoas passavam as noites nos telhados para ver as luzes movimentar-se no céu.
Muitas das descrições dos OVNI davam a entender que se achavam sob controle inteligente e se moviam em resposta a observadores que tentavam aproximar-se para vê-los melhor de perto. Às vezes a polícia em carros-patrulha resolviam seguir os OVNI que flutuavam baixo no espaço. Verificaram que seus carros não conseguiam segui-los, e voltavam aterrorizados com lendas de terem sido perseguidos por sua tencionada presa. Caças militares subiam na tentativa de entrar em contato com alvos visíveis ou de radar. Em uma tarde de 1948, em Kentucky, EUA, um piloto infeliz tentou apanhar um OVNI. Subiu à frente dele, e ele relatou que ascendia a 6.000 metros. Essas foram suas últimas palavras. Foi encontrado morto nos destroços de seu avião.
domingo, 30 de maio de 2010
Investigação Mais Cabal
Esta situação continuou até 1966, quando um contrato de pesquisas foi concedido à Universidade de Colorado para fazer um estudo científico dos OVNI. Tal projeto foi chefiado pelo Dr. Edward U. Condon, físico altamente respeitado que antes chefiava o Departamento de Padrões e servira como presidente da Sociedade Estadunidense de Física e da Associação Estadunidense Para o Progresso da Ciência. Suficientes cientistas foram persuadidos a juntar-se à equipe de peritos para cuidarem das várias fases do estudo, e meio milhão de dólares foram consignados ao projeto num período de dois anos.
O relatório do projeto de Colorado foi divulgado em princípios de 1969 num volume de 965 páginas. Acha-se repleto de informações científicas sobre cada ângulo das observações e teorias dos “discos voadores”.
Foram investigados cinqüenta e nove casos pelos componentes da equipe, inclusive alguns dos casos mais sensacionais estudados previamente sob o projeto Livro Azul. Tal estudo apresentou convincente evidência de que a esmagadora maioria, se não todas, das estórias dos “discos voadores” se baseavam em identificação errônea de objetos conhecidos.
O relatório do projeto de Colorado foi divulgado em princípios de 1969 num volume de 965 páginas. Acha-se repleto de informações científicas sobre cada ângulo das observações e teorias dos “discos voadores”.
Foram investigados cinqüenta e nove casos pelos componentes da equipe, inclusive alguns dos casos mais sensacionais estudados previamente sob o projeto Livro Azul. Tal estudo apresentou convincente evidência de que a esmagadora maioria, se não todas, das estórias dos “discos voadores” se baseavam em identificação errônea de objetos conhecidos.
O que os “discos” revelaram ser
UMA vez que havia tanta especulação em torno dos “discos voadores”, o governo dos Estados Unidos se viu coagido a fazer uma investigação oficial. Visto que a preocupação do governo era manter longe do país as aeronaves inamistosas, a tarefa foi atribuída à Força Aérea. Um projeto inicialmente chamado “Sign” (Sinal), daí “Grudge” (Ressentimento), e por fim “Blue Book” (Livro Azul), foi chefiado por um oficial cujo dever era receber os relatórios e solicitar as investigações, conforme parecessem necessárias.
Mais de 10.000 casos foram arquivados durante dezoito anos. Destes, decidiram que 94 por cento poderiam ser explicados por meio de causas naturais. E, com respeito à sua responsabilidade direta, disseram que os outros 6 por cento não representavam ameaça alguma à segurança nacional.
Assim, a Força Aérea considerou cumprido o seu dever. Mas, os 6 por cento dos casos não explicados foram entendidos por alguns como sendo inexplicáveis, e eram apresentados por aqueles que promoviam a idéia de visitantes de outros planetas, como prova de suas teorias. E, tinha-se de admitir que, logicamente, 600 pessoas — ou até mesmo seis, a bem dizer — que talvez tivessem visto um verdadeiro “disco voador” não poderiam ser provadas erradas só porque 9.400 outras pessoas tinham visto outra coisa que erroneamente consideraram como “disco voador”.
Mais de 10.000 casos foram arquivados durante dezoito anos. Destes, decidiram que 94 por cento poderiam ser explicados por meio de causas naturais. E, com respeito à sua responsabilidade direta, disseram que os outros 6 por cento não representavam ameaça alguma à segurança nacional.
Assim, a Força Aérea considerou cumprido o seu dever. Mas, os 6 por cento dos casos não explicados foram entendidos por alguns como sendo inexplicáveis, e eram apresentados por aqueles que promoviam a idéia de visitantes de outros planetas, como prova de suas teorias. E, tinha-se de admitir que, logicamente, 600 pessoas — ou até mesmo seis, a bem dizer — que talvez tivessem visto um verdadeiro “disco voador” não poderiam ser provadas erradas só porque 9.400 outras pessoas tinham visto outra coisa que erroneamente consideraram como “disco voador”.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Aventura e descobertas
Reportagens em jornais e revistas deram a milhões a oportunidade de ver fotos da superfície marciana batidas pela Pathfinder. Com a chegada de novas imagens de Marte, as pessoas na Terra se entretinham com as travessuras do jipinho errante, intrigavam-se com as fotos coloridas da paisagem pedregosa e amorreada, e deslumbravam-se com vistas das nuvens e pores-do-sol dos céus marcianos. Durante o primeiro mês da missão, a página da Pathfinder na Internet foi visitada mais de 500 milhões de vezes por interessados nas atividades da nave.
A Pathfinder produziu uma avalancha de dados, superando até as expectativas dos cientistas da missão. Isso apesar de operar em temperaturas que iam de gélido 0 grau Celsius a frígidos 80 graus Celsius negativos. O que a missão descobriu?
As câmeras e os instrumentos descobriram rochas, solos e, flutuando no ar, partículas de poeira de diversas composições químicas, cores e texturas, que indicam que há complexos processos geológicos operando em Marte. Pequenas dunas na paisagem circunvizinha atestam o acúmulo de grãos de areia depositados por ventos do nordeste. Antes de amanhecer, o céu exibia nuvens de partículas de gelo feito de água. Com a dissipação das nuvens e a chegada da manhã, o céu ganhava um tom avermelhado graças à fina poeira em suspensão na atmosfera. Vez por outra, remoinhos de poeira passavam sobre a nave.
Pode-se dizer que a Mars Pathfinder entreteu-nos com uma experiência que, literalmente, é de outro mundo. Os Estados Unidos e o Japão planejam outras missões a Marte para a próxima década. Um orbitador, o Mars Global Surveyor, já chegou a Marte para realizar novas pesquisas científicas. Com as visitas ao planeta vermelho, e as imagens obtidas por naves-robô, Marte sem dúvida se tornará um lugar cada vez mais conhecido. — Contribuído.
A Pathfinder produziu uma avalancha de dados, superando até as expectativas dos cientistas da missão. Isso apesar de operar em temperaturas que iam de gélido 0 grau Celsius a frígidos 80 graus Celsius negativos. O que a missão descobriu?
As câmeras e os instrumentos descobriram rochas, solos e, flutuando no ar, partículas de poeira de diversas composições químicas, cores e texturas, que indicam que há complexos processos geológicos operando em Marte. Pequenas dunas na paisagem circunvizinha atestam o acúmulo de grãos de areia depositados por ventos do nordeste. Antes de amanhecer, o céu exibia nuvens de partículas de gelo feito de água. Com a dissipação das nuvens e a chegada da manhã, o céu ganhava um tom avermelhado graças à fina poeira em suspensão na atmosfera. Vez por outra, remoinhos de poeira passavam sobre a nave.
Pode-se dizer que a Mars Pathfinder entreteu-nos com uma experiência que, literalmente, é de outro mundo. Os Estados Unidos e o Japão planejam outras missões a Marte para a próxima década. Um orbitador, o Mars Global Surveyor, já chegou a Marte para realizar novas pesquisas científicas. Com as visitas ao planeta vermelho, e as imagens obtidas por naves-robô, Marte sem dúvida se tornará um lugar cada vez mais conhecido. — Contribuído.
Pesquisa em Marte
Em pouco tempo, a câmera da Pathfinder fez o levantamento da topografia circundante. Situada numa larga planície batizada de Chryse Planitia, que significa “planícies de Ouro”, próxima de uma área chamada Ares Vallis, ou “vale de Marte”, a Pathfinder revelou uma superfície pedregosa, com elevações e depressões suaves, e morros distantes — ideais para o Sojourner explorar. Esse competente robozinho de 65 centímetros de comprimento deveria obter imagens do planeta com uma câmera e medir a quantidade de elementos químicos nas rochas e no solo com um espectrômetro.
Os cientistas e os engenheiros da missão iniciaram a exploração com o Sojourner. Como os sinais de rádio levam muitos minutos para viajar entre a Terra e Marte, os operadores da missão não podiam dirigir o Sojourner diretamente. O Sojourner dependia muito de sua própria capacidade de evitar perigos no relevo marciano. Fez isso usando feixes de laser para determinar o tamanho e a localização das pedras no caminho. Daí, o seu computador determinava se ele devia passar por cima das pedras, caso fossem pequenas, ou dar a volta, se fossem muito grandes.
Os cientistas e os engenheiros da missão iniciaram a exploração com o Sojourner. Como os sinais de rádio levam muitos minutos para viajar entre a Terra e Marte, os operadores da missão não podiam dirigir o Sojourner diretamente. O Sojourner dependia muito de sua própria capacidade de evitar perigos no relevo marciano. Fez isso usando feixes de laser para determinar o tamanho e a localização das pedras no caminho. Daí, o seu computador determinava se ele devia passar por cima das pedras, caso fossem pequenas, ou dar a volta, se fossem muito grandes.
Um robô explora Marte
MINHA família e eu assistimos entusiasmados à decolagem do foguete que carregava a nave Mars Pathfinder, da plataforma de lançamento no Cabo Canaveral, na Flórida. ‘Será que ela vai conseguir pousar em Marte? Que descobertas fará?’, nos perguntávamos.
A preocupação com o êxito da Pathfinder (desbravadora, em inglês) devia-se em parte ao fracasso das duas missões anteriores a Marte — a Mars Observer e a Mars 96. Além disso, a Pathfinder iria tentar um pouso difícil, sem precedentes, no planeta.
A nave iniciou a descida na atmosfera marciana a quase 27.000 quilômetros por hora. Depois de abrir um pára-quedas para desacelerar e então baixar a uma altitude de cerca de 98 metros, ela acionou os retrofoguetes para reduzir ainda mais a velocidade de descida. Nesse meio tempo a nave foi envolvida por um colchão protetor composto de gigantescas bolsas de ar, cheias de gás. Em 4 de julho de 1997, a 65 quilômetros por hora, a Mars Pathfinder bateu no solo marciano.
O primeiro impacto fez a espaçonave ricochetear a uma altura de 15 metros. Depois de saltar como uma enorme bola de praia outras 15 vezes, parou. As bolsas de ar esvaziaram-se e foram recolhidas. Embora tivesse sido projetada para desvirar-se se fosse necessário, a Pathfinder acabou pousando com o lado certo para cima. Por fim, abriu suas pétalas, deixando à mostra instrumentos científicos, antenas de rádio, painéis solares e um minijipe chamado Sojourner.
A preocupação com o êxito da Pathfinder (desbravadora, em inglês) devia-se em parte ao fracasso das duas missões anteriores a Marte — a Mars Observer e a Mars 96. Além disso, a Pathfinder iria tentar um pouso difícil, sem precedentes, no planeta.
A nave iniciou a descida na atmosfera marciana a quase 27.000 quilômetros por hora. Depois de abrir um pára-quedas para desacelerar e então baixar a uma altitude de cerca de 98 metros, ela acionou os retrofoguetes para reduzir ainda mais a velocidade de descida. Nesse meio tempo a nave foi envolvida por um colchão protetor composto de gigantescas bolsas de ar, cheias de gás. Em 4 de julho de 1997, a 65 quilômetros por hora, a Mars Pathfinder bateu no solo marciano.
O primeiro impacto fez a espaçonave ricochetear a uma altura de 15 metros. Depois de saltar como uma enorme bola de praia outras 15 vezes, parou. As bolsas de ar esvaziaram-se e foram recolhidas. Embora tivesse sido projetada para desvirar-se se fosse necessário, a Pathfinder acabou pousando com o lado certo para cima. Por fim, abriu suas pétalas, deixando à mostra instrumentos científicos, antenas de rádio, painéis solares e um minijipe chamado Sojourner.
terça-feira, 25 de maio de 2010
DATAS RELACIONADAS COM ESTAÇÕES ESPACIAIS
1869: o americano Edward Everett Hale publica uma historieta, “A Lua de Tijolo”, sobre um satélite espacial tripulado, feito de tijolo, na órbita da Terra.
1923: Hermann Oberth, nascido na Romênia, cunha a expressão “estação espacial”. Para ele, seria um ponto de partida para vôos à Lua e a Marte.
1929: no livro The Problem of Space Travel (O Problema de Viagens no Espaço), Hermann Potocnik desenha o projeto de uma estação espacial.
Década de 50: o engenheiro de foguetes Wernher von Braun descreve uma estação com formato de roda, orbitando 1.730 quilômetros acima da Terra.
1971: a União Soviética lança a Salyut 1, a primeira estação espacial da História. Três cosmonautas ficam na estação por 23 dias.
1973: o Skylab, primeiro laboratório espacial americano, é colocado em órbita e recebe três equipes de astronautas. Esse laboratório, ou estação, não está mais no espaço.
1986: os soviéticos lançam a Mir, a primeira estação espacial projetada para garantir a presença permanente de humanos no espaço.
1993: os Estados Unidos convidam a Rússia, o Japão e outros países a se juntarem no desenvolvimento da Estação Espacial Internacional (ISS).
1998/99: os primeiros módulos da ISS são lançados em órbita, com atraso de um ano no cronograma.
1923: Hermann Oberth, nascido na Romênia, cunha a expressão “estação espacial”. Para ele, seria um ponto de partida para vôos à Lua e a Marte.
1929: no livro The Problem of Space Travel (O Problema de Viagens no Espaço), Hermann Potocnik desenha o projeto de uma estação espacial.
Década de 50: o engenheiro de foguetes Wernher von Braun descreve uma estação com formato de roda, orbitando 1.730 quilômetros acima da Terra.
1971: a União Soviética lança a Salyut 1, a primeira estação espacial da História. Três cosmonautas ficam na estação por 23 dias.
1973: o Skylab, primeiro laboratório espacial americano, é colocado em órbita e recebe três equipes de astronautas. Esse laboratório, ou estação, não está mais no espaço.
1986: os soviéticos lançam a Mir, a primeira estação espacial projetada para garantir a presença permanente de humanos no espaço.
1993: os Estados Unidos convidam a Rússia, o Japão e outros países a se juntarem no desenvolvimento da Estação Espacial Internacional (ISS).
1998/99: os primeiros módulos da ISS são lançados em órbita, com atraso de um ano no cronograma.
Um “laboratório para a paz”?
Contudo, para alguns de seus entusiasmados defensores a ISS é mais do que um simples laboratório flutuante. Acham que com ela se atingirão os ideais do Programa Apolo, que deixou uma placa na Lua com a inscrição: “Nós viemos em paz, em nome de toda a Humanidade”. Depois de chamar a ISS de “laboratório para a paz”, o septuagenário astronauta John Glenn acrescentou: “[Ela] permitirá que 16 nações cooperem no espaço em vez de ficar imaginando meios de prejudicar umas às outras na Terra.” Ele e outros encaram a ISS como um lugar onde as nações podem aprender a cooperar em projetos científicos e tecnológicos que nenhuma delas pode bancar sozinha, mas dos quais todas se beneficiariam.
Muitos, porém, ficam imaginando se as nações realmente cooperarão de modo pacífico no espaço, visto que não conseguem isso na Terra. De qualquer modo, a ISS resulta do impulso humano de tentar desvendar o desconhecido e aprender o que se passa por lá. De fato, esse colossal projeto ilustra a sede de aventura do homem e sua paixão pela descoberta.
Muitos, porém, ficam imaginando se as nações realmente cooperarão de modo pacífico no espaço, visto que não conseguem isso na Terra. De qualquer modo, a ISS resulta do impulso humano de tentar desvendar o desconhecido e aprender o que se passa por lá. De fato, esse colossal projeto ilustra a sede de aventura do homem e sua paixão pela descoberta.
Laboratório em órbita
Espera-se que a ISS esteja terminada em 2004. Daí, até sete astronautas por vez viverão nessa enorme estrutura. Alguns morarão lá por vários meses. A bordo dessa “janela para o Universo”, como é chamada, a equipe da ISS realizará vários experimentos de cientistas de todo o mundo.
Por exemplo, quando a gravidade é muito fraca, as raízes das plantas não crescem para baixo, nem as folhas crescem para cima. Assim, os cientistas farão experiências para aprender como as plantas se comportam na ausência de gravidade. Além disso, os cristais de proteína crescem mais e são mais simétricos no espaço. Assim, talvez seja possível produzir cristais mais puros nessas condições. Essas informações podem ajudar os pesquisadores a desenvolver remédios para atacar determinadas proteínas patogênicas. Em ambientes com gravidade muito fraca, talvez seja possível sintetizar materiais quase impossíveis de produzir na Terra.
A microgravidade faz os ossos e músculos humanos se deteriorar. O ex-astronauta Michael Clifford mencionou: “Parte da pesquisa científica visa entender os efeitos físicos da exposição ao espaço por longos períodos.” Será feito pelo menos um experimento para descobrir como combater a perda de massa óssea.
Aprender os efeitos a longo prazo de viver no espaço pode ajudar a tornar viável uma futura viagem de longa duração a Marte. “É uma viagem bem longa”, reconhece Clifford. “Queremos ser capazes de trazer [os exploradores espaciais] de volta em boa forma.”
Além disso, os apoiadores da ISS predizem que a pesquisa na estação espacial levará a um melhor entendimento dos elementos fundamentais da vida. Isso poderá resultar em novos métodos de tratamento do câncer, de diabetes, do enfisema e de doenças do sistema imunológico. Os laboratórios a bordo da ISS terão equipamento de cultura de células que se parecem com os tecidos naturais. Os cientistas tentarão entender melhor as doenças humanas e descobrir meios de tratá-las com êxito. Haverá a bordo, também, uma janela de 50 centímetros para estudar os gases atmosféricos, a despigmentação de recifes de coral, os furacões e outros fenômenos naturais na Terra.
Por exemplo, quando a gravidade é muito fraca, as raízes das plantas não crescem para baixo, nem as folhas crescem para cima. Assim, os cientistas farão experiências para aprender como as plantas se comportam na ausência de gravidade. Além disso, os cristais de proteína crescem mais e são mais simétricos no espaço. Assim, talvez seja possível produzir cristais mais puros nessas condições. Essas informações podem ajudar os pesquisadores a desenvolver remédios para atacar determinadas proteínas patogênicas. Em ambientes com gravidade muito fraca, talvez seja possível sintetizar materiais quase impossíveis de produzir na Terra.
A microgravidade faz os ossos e músculos humanos se deteriorar. O ex-astronauta Michael Clifford mencionou: “Parte da pesquisa científica visa entender os efeitos físicos da exposição ao espaço por longos períodos.” Será feito pelo menos um experimento para descobrir como combater a perda de massa óssea.
Aprender os efeitos a longo prazo de viver no espaço pode ajudar a tornar viável uma futura viagem de longa duração a Marte. “É uma viagem bem longa”, reconhece Clifford. “Queremos ser capazes de trazer [os exploradores espaciais] de volta em boa forma.”
Além disso, os apoiadores da ISS predizem que a pesquisa na estação espacial levará a um melhor entendimento dos elementos fundamentais da vida. Isso poderá resultar em novos métodos de tratamento do câncer, de diabetes, do enfisema e de doenças do sistema imunológico. Os laboratórios a bordo da ISS terão equipamento de cultura de células que se parecem com os tecidos naturais. Os cientistas tentarão entender melhor as doenças humanas e descobrir meios de tratá-las com êxito. Haverá a bordo, também, uma janela de 50 centímetros para estudar os gases atmosféricos, a despigmentação de recifes de coral, os furacões e outros fenômenos naturais na Terra.
Construção no espaço
Devido ao seu enorme tamanho, a ISS não poderia ser montada na Terra, pois desmoronaria com o próprio peso. Para superar esse obstáculo, os cientistas estão construindo na Terra módulos que serão acoplados no espaço para formar a estação espacial. Serão necessários 45 lançamentos de foguetes russos e de ônibus espaciais americanos para levar esses componentes para o espaço.
Montar a estação é uma tarefa sem precedentes que transformará o espaço num canteiro de obras em constante mudança. Mais de 100 módulos serão acoplados com os trabalhadores e materiais em órbita. A equipe internacional de astronautas terá de fazer a maior parte do serviço a mão, em centenas de horas de passeios espaciais.
Zaria (“alvorada”), o primeiro módulo da ISS, construído pelos russos e com 20 toneladas, foi lançado em 20 de novembro de 1998, do Cosmódromo de Baykonur, no Casaquistão. Esse módulo levou combustível suficiente para manter-se em órbita junto com outros módulos que serão acoplados a ele. Vinte dias depois que o Zaria subiu, o ônibus espacial Endeavour levou o módulo de conexão, construído pelos americanos, chamado de Unity (“unidade”).
Durante a primeira etapa da construção no espaço, em dezembro de 1998, a equipe do Endeavour teve uma prova dos desafios futuros. Durante o encontro com o Zaria, 400 quilômetros acima da Terra, a astronauta Nancy Currie usou um braço robótico de 15 metros para segurar o módulo de 20 toneladas e acoplá-lo ao Unity. Depois, os astronautas Jerry Ross e James Newman conectaram as fiações elétricas e de computadores, e as mangueiras para fluidos do lado de fora dos dois módulos. Essas conexões serão usadas para transmitir energia entre os módulos e para que a água circule, resfriando o ar e fornecendo água potável. Para terminar essas tarefas foram necessários três passeios espaciais que duraram ao todo mais de 21 horas.
Foguetes e ônibus espaciais entregarão novos módulos a intervalos de poucas semanas, fazendo a ISS crescer do módulo russo inicial até uma estação espacial de 520 toneladas. Será um desafio manter essa crescente estação em órbita, pois estará em constante perigo de cair devido à atração gravitacional da Terra. Para mantê-la em órbita na altitude apropriada, os ônibus espaciais periodicamente lhe darão um impulso.
A microgravidade terá um papel importante nas pesquisas a serem realizadas na ISS, onde a atração gravitacional equivale a apenas um milionésimo da força exercida na superfície terrestre. A queda de um lápis, na Terra, leva 0,5 segundo para percorrer dois metros. Na estação espacial, levaria 10 minutos. Como a ISS servirá de laboratório, e como isso afetará o nosso cotidiano?
Montar a estação é uma tarefa sem precedentes que transformará o espaço num canteiro de obras em constante mudança. Mais de 100 módulos serão acoplados com os trabalhadores e materiais em órbita. A equipe internacional de astronautas terá de fazer a maior parte do serviço a mão, em centenas de horas de passeios espaciais.
Zaria (“alvorada”), o primeiro módulo da ISS, construído pelos russos e com 20 toneladas, foi lançado em 20 de novembro de 1998, do Cosmódromo de Baykonur, no Casaquistão. Esse módulo levou combustível suficiente para manter-se em órbita junto com outros módulos que serão acoplados a ele. Vinte dias depois que o Zaria subiu, o ônibus espacial Endeavour levou o módulo de conexão, construído pelos americanos, chamado de Unity (“unidade”).
Durante a primeira etapa da construção no espaço, em dezembro de 1998, a equipe do Endeavour teve uma prova dos desafios futuros. Durante o encontro com o Zaria, 400 quilômetros acima da Terra, a astronauta Nancy Currie usou um braço robótico de 15 metros para segurar o módulo de 20 toneladas e acoplá-lo ao Unity. Depois, os astronautas Jerry Ross e James Newman conectaram as fiações elétricas e de computadores, e as mangueiras para fluidos do lado de fora dos dois módulos. Essas conexões serão usadas para transmitir energia entre os módulos e para que a água circule, resfriando o ar e fornecendo água potável. Para terminar essas tarefas foram necessários três passeios espaciais que duraram ao todo mais de 21 horas.
Foguetes e ônibus espaciais entregarão novos módulos a intervalos de poucas semanas, fazendo a ISS crescer do módulo russo inicial até uma estação espacial de 520 toneladas. Será um desafio manter essa crescente estação em órbita, pois estará em constante perigo de cair devido à atração gravitacional da Terra. Para mantê-la em órbita na altitude apropriada, os ônibus espaciais periodicamente lhe darão um impulso.
A microgravidade terá um papel importante nas pesquisas a serem realizadas na ISS, onde a atração gravitacional equivale a apenas um milionésimo da força exercida na superfície terrestre. A queda de um lápis, na Terra, leva 0,5 segundo para percorrer dois metros. Na estação espacial, levaria 10 minutos. Como a ISS servirá de laboratório, e como isso afetará o nosso cotidiano?
A estação espacial internacional: um laboratório em órbita
DENTRO de alguns anos, quando você observar o céu numa noite clara, poderá ver, além das estrelas e da Lua, uma “estrela” artificial, um objeto tão brilhante quanto os planetas. Esse colosso feito pelo homem, mais ou menos do tamanho dum campo de futebol, já está sendo construído e foi chamado de ‘o maior projeto de engenharia desde as pirâmides’. O que é?
Trata-se da Estação Espacial Internacional (ISS): um laboratório espacial permanente para pesquisas, que está sendo construído por mais de 100.000 trabalhadores. A maioria deles trabalha no Canadá, nos Estados Unidos e na Rússia, mas muitos são de outros países, como Alemanha, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça. Depois de pronta, a ISS terá 88 metros de comprimento e 109 de largura, com capacidade equivalente ao espaço útil de dois Boeing 747. Pesará 520 toneladas e custará pelo menos 50 bilhões de dólares.
Alguns críticos, que se preocupam com esse custo astronômico a serviço da pesquisa, chamam a ISS de “elefante branco interestelar”. Por outro lado, seus defensores esperam que a estação espacial sirva de laboratório de testes para materiais industriais novos e avançados, tecnologia de comunicação e pesquisas médicas. Mas, antes que os astronautas consigam prender equipamentos de laboratório nas paredes da ISS, ela terá de ser montada, peça por peça, e tudo isso no espaço!
Trata-se da Estação Espacial Internacional (ISS): um laboratório espacial permanente para pesquisas, que está sendo construído por mais de 100.000 trabalhadores. A maioria deles trabalha no Canadá, nos Estados Unidos e na Rússia, mas muitos são de outros países, como Alemanha, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça. Depois de pronta, a ISS terá 88 metros de comprimento e 109 de largura, com capacidade equivalente ao espaço útil de dois Boeing 747. Pesará 520 toneladas e custará pelo menos 50 bilhões de dólares.
Alguns críticos, que se preocupam com esse custo astronômico a serviço da pesquisa, chamam a ISS de “elefante branco interestelar”. Por outro lado, seus defensores esperam que a estação espacial sirva de laboratório de testes para materiais industriais novos e avançados, tecnologia de comunicação e pesquisas médicas. Mas, antes que os astronautas consigam prender equipamentos de laboratório nas paredes da ISS, ela terá de ser montada, peça por peça, e tudo isso no espaço!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Uso Sábio de Recursos?
Mesmo que a viagem espacial aos planetas e estrelas fosse prática e segura, será sábia agora? É sábio gastar tanto tempo, energia e dinheiro em projetos espaciais, quando a nossa sociedade está caindo aos pedaços?
Por exemplo, se mora em qualquer grande cidade, pergunte a si mesmo: Será que o passeio na lua ajudou a tornar possível que o leitor ande na rua depois do anoitecer sem temer os atacantes pelas costas, os ladrões e os estupradores?
Se é pessoa pobre, será que quaisquer aventuras espaciais o ajudaram a lhe fornecer roupa, alimento, moradia decente ou educação?
Se está doente, será que o esforço de colocar homens no espaço lhe trouxe quaisquer benefícios médicos? Ajudou-o a prolongar a vida, a curar o câncer, a minorar as doenças cardíacas?
O projeto lunar custou aos EUA NCr$ 108.000.000.000,00. Isto poderia ter construído 2.400.000 casas, cada uma custando NCr$ 45.000,00, o que, na maioria dos países, seria uma casa de luxo. Acha que 2.400.000 famílias pobres se sentem mais felizes com o passeio na lua, ou se teriam sentido mais felizes por saírem de suas favelas infestadas de ratos e baratas para uma bonita casa?
Newsweek, de 7 de julho de 1969, comentava: “A ambiciosa missão da Apolo-11 . . . lembra ao homem quão miseravelmente falhou em pôr em ordem outras missões — no Vietnam, nas cidades, nas favelas, na qualidade do ambiente natural, nos campuses, e nos subúrbios todos de casinhas monotonamente iguais.”
É por isso que o filósofo Lewis Mumford chamou o projeto espacial de “colossal perversão de energia, de idéias e de outros preciosos recursos humanos”. Adicionou: “Qualquer quilômetro quadrado de terra habitada tem mais significado para o futuro do homem do que todos os planetas de nosso sistema solar.” Também disse: “A exploração espacial, realisticamente avaliada, é somente um esforço sofisticado de se fugir das realidades humanas, promovida pelas mentalidades da Era das Pirâmides, utilizando a nossa avançada tecnologia da Era Nuclear, a fim de cumprir as suas ainda adolescentes — ou, mais corretamente, infantis — fantasias de se exercer absoluto poder sobre a natureza e a humanidade.”
Por exemplo, se mora em qualquer grande cidade, pergunte a si mesmo: Será que o passeio na lua ajudou a tornar possível que o leitor ande na rua depois do anoitecer sem temer os atacantes pelas costas, os ladrões e os estupradores?
Se é pessoa pobre, será que quaisquer aventuras espaciais o ajudaram a lhe fornecer roupa, alimento, moradia decente ou educação?
Se está doente, será que o esforço de colocar homens no espaço lhe trouxe quaisquer benefícios médicos? Ajudou-o a prolongar a vida, a curar o câncer, a minorar as doenças cardíacas?
O projeto lunar custou aos EUA NCr$ 108.000.000.000,00. Isto poderia ter construído 2.400.000 casas, cada uma custando NCr$ 45.000,00, o que, na maioria dos países, seria uma casa de luxo. Acha que 2.400.000 famílias pobres se sentem mais felizes com o passeio na lua, ou se teriam sentido mais felizes por saírem de suas favelas infestadas de ratos e baratas para uma bonita casa?
Newsweek, de 7 de julho de 1969, comentava: “A ambiciosa missão da Apolo-11 . . . lembra ao homem quão miseravelmente falhou em pôr em ordem outras missões — no Vietnam, nas cidades, nas favelas, na qualidade do ambiente natural, nos campuses, e nos subúrbios todos de casinhas monotonamente iguais.”
É por isso que o filósofo Lewis Mumford chamou o projeto espacial de “colossal perversão de energia, de idéias e de outros preciosos recursos humanos”. Adicionou: “Qualquer quilômetro quadrado de terra habitada tem mais significado para o futuro do homem do que todos os planetas de nosso sistema solar.” Também disse: “A exploração espacial, realisticamente avaliada, é somente um esforço sofisticado de se fugir das realidades humanas, promovida pelas mentalidades da Era das Pirâmides, utilizando a nossa avançada tecnologia da Era Nuclear, a fim de cumprir as suas ainda adolescentes — ou, mais corretamente, infantis — fantasias de se exercer absoluto poder sobre a natureza e a humanidade.”
O Que Encontraria?
Mesmo que pudesse passar férias na lua, ou em Marte, ou em algum outro planeta, o que encontraria? Na verdade, a lua parece bem atraente quando é vista no alto, numa noite de céu límpido, refletindo sua luz prateada. Mas, a inspeção mais de perto revela os fatos como eles são realmente. Por um lado, não há oxigênio, não há atmosfera como a conhecemos na superfície lunar. Teria de levar seu inteiro suprimento de ar.
Visto que não há ar, não há meio de o som viajar, pois o som é ouvido pelas vibrações do ar que atingem o ouvido duma pessoa. Na lua, por conseguinte, tudo é silencioso. Um meteorito poderia chocar-se contra sua superfície, ricochetear e chocar-se de novo contra ela, despedaçar-se e espalhar seus destroços pedregosos sem sequer um sussurro. Até mesmo os humanos não podem falar uns com os outros da forma normal, mas têm de usar o rádio para comunicar-se, ou comunicar-se pela linguagem de sinais.
As temperaturas lunares oferecem outro grande problema. No lado iluminado pelo sol da lua, as coisas ficam realmente quentes — 116° Centígrados. Isto é suficiente para fazer com que o sangue do homem literalmente ferva. Do outro lado da lua, as coisas ficam realmente frias — 156,7° Centígrados abaixo de zero. E a água se congela a zero grau Centígrados.
Mas, então, não há água na superfície da lua. Isso significa que teria de levar todo o seu suprimento de água. E o que dizer da comida? Teria de levá-la também. O terreno pontilhado de crateras da lua não contém vegetação alguma que poderia usar como alimento.
O que dizer dos planetas mais próximos da terra, Marte e Vênus? A respeito deles, Scientific American, de março de 1969, disse:
“Nas atmosferas tanto de Marte como de Vênus, o principal componente é o bióxido de carbono. . . . oxigênio livre e raro e talvez seja virtualmente inexistente; . . . e o que dizer da água, que é tão abundante na terra? Se a terra fosse tão quente quanto Vênus, os oceanos evaporariam, . . . na atmosfera de Marte dificilmente se detecta o vapor d’água.”
Os outros planetas em nosso sistema solar são ainda mais inóspitos. Sim, além de serem objeto de curiosidade científica, a lua e os outros planetas de nosso sistema solar são totalmente inadequados para a vida humana.
Também, qualquer falha nos milhões de peças de sua espaçonave, ou em seu traje espacial, poderia custar-lhe a vida. Sua cápsula também poderia ser atingida por um meteoro. E, com viagens para além da atmosfera e do campo magnético protetores da terra, há o problema da radiação, resultante das protuberâncias solares. Parte desta radiação se apresenta na forma de raios cósmicos, que são particularmente mortíferos. Não há forma de se predizerem as protuberâncias solares. Quanto mais longa for a viagem, tanto maior será o perigo de ser apanhado por uma delas.
Visto que não há ar, não há meio de o som viajar, pois o som é ouvido pelas vibrações do ar que atingem o ouvido duma pessoa. Na lua, por conseguinte, tudo é silencioso. Um meteorito poderia chocar-se contra sua superfície, ricochetear e chocar-se de novo contra ela, despedaçar-se e espalhar seus destroços pedregosos sem sequer um sussurro. Até mesmo os humanos não podem falar uns com os outros da forma normal, mas têm de usar o rádio para comunicar-se, ou comunicar-se pela linguagem de sinais.
As temperaturas lunares oferecem outro grande problema. No lado iluminado pelo sol da lua, as coisas ficam realmente quentes — 116° Centígrados. Isto é suficiente para fazer com que o sangue do homem literalmente ferva. Do outro lado da lua, as coisas ficam realmente frias — 156,7° Centígrados abaixo de zero. E a água se congela a zero grau Centígrados.
Mas, então, não há água na superfície da lua. Isso significa que teria de levar todo o seu suprimento de água. E o que dizer da comida? Teria de levá-la também. O terreno pontilhado de crateras da lua não contém vegetação alguma que poderia usar como alimento.
O que dizer dos planetas mais próximos da terra, Marte e Vênus? A respeito deles, Scientific American, de março de 1969, disse:
“Nas atmosferas tanto de Marte como de Vênus, o principal componente é o bióxido de carbono. . . . oxigênio livre e raro e talvez seja virtualmente inexistente; . . . e o que dizer da água, que é tão abundante na terra? Se a terra fosse tão quente quanto Vênus, os oceanos evaporariam, . . . na atmosfera de Marte dificilmente se detecta o vapor d’água.”
Os outros planetas em nosso sistema solar são ainda mais inóspitos. Sim, além de serem objeto de curiosidade científica, a lua e os outros planetas de nosso sistema solar são totalmente inadequados para a vida humana.
Também, qualquer falha nos milhões de peças de sua espaçonave, ou em seu traje espacial, poderia custar-lhe a vida. Sua cápsula também poderia ser atingida por um meteoro. E, com viagens para além da atmosfera e do campo magnético protetores da terra, há o problema da radiação, resultante das protuberâncias solares. Parte desta radiação se apresenta na forma de raios cósmicos, que são particularmente mortíferos. Não há forma de se predizerem as protuberâncias solares. Quanto mais longa for a viagem, tanto maior será o perigo de ser apanhado por uma delas.
Na Vereda das Estrelas?
Todavia, estes problemas colossais ficam reduzidos à insignificância quando consideramos o que seria necessário para ir além do nosso sistema solar “para as estrelas”.
Além do nosso sol, a estrela mais próxima da terra é chamada Proxima Centauri. Quão longe se acha de nossa terra? Acha-se a mais de 100.000.000 (sim, 100 milhões) de vezes mais longe que a lua!
Proxima Centauri se acha a cerca de 40.000.000.000.000 (40 trilhões) de quilômetros da terra. Os mais poderosos foguetes atualmente viajam a cerca de 40.000 quilômetros por hora. Até mesmo se tal velocidade pudesse ser mantida durante a inteira viagem, levaria cerca de 115.000 ANOS para se atingir Proxima Centauri — só de ida. E esta é a estrela mais próxima no nosso sistema solar.
Não obstante, poderiam os cientistas acelerar o foguete? Digamos que fosse possível impelir o foguete até mesmo à velocidade da luz, a velocidade mais alta conhecida pelos cientistas. Tal velocidade é de 300.000 quilômetros POR SEGUNDO, comparada com a de pouco mais de 11 quilômetros por segundo dos mais poderosos foguetes da atualidade. Mesmo à velocidade da luz, uma viagem de ida e volta a Proxima Centauri levaria cerca de nove anos.
Mas, para se viajar à velocidade da luz, tal foguete teria de ser 26.000 vezes mais poderoso do que o foguete Saturno-5 que levou os homens para a lua!
Todavia, Proxima Centauri é vizinha próxima no que toca às estrelas. Nossa galáxia, conhecida como Via Láctea, segundo se diz, contém cerca de 100.000.000.000 de estrelas. Qual é a distância de uma extremidade de nossa galáxia à outra? É tão grande que se pudesse conseguir que um foguete viajasse à velocidade da luz, levaria 100.000 anos em UMA SÓ DIREÇÃO através da nossa galáxia!
Lembre-se, porém, que o universo não é apenas a nossa galáxia da Via Láctea. A Via Láctea é apenas uma de talvez milhares de milhões de galáxias no universo. Assim, apenas para começar a “explorar o universo”, o homem teria de deixar a sua galáxia e viajar até à seguinte. Mas, a distância de nossa galáxia até uma de suas mais próximas vizinhas, a Galáxia Andrômeda, é tão grande que se levaria cerca de 2.000.000 de anos, viajando-se à velocidade da luz, para chegar até lá.
Não, o homem não está prestes a explorar o universo em nosso período de vida de 70 a 80 anos. A pura verdade é que tal jactância é crassa tolice.
Além do nosso sol, a estrela mais próxima da terra é chamada Proxima Centauri. Quão longe se acha de nossa terra? Acha-se a mais de 100.000.000 (sim, 100 milhões) de vezes mais longe que a lua!
Proxima Centauri se acha a cerca de 40.000.000.000.000 (40 trilhões) de quilômetros da terra. Os mais poderosos foguetes atualmente viajam a cerca de 40.000 quilômetros por hora. Até mesmo se tal velocidade pudesse ser mantida durante a inteira viagem, levaria cerca de 115.000 ANOS para se atingir Proxima Centauri — só de ida. E esta é a estrela mais próxima no nosso sistema solar.
Não obstante, poderiam os cientistas acelerar o foguete? Digamos que fosse possível impelir o foguete até mesmo à velocidade da luz, a velocidade mais alta conhecida pelos cientistas. Tal velocidade é de 300.000 quilômetros POR SEGUNDO, comparada com a de pouco mais de 11 quilômetros por segundo dos mais poderosos foguetes da atualidade. Mesmo à velocidade da luz, uma viagem de ida e volta a Proxima Centauri levaria cerca de nove anos.
Mas, para se viajar à velocidade da luz, tal foguete teria de ser 26.000 vezes mais poderoso do que o foguete Saturno-5 que levou os homens para a lua!
Todavia, Proxima Centauri é vizinha próxima no que toca às estrelas. Nossa galáxia, conhecida como Via Láctea, segundo se diz, contém cerca de 100.000.000.000 de estrelas. Qual é a distância de uma extremidade de nossa galáxia à outra? É tão grande que se pudesse conseguir que um foguete viajasse à velocidade da luz, levaria 100.000 anos em UMA SÓ DIREÇÃO através da nossa galáxia!
Lembre-se, porém, que o universo não é apenas a nossa galáxia da Via Láctea. A Via Láctea é apenas uma de talvez milhares de milhões de galáxias no universo. Assim, apenas para começar a “explorar o universo”, o homem teria de deixar a sua galáxia e viajar até à seguinte. Mas, a distância de nossa galáxia até uma de suas mais próximas vizinhas, a Galáxia Andrômeda, é tão grande que se levaria cerca de 2.000.000 de anos, viajando-se à velocidade da luz, para chegar até lá.
Não, o homem não está prestes a explorar o universo em nosso período de vida de 70 a 80 anos. A pura verdade é que tal jactância é crassa tolice.
Explorando o Sistema Solar
A verdade é que, em comparação ao espaço universal, a ida do homem à lua não é praticamente nada! Pode-se ver isso quando consideramos o seguinte alvo para um vôo espacial tripulado — o planeta Marte. Neste particular, certo membro do conselho consultivo designado pelo governo dos EUA para recomendar os alvos espaciais daquela nação para a década de 1970, disse:
“A lua se acha em nosso quintal dos fundos. . . . Mas, outra coisa é ir 100 vezes mais além. O seguinte passo até um planeta é tão grande em termos de energia e tempo, que representa enorme problema de perseverança, engenho, navegação e comunicações humanas. . . . Tem-se tão enorme lacuna entre a lua e Marte, que simplesmente Marte não é imaginável.”
A lua dista em média 380.000 quilômetros da terra. Marte não chega a menos de 54.700.000 quilômetros, e, em média, dista cerca de 80.500.000 quilômetros. Assim, Marte dista de 150 a 200 vezes mais da terra do que a lua!
Estimativas do tempo que levaria para uma viagem tripulada a tal planeta variam. Disse U.S. News & World Report: “As autoridades espaciais afirmam que uma missão de mandar homens a Marte levaria cerca de três anos — um ano para chegar lá, um ano para tocar no planeta e procurar vida, e um ano para voltar à terra.” Declara a World Book Encyclopedia: “Uma viagem de ida e volta para Marte levaria cerca de 17 meses.” Não obstante, com um foguete mais poderoso, o cálculo é que a viagem de ida e volta poderia ser feita em cerca de 400 dias.
Seja qual for a estimativa correta, é óbvio que por volta de um ano teria de ser gasto para se fazer a viagem. E o custo? Cálculos variam de NCr$ 225 bilhões a mais do que o dobro desta quantia.
Durante tal viagem, os problemas para se cuidar dos astronautas seriam fantásticos. Pense só no que se precisaria para juntar suficiente comida para tal período. Daí, há os problemas de livrar-se dos restos orgânicos humanos, alojamentos apertados, e o efeito de prolongada imponderabilidade. Todas estas coisas, e outras mais, constituem sérios problemas até mesmo agora, quando os astronautas só ficam poucas semanas no espaço.
Tem sido também sugerido que se poderiam estabelecer estações em um planeta após outro, até o planeta mais longínquo do nosso sistema solar (o sol e seus planetas) ser alcançado. Mas, o planeta mais longínquo, Plutão, dista mais de 15.000 vezes da terra que a lua! Se ir a Marte já envolve tão terríveis complexidades, imagine-se só o que seria necessário para uma espaçonave tripulada alcançar Plutão.
“A lua se acha em nosso quintal dos fundos. . . . Mas, outra coisa é ir 100 vezes mais além. O seguinte passo até um planeta é tão grande em termos de energia e tempo, que representa enorme problema de perseverança, engenho, navegação e comunicações humanas. . . . Tem-se tão enorme lacuna entre a lua e Marte, que simplesmente Marte não é imaginável.”
A lua dista em média 380.000 quilômetros da terra. Marte não chega a menos de 54.700.000 quilômetros, e, em média, dista cerca de 80.500.000 quilômetros. Assim, Marte dista de 150 a 200 vezes mais da terra do que a lua!
Estimativas do tempo que levaria para uma viagem tripulada a tal planeta variam. Disse U.S. News & World Report: “As autoridades espaciais afirmam que uma missão de mandar homens a Marte levaria cerca de três anos — um ano para chegar lá, um ano para tocar no planeta e procurar vida, e um ano para voltar à terra.” Declara a World Book Encyclopedia: “Uma viagem de ida e volta para Marte levaria cerca de 17 meses.” Não obstante, com um foguete mais poderoso, o cálculo é que a viagem de ida e volta poderia ser feita em cerca de 400 dias.
Seja qual for a estimativa correta, é óbvio que por volta de um ano teria de ser gasto para se fazer a viagem. E o custo? Cálculos variam de NCr$ 225 bilhões a mais do que o dobro desta quantia.
Durante tal viagem, os problemas para se cuidar dos astronautas seriam fantásticos. Pense só no que se precisaria para juntar suficiente comida para tal período. Daí, há os problemas de livrar-se dos restos orgânicos humanos, alojamentos apertados, e o efeito de prolongada imponderabilidade. Todas estas coisas, e outras mais, constituem sérios problemas até mesmo agora, quando os astronautas só ficam poucas semanas no espaço.
Tem sido também sugerido que se poderiam estabelecer estações em um planeta após outro, até o planeta mais longínquo do nosso sistema solar (o sol e seus planetas) ser alcançado. Mas, o planeta mais longínquo, Plutão, dista mais de 15.000 vezes da terra que a lua! Se ir a Marte já envolve tão terríveis complexidades, imagine-se só o que seria necessário para uma espaçonave tripulada alcançar Plutão.
O Que Está Envolvido
Antes de começar a planejar as suas primeiras férias na lua, seria bom ver exatamente o que tal viagem envolve.
Por um lado, cada lançamento espacial envolve fantástico dispêndio de mão-de-obra e dinheiro. Em seu auge de 1966, o programa lunar Apolo envolvia cerca de 400.000 pessoas, 120 universidades e laboratórios, e 20.000 firmas industriais. Apenas naquele ano, seu orçamento atingia NCr$ 26,5 bilhões.
Os foguetes Saturno e as espaçonaves ligadas a eles são terrivelmente complexos. O veículo Apolo-Saturno que levou os astronautas à lua tinha 110 metros de comprimento e 10 metros de largura. Pesava 3.200 toneladas e se compunha de mais de quinze milhões de peças!
Antes de um veículo Apolo ser aprovado para vôo, tem de ser cabalmente testado e examinado. Isto leva cerca de quatro meses. No processo, cerca de 25.000 páginas de normas são examinadas com meticuloso cuidado. Igualmente meticuloso é o longo e severo treinamento dado aos astronautas.
Tudo isto resulta num custo operacional extremamente elevado. Diz-se que o custo de enviar cargas úteis à lua equivale agora a NCr$ 200.000,00 por quilo. Obviamente, tais enormes gastos de mão-de-obra, tempo, dinheiro e treinamento não serão feitos apenas para o levar para umas férias na lua.
Todavia, este esforço gigantesco envolve apenas ir-se ao vizinho mais próximo da terra, a lua. O que está envolvido em se ir além?
Por um lado, cada lançamento espacial envolve fantástico dispêndio de mão-de-obra e dinheiro. Em seu auge de 1966, o programa lunar Apolo envolvia cerca de 400.000 pessoas, 120 universidades e laboratórios, e 20.000 firmas industriais. Apenas naquele ano, seu orçamento atingia NCr$ 26,5 bilhões.
Os foguetes Saturno e as espaçonaves ligadas a eles são terrivelmente complexos. O veículo Apolo-Saturno que levou os astronautas à lua tinha 110 metros de comprimento e 10 metros de largura. Pesava 3.200 toneladas e se compunha de mais de quinze milhões de peças!
Antes de um veículo Apolo ser aprovado para vôo, tem de ser cabalmente testado e examinado. Isto leva cerca de quatro meses. No processo, cerca de 25.000 páginas de normas são examinadas com meticuloso cuidado. Igualmente meticuloso é o longo e severo treinamento dado aos astronautas.
Tudo isto resulta num custo operacional extremamente elevado. Diz-se que o custo de enviar cargas úteis à lua equivale agora a NCr$ 200.000,00 por quilo. Obviamente, tais enormes gastos de mão-de-obra, tempo, dinheiro e treinamento não serão feitos apenas para o levar para umas férias na lua.
Todavia, este esforço gigantesco envolve apenas ir-se ao vizinho mais próximo da terra, a lua. O que está envolvido em se ir além?
Da lua — para onde?
“A LUA é apenas o primeiro marco na vereda das estrelas. . . . As portas do céu se estão abrindo agora.” Assim declarou o autor inglês Arthur C. Clarke sobre a viagem do homem à lua.
Certa manchete do Times de Nova Iorque declarava: “Johnson Afirma que Proeza Mostra que ‘Podemos Fazer Qualquer Coisa’.” O jornal adicionava: “Para o Ex-Presidente Lyndon B. Johnson, o pouso bem sucedido na lua significa que os EUA ‘podem fazer tudo que precise ser feito’.”
Assim, depois do passeio dos astronautas pela lua, muitos afirmam agora, com efeito: ‘Se a ciência pôde alcançar a lua, não há nada que não possa fazer. O inteiro universo pertence agora ao homem.’
Não obstante, alguns se demonstram desencantados. Certo escriturário de Chicago, EUA, disse: “Acho isso um desperdício de dinheiro. Há pobreza por toda a parte e, ainda assim, gastamos bilhões de dólares para ir à lua.” Certa dona de casa de Atlanta observou sem rodeios: “Tudo isso é um montão de tolice.”
O passeio do homem na lua é surpreendente consecução tecnológica. Disso não pode haver dúvida. Todavia, há sérias perguntas que têm de ser respondidas: Acha-se realmente o homem na “vereda das estrelas”? Acham-se abertas para ele as próprias “portas do céu”? Podem os homens fazer “qualquer coisa” que quiserem? Como é que tais proezas da ciência se relacionam com nossa vida cotidiana aqui na terra?
Certa manchete do Times de Nova Iorque declarava: “Johnson Afirma que Proeza Mostra que ‘Podemos Fazer Qualquer Coisa’.” O jornal adicionava: “Para o Ex-Presidente Lyndon B. Johnson, o pouso bem sucedido na lua significa que os EUA ‘podem fazer tudo que precise ser feito’.”
Assim, depois do passeio dos astronautas pela lua, muitos afirmam agora, com efeito: ‘Se a ciência pôde alcançar a lua, não há nada que não possa fazer. O inteiro universo pertence agora ao homem.’
Não obstante, alguns se demonstram desencantados. Certo escriturário de Chicago, EUA, disse: “Acho isso um desperdício de dinheiro. Há pobreza por toda a parte e, ainda assim, gastamos bilhões de dólares para ir à lua.” Certa dona de casa de Atlanta observou sem rodeios: “Tudo isso é um montão de tolice.”
O passeio do homem na lua é surpreendente consecução tecnológica. Disso não pode haver dúvida. Todavia, há sérias perguntas que têm de ser respondidas: Acha-se realmente o homem na “vereda das estrelas”? Acham-se abertas para ele as próprias “portas do céu”? Podem os homens fazer “qualquer coisa” que quiserem? Como é que tais proezas da ciência se relacionam com nossa vida cotidiana aqui na terra?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Como surge um buraco negro?
ATUALMENTE, os cientistas entendem que as estrelas brilham devido a uma luta incessante entre a gravidade e as forças nucleares. Sem gravidade para comprimir o gás no núcleo da estrela não haveria fusão nuclear. Por outro lado, sem fusão nuclear para impedir o puxão gravitacional, coisas muito estranhas poderiam acontecer às estrelas.
Os cientistas acham que, quando estrelas mais ou menos do tamanho do Sol exaurem seu combustível nuclear de hidrogênio e hélio, a gravidade as comprime até se tornarem cinzas quentes com cerca do tamanho da Terra, chamadas de anãs brancas. Uma anã branca talvez tenha tanta massa quanto o Sol, mas espremida num espaço um milhão de vezes menor.
A matéria em geral é, na maior parte, espaço vazio. Quase toda a massa do átomo se localiza no minúsculo núcleo que é rodeado pela nuvem de elétrons, muito maior. Mas dentro da anã branca, a gravidade comprime a nuvem de elétrons até uma pequena fração do volume anterior, encolhendo a estrela até deixá-la do tamanho de um planeta. Em estrelas mais ou menos do tamanho do Sol, nesse ponto a gravidade e as forças dos elétrons entram em equilíbrio, impedindo mais compressão.
Mas e as estrelas mais pesadas do que o Sol, com mais gravidade? Nas estrelas com mais de 1,4 vezes a massa do Sol, a força da gravidade é tão grande que a nuvem de elétrons é comprimida até se desfazer. Os prótons e elétrons combinam-se e formam nêutrons. Esses resistem a maior compressão, desde que a gravidade não seja forte demais. Em vez de uma anã branca do tamanho dum planeta, surge uma estrela de nêutrons do tamanho dum pequeno asteróide. As estrelas de nêutrons são feitas da matéria mais densa conhecida no Universo.
E se a gravidade for ainda maior? Para os cientistas, em estrelas com cerca de três vezes a massa do Sol a gravidade é tão forte que os nêutrons não podem contrabalançá-la. Nenhuma forma de matéria conhecida pelos físicos é capaz de resistir à força cumulativa de toda essa gravidade. Parece que a bola de nêutrons do tamanho de um asteróide seria comprimida ainda mais, mas não viraria uma bola menor; acabaria em nada, num ponto chamado de singularidade, ou em outra entidade teórica ainda não descrita. A estrela aparentemente desapareceria, restando somente sua gravidade e um buraco negro naquele ponto. O buraco negro formaria uma sombra gravitacional no lugar onde antes ficava a estrela. Seria uma região com uma gravidade tão intensa que nada, nem mesmo a luz, poderia escapar.
Os cientistas acham que, quando estrelas mais ou menos do tamanho do Sol exaurem seu combustível nuclear de hidrogênio e hélio, a gravidade as comprime até se tornarem cinzas quentes com cerca do tamanho da Terra, chamadas de anãs brancas. Uma anã branca talvez tenha tanta massa quanto o Sol, mas espremida num espaço um milhão de vezes menor.
A matéria em geral é, na maior parte, espaço vazio. Quase toda a massa do átomo se localiza no minúsculo núcleo que é rodeado pela nuvem de elétrons, muito maior. Mas dentro da anã branca, a gravidade comprime a nuvem de elétrons até uma pequena fração do volume anterior, encolhendo a estrela até deixá-la do tamanho de um planeta. Em estrelas mais ou menos do tamanho do Sol, nesse ponto a gravidade e as forças dos elétrons entram em equilíbrio, impedindo mais compressão.
Mas e as estrelas mais pesadas do que o Sol, com mais gravidade? Nas estrelas com mais de 1,4 vezes a massa do Sol, a força da gravidade é tão grande que a nuvem de elétrons é comprimida até se desfazer. Os prótons e elétrons combinam-se e formam nêutrons. Esses resistem a maior compressão, desde que a gravidade não seja forte demais. Em vez de uma anã branca do tamanho dum planeta, surge uma estrela de nêutrons do tamanho dum pequeno asteróide. As estrelas de nêutrons são feitas da matéria mais densa conhecida no Universo.
E se a gravidade for ainda maior? Para os cientistas, em estrelas com cerca de três vezes a massa do Sol a gravidade é tão forte que os nêutrons não podem contrabalançá-la. Nenhuma forma de matéria conhecida pelos físicos é capaz de resistir à força cumulativa de toda essa gravidade. Parece que a bola de nêutrons do tamanho de um asteróide seria comprimida ainda mais, mas não viraria uma bola menor; acabaria em nada, num ponto chamado de singularidade, ou em outra entidade teórica ainda não descrita. A estrela aparentemente desapareceria, restando somente sua gravidade e um buraco negro naquele ponto. O buraco negro formaria uma sombra gravitacional no lugar onde antes ficava a estrela. Seria uma região com uma gravidade tão intensa que nada, nem mesmo a luz, poderia escapar.
Kelvin (K) é a escala de temperatura usada pelos cientistas. Ela começa no zero absoluto (presumivelmente a temperatura mais fria possível) e aumenta em graus Celsius. Visto que o zero absoluto é igual a -273°C, 0°C é igual a 273 K.
Um ano-luz é a unidade de comprimento igual à distância que a luz percorre em um ano, no vácuo, ou cerca de 9.461.000.000.000 de quilômetros. Correspondentemente, um minuto-luz é a distância que a luz percorre em um minuto, um mês-luz, a distância que ela percorre em um mês, e assim por diante.
Um ano-luz é a unidade de comprimento igual à distância que a luz percorre em um ano, no vácuo, ou cerca de 9.461.000.000.000 de quilômetros. Correspondentemente, um minuto-luz é a distância que a luz percorre em um minuto, um mês-luz, a distância que ela percorre em um mês, e assim por diante.
Outros possíveis buracos negros
Em 1994, o recém-consertado Telescópio Espacial Hubble deu uma olhada mais de perto na “vizinha” galáxia M87, distante uns 50 milhões de anos-luz. Com seus sistemas ópticos mais modernos, o Hubble detectou um redemoinho de gás no centro da M87, que girava ao redor de algum objeto a uma velocidade alucinante de 2 milhões de quilômetros por hora. O que poderia fazer o gás atingir uma velocidade dessas? Os cálculos demonstraram que o objeto dentro do redemoinho deve ter uma massa igual a pelo menos dois bilhões de sóis. Mas ele está espremido num espaço “pequeno”, do tamanho do Sistema Solar. A única coisa que os cientistas podem imaginar que se ajustaria a essa descrição é um buraco negro supermaciço.
Outros possíveis buracos negros já foram detectados no centro de várias galáxias “das redondezas”, incluindo a nossa vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, que fica “apenas” a cerca de dois milhões de anos-luz. Mas talvez haja um buraco negro gigante ainda mais perto de nós do que o de Andrômeda. Observações recentes sugerem que pode haver um enorme buraco negro no centro da nossa galáxia, a Via-Láctea. Alguma coisa numa região pequena, com massa estimada em 2,4 milhões de sóis, está fazendo as estrelas perto do centro da nossa galáxia orbitar ao seu redor a velocidades absurdas. O físico Thorne diz: “A evidência, acumulada gradualmente durante os anos 80, sugere que esses buracos existem não só no centro da maioria dos quasares e das galáxias que emitem ondas de rádio, mas também no núcleo da maioria das galáxias grandes, normais (que não emitem ondas de rádio), como a Via-Láctea e Andrômeda.”
Os cientistas encontraram mesmo buracos negros? É possível. Sem dúvida, descobriram objetos muito estranhos na constelação de Cygnus e em outros lugares, que hoje podem ser mais bem explicados como buracos negros. Mas novos dados também podem refutar as teorias comumente aceitas.
Há mais de 3.500 anos, Deus perguntou a Jó: “Chegaste a conhecer os estatutos dos céus?” (Jó 38:33) Apesar do impressionante progresso científico, essa pergunta ainda é oportuna. Afinal, quando o homem começa a achar que entende o Universo, alguma observação nova e inesperada surge para perturbar suas teorias cuidadosamente preparadas. No ínterim, podemos nos maravilhar observando as constelações e nos deleitar com a sua beleza!
Outros possíveis buracos negros já foram detectados no centro de várias galáxias “das redondezas”, incluindo a nossa vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, que fica “apenas” a cerca de dois milhões de anos-luz. Mas talvez haja um buraco negro gigante ainda mais perto de nós do que o de Andrômeda. Observações recentes sugerem que pode haver um enorme buraco negro no centro da nossa galáxia, a Via-Láctea. Alguma coisa numa região pequena, com massa estimada em 2,4 milhões de sóis, está fazendo as estrelas perto do centro da nossa galáxia orbitar ao seu redor a velocidades absurdas. O físico Thorne diz: “A evidência, acumulada gradualmente durante os anos 80, sugere que esses buracos existem não só no centro da maioria dos quasares e das galáxias que emitem ondas de rádio, mas também no núcleo da maioria das galáxias grandes, normais (que não emitem ondas de rádio), como a Via-Láctea e Andrômeda.”
Os cientistas encontraram mesmo buracos negros? É possível. Sem dúvida, descobriram objetos muito estranhos na constelação de Cygnus e em outros lugares, que hoje podem ser mais bem explicados como buracos negros. Mas novos dados também podem refutar as teorias comumente aceitas.
Há mais de 3.500 anos, Deus perguntou a Jó: “Chegaste a conhecer os estatutos dos céus?” (Jó 38:33) Apesar do impressionante progresso científico, essa pergunta ainda é oportuna. Afinal, quando o homem começa a achar que entende o Universo, alguma observação nova e inesperada surge para perturbar suas teorias cuidadosamente preparadas. No ínterim, podemos nos maravilhar observando as constelações e nos deleitar com a sua beleza!
Cygnus A — um buraco negro supermaciço?
Há outra região misteriosa na constelação de Cygnus. Visualmente, percebe-se apenas a mancha bem pálida de uma galáxia distante, mas ela emite algumas das mais fortes ondas de rádio detectadas no céu. É chamada de Cygnus A e, desde a sua descoberta, há mais de 50 anos, ela intriga os cientistas.
Imaginar as dimensões de Cygnus A é atordoante. Cygnus X-1 está dentro da nossa galáxia, a alguns milhares de anos-luz, ao passo que Cygnus A, segundo se pensa, está a centenas de milhões de anos-luz de distância. Embora Cygnus X-1 e sua companheira visível estejam apenas a cerca de um minuto-luz distantes uma da outra, as colunas formadas pelos dois jatos de ondas de rádio de Cygnus A estão a centenas de milhares de anos-luz distantes uma da outra. Algo no centro de Cygnus A evidentemente tem disparado esses intensos jatos de energia em direções opostas durante centenas de milhares ou até milhões de anos, como uma espécie de arma laser cósmica. Detalhados mapas de rádio do centro de Cygnus A revelam que, em comparação com os jatos, a “arma laser” é bem pequena, com um tamanho de menos de um mês-luz. Se ela tivesse oscilado durante todo esse tempo, os raios sairiam tortos. Mas os jatos misteriosos são perfeitamente retilíneos, como se a “arma laser” que os dispara tivesse sido estabilizada por um enorme giroscópio.
Por que isso acontece? “Entre as dezenas de idéias propostas até o início dos anos 80 para explicar a fonte de força central”, escreve o professor Kip S. Thorne, “apenas uma incluía um extraordinário giroscópio de vida longa, tamanho de menos de um mês-luz e capacidade de emitir jatos poderosos. Essa idéia única era um buraco negro gigante e rotacional”.
Imaginar as dimensões de Cygnus A é atordoante. Cygnus X-1 está dentro da nossa galáxia, a alguns milhares de anos-luz, ao passo que Cygnus A, segundo se pensa, está a centenas de milhões de anos-luz de distância. Embora Cygnus X-1 e sua companheira visível estejam apenas a cerca de um minuto-luz distantes uma da outra, as colunas formadas pelos dois jatos de ondas de rádio de Cygnus A estão a centenas de milhares de anos-luz distantes uma da outra. Algo no centro de Cygnus A evidentemente tem disparado esses intensos jatos de energia em direções opostas durante centenas de milhares ou até milhões de anos, como uma espécie de arma laser cósmica. Detalhados mapas de rádio do centro de Cygnus A revelam que, em comparação com os jatos, a “arma laser” é bem pequena, com um tamanho de menos de um mês-luz. Se ela tivesse oscilado durante todo esse tempo, os raios sairiam tortos. Mas os jatos misteriosos são perfeitamente retilíneos, como se a “arma laser” que os dispara tivesse sido estabilizada por um enorme giroscópio.
Por que isso acontece? “Entre as dezenas de idéias propostas até o início dos anos 80 para explicar a fonte de força central”, escreve o professor Kip S. Thorne, “apenas uma incluía um extraordinário giroscópio de vida longa, tamanho de menos de um mês-luz e capacidade de emitir jatos poderosos. Essa idéia única era um buraco negro gigante e rotacional”.
Viagem a um buraco negro
Imagine que você pudesse viajar até Cygnus X-1. Presumindo que se trata mesmo de um buraco negro, provavelmente veria algo como se vê na ilustração da página 17. A estrela grande é a HDE 226868. Ela tem milhões de quilômetros de diâmetro, ao passo que o buraco negro talvez tenha só uns 60 quilômetros de diâmetro. O pontinho preto no centro do redemoinho de gás incandescente é o horizonte de eventos, ou superfície, do buraco negro. Mas não é uma superfície sólida; parece mais uma sombra. É o limite da região na qual a gravidade ao redor do buraco negro é tão forte que nada, nem a luz, consegue escapar. Muitos cientistas acham que dentro do horizonte de eventos, no centro do buraco negro, existe um ponto de volume zero e densidade infinita, conhecido como singularidade, no qual toda a matéria do buraco negro desapareceu.
O buraco negro está sugando as camadas externas de gás da estrela companheira. O gás da estrela forma um disco incandescente à medida que gira cada vez mais rápido numa espiral, aquecendo-se pelo atrito ao redor do buraco negro. Esse disco de gás superaquecido produz raios X às bordas do buraco negro, quando a gravidade intensa acelera o gás a velocidades incríveis. Naturalmente, depois que o gás cai no buraco negro, nem os raios X — nem coisa alguma — conseguem escapar.
Observar Cygnus X-1 é um verdadeiro espetáculo, mas não chegue perto demais! Além dos mortíferos raios X, a gravidade também é perigosa. Na Terra, existe uma pequena diferença, quando estamos de pé, entre a força da gravidade que atua sobre a nossa cabeça e a que atua sobre os pés. Essa diferença cria um pequeno puxão imperceptível. Mas em Cygnus X-1 essa pequena diferença é multiplicada 150 bilhões de vezes, criando uma força que esticaria o nosso corpo, como se mãos invisíveis puxassem os pés para um lado e a cabeça para outro.
O buraco negro está sugando as camadas externas de gás da estrela companheira. O gás da estrela forma um disco incandescente à medida que gira cada vez mais rápido numa espiral, aquecendo-se pelo atrito ao redor do buraco negro. Esse disco de gás superaquecido produz raios X às bordas do buraco negro, quando a gravidade intensa acelera o gás a velocidades incríveis. Naturalmente, depois que o gás cai no buraco negro, nem os raios X — nem coisa alguma — conseguem escapar.
Observar Cygnus X-1 é um verdadeiro espetáculo, mas não chegue perto demais! Além dos mortíferos raios X, a gravidade também é perigosa. Na Terra, existe uma pequena diferença, quando estamos de pé, entre a força da gravidade que atua sobre a nossa cabeça e a que atua sobre os pés. Essa diferença cria um pequeno puxão imperceptível. Mas em Cygnus X-1 essa pequena diferença é multiplicada 150 bilhões de vezes, criando uma força que esticaria o nosso corpo, como se mãos invisíveis puxassem os pés para um lado e a cabeça para outro.
Cygnus X-1 — um buraco negro?
Desde os anos 60, os astrônomos se interessam por uma determinada região da constelação de Cygnus. Observatórios orbitais colocados acima da atmosfera da Terra detectaram uma fonte poderosa de raios X nessa região, chamada de Cygnus X-1.
Há muito tempo os cientistas sabem que, quanto mais quente um objeto, mais energia (de comprimentos de ondas eletromagnéticas mais curtas e mais energéticas) ele emite. Se aquecermos um pedaço de ferro numa fornalha bem quente, primeiro ele fica incandescente, vermelho, depois amarelo e, daí, branco, à medida que o ferro fica mais quente. As estrelas são como barras de ferro. Estrelas relativamente frias, com cerca de 3.000 K, têm uma cor avermelhada, ao passo que uma estrela amarela, como o Sol, tem uma temperatura superficial perto de 6.000 K. Mas seria necessário que os gases estelares fossem aquecidos a temperaturas de milhões de graus kelvin para produzir os raios X que vêm de Cygnus X-1. Nenhuma estrela tem uma temperatura de superfície tão alta.
Nas vizinhanças de Cygnus X-1, os astrônomos encontraram uma estrela com temperatura de superfície estimada em 30.000 K, muito quente, sim, mas nem perto da temperatura necessária para produzir os raios X. Essa estrela, catalogada como HDE 226868, tem calculadamente 30 vezes a massa do Sol e está a 6.000 anos-luz da Terra. Essa supergigante tem uma companheira, e elas rodopiam uma ao redor da outra numa valsa orbital a cada 5,6 dias. Certos cientistas calculam que a companheira está a poucos milhões de quilômetros da HDE 226868, e que tem massa umas dez vezes maior do que a do Sol. Mas tem uma característica muito estranha: é invisível. Normalmente uma estrela tão grande não seria invisível a essa distância da Terra. Um objeto com tamanha massa e que parece emitir raios X, mas nenhuma luz visível, é um bom candidato a buraco negro, dizem os cientistas.
Há muito tempo os cientistas sabem que, quanto mais quente um objeto, mais energia (de comprimentos de ondas eletromagnéticas mais curtas e mais energéticas) ele emite. Se aquecermos um pedaço de ferro numa fornalha bem quente, primeiro ele fica incandescente, vermelho, depois amarelo e, daí, branco, à medida que o ferro fica mais quente. As estrelas são como barras de ferro. Estrelas relativamente frias, com cerca de 3.000 K, têm uma cor avermelhada, ao passo que uma estrela amarela, como o Sol, tem uma temperatura superficial perto de 6.000 K. Mas seria necessário que os gases estelares fossem aquecidos a temperaturas de milhões de graus kelvin para produzir os raios X que vêm de Cygnus X-1. Nenhuma estrela tem uma temperatura de superfície tão alta.
Nas vizinhanças de Cygnus X-1, os astrônomos encontraram uma estrela com temperatura de superfície estimada em 30.000 K, muito quente, sim, mas nem perto da temperatura necessária para produzir os raios X. Essa estrela, catalogada como HDE 226868, tem calculadamente 30 vezes a massa do Sol e está a 6.000 anos-luz da Terra. Essa supergigante tem uma companheira, e elas rodopiam uma ao redor da outra numa valsa orbital a cada 5,6 dias. Certos cientistas calculam que a companheira está a poucos milhões de quilômetros da HDE 226868, e que tem massa umas dez vezes maior do que a do Sol. Mas tem uma característica muito estranha: é invisível. Normalmente uma estrela tão grande não seria invisível a essa distância da Terra. Um objeto com tamanha massa e que parece emitir raios X, mas nenhuma luz visível, é um bom candidato a buraco negro, dizem os cientistas.
Os cientistas encontraram mesmo buracos negros?
PARECE ficção científica: estrelas anteriormente brilhantes tornam-se invisíveis, esmagadas pela própria força gravitacional e nada, nem a luz, consegue escapar delas. Muitos astrônomos crêem que esses buracos negros devem ser bem comuns no Universo. Gostaria de saber mais sobre eles? Vamos começar por uma bela constelação setentrional chamada Cygnus, ou seja, “Cisne”.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Por Quê? O Que significa Para Você?
Todo esse dinheiro e todo esse esforço. Por quê? Simplesmente por curiosidade? ‘Longe disso’, talvez seja a resposta dos astrônomos, biólogos e de muitos homens comuns. “A coisa mais excitante que podemos encontrar na ciência é vida em outro planeta”, diz o astrônomo Frank Drake, do projeto de Arecibo. Similarmente, o astrônomo/biólogo Carl Sagan — provavelmente o mais bem-conhecido e apaixonado exobiologista — exclama: “O conhecimento científico, lógico, cultural e ético a ser adquirido por sintonizar-se com transmissões galácticas pode ser, a longo prazo o mais profundo acontecimento isolado na história da nossa civilização.”
Mas, exatamente o que se pode lucrar?, talvez se pergunte. Em seu livro Broca’s Brain (O Cérebro de Broca), na lista dos mais vendidos, Sagan sugere que sociedades tecnologicamente avançadas em outros planetas poderiam oferecer-nos a solução para os problemas da terra: escassez de alimentos, crescimento populacional, reservas de energia, recursos minguantes, guerra e poluição. Soando ainda mais otimista, a revista Omni visualiza: “Alguma civilização adiantada poderia ensinar-nos a como preservar a vida, e como evitar desastres e suicídio por meio de guerra nuclear ou por meio de despreocupada destruição do nosso próprio meio ambiente terrestre. Poderia até mesmo revelar como poderíamos tornar-nos imortais.”
É fácil perceber por que tais perspectivas geram entusiasmo. Mas, são elas possibilidades reais que podemos considerar validamente em conexão com a busca de vida no espaço sideral?
Você pessoalmente pode formar sua própria opinião a respeito da busca de vida extraterrena. Mas não precisa apenas adivinhar. Existe evidência que pode considerar e que pode influir em seu futuro.
Mas, exatamente o que se pode lucrar?, talvez se pergunte. Em seu livro Broca’s Brain (O Cérebro de Broca), na lista dos mais vendidos, Sagan sugere que sociedades tecnologicamente avançadas em outros planetas poderiam oferecer-nos a solução para os problemas da terra: escassez de alimentos, crescimento populacional, reservas de energia, recursos minguantes, guerra e poluição. Soando ainda mais otimista, a revista Omni visualiza: “Alguma civilização adiantada poderia ensinar-nos a como preservar a vida, e como evitar desastres e suicídio por meio de guerra nuclear ou por meio de despreocupada destruição do nosso próprio meio ambiente terrestre. Poderia até mesmo revelar como poderíamos tornar-nos imortais.”
É fácil perceber por que tais perspectivas geram entusiasmo. Mas, são elas possibilidades reais que podemos considerar validamente em conexão com a busca de vida no espaço sideral?
Você pessoalmente pode formar sua própria opinião a respeito da busca de vida extraterrena. Mas não precisa apenas adivinhar. Existe evidência que pode considerar e que pode influir em seu futuro.
O Que Está Sendo Feito?
Se viajar a Arecibo, nas montanhas de Porto Rico, encontrará em operação um gigantesco telescópio. Não, não se trata dum telescópio com lentes de vidro ou espelhos, nem com uma ocular através da qual pudesse mirar. Trata-se basicamente duma enorme concha de alumínio de 305 metros de diâmetro, abrangendo uma área de captação de 8 hectares. Não é um telescópio óptico mas, sim, um radiotelescópio. É um tipo de antena especial, projetada para captar ruídos naturais de rádio das profundezas do espaço. Mas pode também captar transmissões de rádio de civilizações adiantadas de qualquer parte do universo, caso existam.
Embora o telescópio dos Estados Unidos em Arecibo seja excepcionalmente grande, pesando 625 toneladas, não é de modo algum o único de tal tipo de instrumento. A União Soviética, a Grã-Bretanha e outras nações estão também à escuta do espaço sideral com instrumentos desse tipo. Estão sintonizando o universo, procurando mensagens inteligentes, da mesma maneira como você sintoniza um rádio portátil e posiciona a antena à procura de sua emissora de notícias favorita. A esperança é de que não apenas existam seres inteligentes em outros planetas, mas que estejam enviando mensagens que podemos captar.
Custou 17 milhões de dólares (1,36 bilhão de cruzeiros) para construir o radiotelescópio em Arecibo e custa mais de 4 milhões de dólares (320 milhões de cruzeiros) por ano para operá-lo. Se puder imaginar o custo total de tais esforços em todos os países poderá compreender que a busca de vida no espaço é um assunto sério.
Mas, comparados ao que custariam os CICLOPES, tais custos se reduzem a meros centavos. Proposto por cientistas dos Estados Unidos, o CICLOPE seria uma série concentrada de cerca de 1.500 antenas, cada uma com 100 metros de diâmetro, que poderiam ser sintonizadas em uníssono por um computador. Calcula-se que este projeto, cobrindo uma área de 65 km2, custaria mais de 20 bilhões de dólares (1,6 trilhão de cruzeiros) para ser construído e 100 milhões de dólares (8 bilhões de cruzeiros) por ano para operá-lo.
O entusiasmo de contatar vida no espaço sideral não está restrito à escuta. Os cientistas estão também dizendo poderosamente: ‘Alô, vocês aí, estão nos ouvindo?’. Estão enviando mensagens ao espaço sideral.
Desde que dispomos do rádio e da televisão, algumas transmissões eletromagnéticas filtraram-se espaço a dentro. Essas transmissões, porém, foram projetadas para alcançar outros pontos na superfície da terra, não as profundezas do espaço. Assim, acredita-se que caso realmente existam seres inteligentes em outros planetas ou em galáxias distantes, eles provavelmente não poderiam interceptar e decifrar as nossas difusões de rádio e de televisão, relativamente fracas. E considerando o conteúdo de muitos de tais programas, dificilmente isso seria uma grande perda.
De qualquer modo, tem havido recentemente sérios esforços para transmitir poderosas mensagens diretamente ao espaço. Sabemos que isso é possível, pois tem havido comunicações de rádio e de televisão com naves espaciais na lua e com aparelhos de sondagem enviados a Vênus e a Marte. Um esforço excepcional de comunicação ocorreu em 18 de novembro de 1974. O radiotelescópio em Arecibo foi transformado num colossal transmissor de radar, dirigindo uma mensagem a Messier 13, um aglomerado de estrelas perto da extremidade da Via Láctea, distante uns 24.000 anos-luz da terra. A mensagem foi feita num código único que os cientistas acham poderia ser decifrado por qualquer civilização tecnicamente avançada o suficiente para interceptá-la.
As mensagens enviadas ao espaço sideral, contudo, não são todas assim tão complexas. O Pioneer 10, um veículo espacial enviado a Júpiter e daí para além do nosso sistema solar, tinha uma placa especial afixada nele para informação a qualquer ser extraterrestre que a encontrasse. A placa estampava um homem e uma mulher, bem como um diagrama do sistema solar e a terra qual origem da sonda espacial.
Outra tentativa foi um disco de cobre com “sons da terra”, de duas horas de duração, afixado a uma nave espacial Voyager em sua viagem através do sistema solar. O disco continha saudações em 50 idiomas, bem como a “linguagem” das baleias e ruídos tais como da chuva, de carros e de vulcões. Até mesmo incluía uma coletânea de jazz, rock ‘n’ roll e música clássica.
Sem esperar até que se comunicassem com vida inteligente além da terra, por rádio, outros cientistas concentraram-se no passo mais fundamental de tentar provar que existe alguma de tal vida.
Talvez lembre-se da excitação havida quando “rochas lunares” foram trazidas à terra. A pergunta era: “Será que forneceriam alguma evidência de matéria viva ou de vida anterior? Infelizmente, não o fizeram. Daí, a atenção centralizou-se nos planetas, especialmente em Marte.
Embora os cientistas sérios há muito descartaram a possibilidade de achar ‘homens em Marte’, eles quiseram procurar formas de vida até mesmo microscópicas. Os veículos Viking I e Viking II, que alcançaram a superfície de Marte em 1976, portavam laboratórios especiais para analisar o solo marciano. Braços mecânicos foram acionados, coletaram algum solo e o trouxeram para dentro dos laboratórios. Ali foi submetido a longos e complicados testes com instrumentos de detectar vida. Este foi um grande passo na busca de vida no espaço sideral.
Embora o telescópio dos Estados Unidos em Arecibo seja excepcionalmente grande, pesando 625 toneladas, não é de modo algum o único de tal tipo de instrumento. A União Soviética, a Grã-Bretanha e outras nações estão também à escuta do espaço sideral com instrumentos desse tipo. Estão sintonizando o universo, procurando mensagens inteligentes, da mesma maneira como você sintoniza um rádio portátil e posiciona a antena à procura de sua emissora de notícias favorita. A esperança é de que não apenas existam seres inteligentes em outros planetas, mas que estejam enviando mensagens que podemos captar.
Custou 17 milhões de dólares (1,36 bilhão de cruzeiros) para construir o radiotelescópio em Arecibo e custa mais de 4 milhões de dólares (320 milhões de cruzeiros) por ano para operá-lo. Se puder imaginar o custo total de tais esforços em todos os países poderá compreender que a busca de vida no espaço é um assunto sério.
Mas, comparados ao que custariam os CICLOPES, tais custos se reduzem a meros centavos. Proposto por cientistas dos Estados Unidos, o CICLOPE seria uma série concentrada de cerca de 1.500 antenas, cada uma com 100 metros de diâmetro, que poderiam ser sintonizadas em uníssono por um computador. Calcula-se que este projeto, cobrindo uma área de 65 km2, custaria mais de 20 bilhões de dólares (1,6 trilhão de cruzeiros) para ser construído e 100 milhões de dólares (8 bilhões de cruzeiros) por ano para operá-lo.
O entusiasmo de contatar vida no espaço sideral não está restrito à escuta. Os cientistas estão também dizendo poderosamente: ‘Alô, vocês aí, estão nos ouvindo?’. Estão enviando mensagens ao espaço sideral.
Desde que dispomos do rádio e da televisão, algumas transmissões eletromagnéticas filtraram-se espaço a dentro. Essas transmissões, porém, foram projetadas para alcançar outros pontos na superfície da terra, não as profundezas do espaço. Assim, acredita-se que caso realmente existam seres inteligentes em outros planetas ou em galáxias distantes, eles provavelmente não poderiam interceptar e decifrar as nossas difusões de rádio e de televisão, relativamente fracas. E considerando o conteúdo de muitos de tais programas, dificilmente isso seria uma grande perda.
De qualquer modo, tem havido recentemente sérios esforços para transmitir poderosas mensagens diretamente ao espaço. Sabemos que isso é possível, pois tem havido comunicações de rádio e de televisão com naves espaciais na lua e com aparelhos de sondagem enviados a Vênus e a Marte. Um esforço excepcional de comunicação ocorreu em 18 de novembro de 1974. O radiotelescópio em Arecibo foi transformado num colossal transmissor de radar, dirigindo uma mensagem a Messier 13, um aglomerado de estrelas perto da extremidade da Via Láctea, distante uns 24.000 anos-luz da terra. A mensagem foi feita num código único que os cientistas acham poderia ser decifrado por qualquer civilização tecnicamente avançada o suficiente para interceptá-la.
As mensagens enviadas ao espaço sideral, contudo, não são todas assim tão complexas. O Pioneer 10, um veículo espacial enviado a Júpiter e daí para além do nosso sistema solar, tinha uma placa especial afixada nele para informação a qualquer ser extraterrestre que a encontrasse. A placa estampava um homem e uma mulher, bem como um diagrama do sistema solar e a terra qual origem da sonda espacial.
Outra tentativa foi um disco de cobre com “sons da terra”, de duas horas de duração, afixado a uma nave espacial Voyager em sua viagem através do sistema solar. O disco continha saudações em 50 idiomas, bem como a “linguagem” das baleias e ruídos tais como da chuva, de carros e de vulcões. Até mesmo incluía uma coletânea de jazz, rock ‘n’ roll e música clássica.
Sem esperar até que se comunicassem com vida inteligente além da terra, por rádio, outros cientistas concentraram-se no passo mais fundamental de tentar provar que existe alguma de tal vida.
Talvez lembre-se da excitação havida quando “rochas lunares” foram trazidas à terra. A pergunta era: “Será que forneceriam alguma evidência de matéria viva ou de vida anterior? Infelizmente, não o fizeram. Daí, a atenção centralizou-se nos planetas, especialmente em Marte.
Embora os cientistas sérios há muito descartaram a possibilidade de achar ‘homens em Marte’, eles quiseram procurar formas de vida até mesmo microscópicas. Os veículos Viking I e Viking II, que alcançaram a superfície de Marte em 1976, portavam laboratórios especiais para analisar o solo marciano. Braços mecânicos foram acionados, coletaram algum solo e o trouxeram para dentro dos laboratórios. Ali foi submetido a longos e complicados testes com instrumentos de detectar vida. Este foi um grande passo na busca de vida no espaço sideral.
A busca de vida no espaço sideral
VIDA no espaço sideral. O que isso lhe traz à mente? Pensa em seriados de ficção científica e filmes a respeito de viagens com foguetes a planetas distantes, explorando novos mundos ou estabelecendo comunicações com civilizações nos confins do universo?
Ou encara seriamente a possibilidade de que exista vida além da terra, a chamada vida extraterrena? Caso sim, talvez saiba que alguns cientistas crêem que o estudo da vida além da terra (chamado de “exobiologia”) oferece-lhe a perspectiva de gozar uma vida mais longa, saúde melhor, mais paz e conhecimento amplamente aumentado.
Atualmente, numerosos cientistas e pensadores sérios dedicam-se a localizar ou a contatar vida no espaço sideral, como, por exemplo, em outros planetas. O relatório “A Possibilidade de Vida Inteligente no Universo”, feito à Comissão de Ciência e Tecnologia do Congresso dos Estados Unidos, declarou:
“O velho conceito de que o homem está sozinho no universo está gradativamente desvanecendo. . . . Estimativas recentes feitas por pessoas de certo gabarito sugerem a probabilidade de existirem apenas na Via Láctea pelo menos um milhão de civilizações adiantadas. O processo está em fase de começar a procurar métodos para contatar essas outras civilizações.”
Por que acham que talvez existam outras civilizações adiantadas? Certos cientistas raciocinam: ‘Existem milhões de milhões de galáxias semelhantes à nossa Via Láctea, que tem ela mesma cerca de 200.000.000.000 de estrelas semelhantes ao nosso sol. De modo que devem existir planetas em volta de muitos de tais sóis e civilizações adiantadas em alguns deles.’ Parece-lhe isso razoável? A convicção em certas áreas é tão forte que esforços maciços estão em andamento mundialmente para descobrir vida extraterrena e estabelecer contato.
Ou encara seriamente a possibilidade de que exista vida além da terra, a chamada vida extraterrena? Caso sim, talvez saiba que alguns cientistas crêem que o estudo da vida além da terra (chamado de “exobiologia”) oferece-lhe a perspectiva de gozar uma vida mais longa, saúde melhor, mais paz e conhecimento amplamente aumentado.
Atualmente, numerosos cientistas e pensadores sérios dedicam-se a localizar ou a contatar vida no espaço sideral, como, por exemplo, em outros planetas. O relatório “A Possibilidade de Vida Inteligente no Universo”, feito à Comissão de Ciência e Tecnologia do Congresso dos Estados Unidos, declarou:
“O velho conceito de que o homem está sozinho no universo está gradativamente desvanecendo. . . . Estimativas recentes feitas por pessoas de certo gabarito sugerem a probabilidade de existirem apenas na Via Láctea pelo menos um milhão de civilizações adiantadas. O processo está em fase de começar a procurar métodos para contatar essas outras civilizações.”
Por que acham que talvez existam outras civilizações adiantadas? Certos cientistas raciocinam: ‘Existem milhões de milhões de galáxias semelhantes à nossa Via Láctea, que tem ela mesma cerca de 200.000.000.000 de estrelas semelhantes ao nosso sol. De modo que devem existir planetas em volta de muitos de tais sóis e civilizações adiantadas em alguns deles.’ Parece-lhe isso razoável? A convicção em certas áreas é tão forte que esforços maciços estão em andamento mundialmente para descobrir vida extraterrena e estabelecer contato.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Aglomerados de Galáxias
Todavia, há algo mais. Essas assombrosas galáxias não estão espalhadas a esmo pelo espaço. Antes, estão comumente distribuídas em grupos definidos, chamados aglomerados, como uvas num cacho. Milhares de tais aglomerados galácticos já foram observados e fotografados.
Alguns aglomerados contêm relativamente poucas galáxias. Nossa galáxia, a Via-láctea, por exemplo, faz parte dum aglomerado de cerca de vinte galáxias. No âmbito deste grupo, existe uma galáxia “vizinha”, que pode ser vista sem telescópio, numa noite límpida. Trata-se da galáxia (nebulosa) de Andrômeda, que tem formato espiral, como a nossa.
Outros aglomerados galácticos são compostos de muitas dezenas, talvez centenas ou até milhares, de galáxias. Um de tais aglomerados, segundo se julga, contém cerca de 10.000 galáxias! A distância entre as galáxias no âmbito dum aglomerado, pode ser, em média, de cerca de um milhão de anos-luz. Entretanto, a distância de um aglomerado galáctico para outro pode ser cem vezes maior. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”, como cachos de uva numa parreira. Que tamanho colossal e que primorosa organização!
Alguns aglomerados contêm relativamente poucas galáxias. Nossa galáxia, a Via-láctea, por exemplo, faz parte dum aglomerado de cerca de vinte galáxias. No âmbito deste grupo, existe uma galáxia “vizinha”, que pode ser vista sem telescópio, numa noite límpida. Trata-se da galáxia (nebulosa) de Andrômeda, que tem formato espiral, como a nossa.
Outros aglomerados galácticos são compostos de muitas dezenas, talvez centenas ou até milhares, de galáxias. Um de tais aglomerados, segundo se julga, contém cerca de 10.000 galáxias! A distância entre as galáxias no âmbito dum aglomerado, pode ser, em média, de cerca de um milhão de anos-luz. Entretanto, a distância de um aglomerado galáctico para outro pode ser cem vezes maior. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”, como cachos de uva numa parreira. Que tamanho colossal e que primorosa organização!
Assombrosa Dimensão
Nos séculos recentes, os astrônomos que perscrutavam os céus com os primeiros telescópios observaram algumas formações nebulosas, semelhantes a nuvens. Presumiam tratar-se de nuvens próximas de gases. Mas, na década de 20, à medida que vieram a ser utilizados telescópios maiores, e mais potentes, estes “gases” provaram ser algo muito mais imenso e significativo: galáxias.
Uma galáxia é um amplo grupo de estrelas, de gás e de outra matéria que gira em torno dum núcleo central. As galáxias têm sido chamadas de universos-ilhas, pois cada uma delas é como um universo em si. Por exemplo, considere a galáxia em que vivemos, chamada de Via-láctea. Nosso sistema solar, isto é, o sol, a Terra e outros planetas, com suas luas, faz parte desta galáxia. Mas, trata-se de uma parte bem diminuta, pois nossa galáxia, a Via-láctea, contém mais de 100 bilhões de estrelas! Há cientistas que calculam pelo menos 200 a 400 bilhões. E certo editor de assuntos científicos chegou a declarar: “Poderia haver até de cinco a dez trilhões de estrelas na galáxia da Via-láctea.”2
O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, se conseguisse mover-se tão rápido quanto a velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la! Quantos quilômetros significa isto? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,5 trilhões (9.500.000.000.000) de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e obterá a resposta: nossa galáxia, a Via-láctea, tem cerca de 950 quadrilhões (950.000.000.000.000.000) de quilômetros de diâmetro! Diz-se que a distância média entre as estrelas no âmbito da galáxia é de cerca de seis anos-luz, ou cerca de 58 trilhões de quilômetros.
É quase impossível para a mente humana dimensionar tal amplitude e distância. Todavia, nossa galáxia é apenas o início do que existe no espaço sideral! Existe algo ainda mais estonteante. É o seguinte: Atualmente já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”.3 Há no universo observável cerca de dez bilhões de galáxias! Há, porém, muitas outras além do alcance dos atuais telescópios. Alguns astrônomos calculam que haja 100 bilhões de galáxias no universo! E cada galáxia pode conter centenas de bilhões de estrelas!
Uma galáxia é um amplo grupo de estrelas, de gás e de outra matéria que gira em torno dum núcleo central. As galáxias têm sido chamadas de universos-ilhas, pois cada uma delas é como um universo em si. Por exemplo, considere a galáxia em que vivemos, chamada de Via-láctea. Nosso sistema solar, isto é, o sol, a Terra e outros planetas, com suas luas, faz parte desta galáxia. Mas, trata-se de uma parte bem diminuta, pois nossa galáxia, a Via-láctea, contém mais de 100 bilhões de estrelas! Há cientistas que calculam pelo menos 200 a 400 bilhões. E certo editor de assuntos científicos chegou a declarar: “Poderia haver até de cinco a dez trilhões de estrelas na galáxia da Via-láctea.”2
O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, se conseguisse mover-se tão rápido quanto a velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la! Quantos quilômetros significa isto? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,5 trilhões (9.500.000.000.000) de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e obterá a resposta: nossa galáxia, a Via-láctea, tem cerca de 950 quadrilhões (950.000.000.000.000.000) de quilômetros de diâmetro! Diz-se que a distância média entre as estrelas no âmbito da galáxia é de cerca de seis anos-luz, ou cerca de 58 trilhões de quilômetros.
É quase impossível para a mente humana dimensionar tal amplitude e distância. Todavia, nossa galáxia é apenas o início do que existe no espaço sideral! Existe algo ainda mais estonteante. É o seguinte: Atualmente já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”.3 Há no universo observável cerca de dez bilhões de galáxias! Há, porém, muitas outras além do alcance dos atuais telescópios. Alguns astrônomos calculam que haja 100 bilhões de galáxias no universo! E cada galáxia pode conter centenas de bilhões de estrelas!
Nosso assombroso Universo
POR milhares de anos, as pessoas se quedam admiradas diante dos céus estrelados. Numa noite clara, as lindas estrelas parecem jóias reluzentes, penduradas na escuridão do espaço. Uma noite enluarada enche a Terra com sua beleza singular.
2 Os que refletem sobre o que vêem amiúde ficam imaginando: ‘Exatamente o que existe lá no espaço? Como se acha organizado? Será que podemos descobrir como tudo isso teve início?’ As respostas a tais perguntas sem dúvida ajudariam a determinar com maior exatidão por que a Terra, com toda a sua vida humana e outras, veio a existir, e o que o futuro talvez nos reserve.
3 Há muitos séculos, pensava-se que o universo se compunha de alguns milhares de estrelas que podiam ser observadas a vista desarmada. Mas, atualmente, com poderosos instrumentos que podem perscrutar os céus, os cientistas sabem que existe muito, muito mais. Efetivamente, o que se tem observado é muito mais assombroso do que alguém poderia sequer imaginar. A mente humana fica pasma diante da imensidão e complexidade de tudo isso. Como comentado pela revista National Geographic (Revista Geográfica Universal), o que o homem agora aprende sobre o universo “o deixa atônito”.1
2 Os que refletem sobre o que vêem amiúde ficam imaginando: ‘Exatamente o que existe lá no espaço? Como se acha organizado? Será que podemos descobrir como tudo isso teve início?’ As respostas a tais perguntas sem dúvida ajudariam a determinar com maior exatidão por que a Terra, com toda a sua vida humana e outras, veio a existir, e o que o futuro talvez nos reserve.
3 Há muitos séculos, pensava-se que o universo se compunha de alguns milhares de estrelas que podiam ser observadas a vista desarmada. Mas, atualmente, com poderosos instrumentos que podem perscrutar os céus, os cientistas sabem que existe muito, muito mais. Efetivamente, o que se tem observado é muito mais assombroso do que alguém poderia sequer imaginar. A mente humana fica pasma diante da imensidão e complexidade de tudo isso. Como comentado pela revista National Geographic (Revista Geográfica Universal), o que o homem agora aprende sobre o universo “o deixa atônito”.1
OVNIs — Podemos Identificá-los?
Como observamos, alguns investigadores são bem positivos quanto a poderem identificar todos os OVNIs como coisas naturais ou fenômenos conhecidos. Outros, contudo, apresentam suas próprias teorias especiais.
Quando o Relatório Condon e o assunto dos OVNIs ainda era uma questão de interesse público, Despertai! proveu uma recapitulação do assunto, junto com a discussão de alguns dos casos mais espetaculares. Despertai! chegou à conclusão que “a grande maioria de todas as notícias [sobre OVNIs] se originam das mesmas espécies de coisas que o Projeto Livro Azul [um anterior estudo promovido pelo Governo dos EUA] citou: Planetas, aviões, balões, meteoritos, miragens”.
O artigo prosseguia: “A investigação mais cabal [resumida no Relatório Condon] esclareceu a parte desempenhada pelas distorções físicas e psicológicas. Explicou como objetos comuns, vistos no céu por pessoas que não os reconhecem sob as circunstâncias talvez incomuns, podem ser concebidos erroneamente na percepção, ampliados na narração dos fatos, exagerados ainda mais pelos jornais, e terminar como espaçonaves em que aterrissam pequenos homens verdes de Marte.”
O Relatório Condon, oficial, e conclusões como as acima, junto com decrescentes relatos de OVNIs, pareciam liquidar o assunto para muitos. Todavia, duas décadas depois, notamos que os OVNIs ainda granjeiam a atenção do público. Conforme mencionamos em nosso primeiro artigo, um escritor de um jornal de destaque comentou que um novo elemento foi acrescentado. Vivemos diante dum fundo de “temores arraigados e apocalípticos”, ao nos acercarmos do ano 2000.
Ainda mais incertezas resultaram das recentes afirmações de que, no passado, os Estados Unidos, e até mesmo outros governos, talvez ignorassem ou encobrissem algumas evidências de OVNIs. O autor de uma publicação de 1988 tirou vantagem da Lei de Liberdade de Informação, promulgada em 1966 nos Estados Unidos, junto com fontes provenientes de outros países, para juntar informações que, segundo ele, “provam, além de qualquer dúvida, que existe um monumental encobrimento do assunto OVNI”. — Above Top Secret (Acima do Sigilo Absoluto), de Timothy Good.
Gary Kinder, em seu livro Light Years (Anos-Luz), suscita questões quanto a de que prova se precisa para convencer as autoridades da existência de OVNIs. Ele comenta que um observador pergunta: “O que constitui prova [dos OVNIs]? Será que um OVNI precisa pousar na Entrada do Rio do Pentágono, perto dos Escritórios do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas? Ou constitui prova quando uma estação terrestre de radar detecta um OVNI, envia um jato para interceptá-lo, o piloto do jato o vê, e o localiza em seu radar, apenas para ver o OVNI desaparecer numa velocidade fenomenal?”
Por outro lado, o Professor Hines argumenta que as 997 páginas de documentos divulgados, abrangendo o período de 1949 a 1979, não revelam uma tentativa de encobrimento por parte do Governo. Declara ele: “Um exame dos papéis e documentos secretos da CIA sobre os OVNIs revela uma agência medianamente interessada no fenômeno, mas cética quanto à hipótese extraterrestre. Tais documentos . . . também contradizem as afirmações muitas vezes repetidas de um encobrimento do Governo sobre a ‘verdade’ dos OVNIs.”
Uma das principais razões da falta de provas é que nenhum OVNI já foi alguma vez exibido em público, nem quaisquer seres extraterrestres se apresentaram oficialmente para o reconhecimento público. Ademais, alega o Professor Hines, “não existe nenhuma foto de OVNI — que possa ser considerada genuína — mostrando algo que não seja formas vagas ou bolhas de luz.” Vez após vez, os peritos identificaram os OVNIs como vistas confundidas de Vênus, ou de outros corpos celestes. É evidente que nenhuma solução para o problema dos OVNIs satisfez a todos.
Na época em que o Relatório Condon era notícia, um colaborador de Despertai! discutiu, em particular, alguns dos resultados com um dos cientistas associados de Boulder, Colorado. O cientista parecia pensar que nos casos inexplicados, as experiências de OVNIs envolviam “mentalizações” de alguma espécie. Assim, embora muitas das vistas de OVNIs possam ser explicadas cientificamente como coisas físicas ou identificações errôneas, algumas podem envolver experiências ou percepções mentais ou psicológicas.
Quando o Relatório Condon e o assunto dos OVNIs ainda era uma questão de interesse público, Despertai! proveu uma recapitulação do assunto, junto com a discussão de alguns dos casos mais espetaculares. Despertai! chegou à conclusão que “a grande maioria de todas as notícias [sobre OVNIs] se originam das mesmas espécies de coisas que o Projeto Livro Azul [um anterior estudo promovido pelo Governo dos EUA] citou: Planetas, aviões, balões, meteoritos, miragens”.
O artigo prosseguia: “A investigação mais cabal [resumida no Relatório Condon] esclareceu a parte desempenhada pelas distorções físicas e psicológicas. Explicou como objetos comuns, vistos no céu por pessoas que não os reconhecem sob as circunstâncias talvez incomuns, podem ser concebidos erroneamente na percepção, ampliados na narração dos fatos, exagerados ainda mais pelos jornais, e terminar como espaçonaves em que aterrissam pequenos homens verdes de Marte.”
O Relatório Condon, oficial, e conclusões como as acima, junto com decrescentes relatos de OVNIs, pareciam liquidar o assunto para muitos. Todavia, duas décadas depois, notamos que os OVNIs ainda granjeiam a atenção do público. Conforme mencionamos em nosso primeiro artigo, um escritor de um jornal de destaque comentou que um novo elemento foi acrescentado. Vivemos diante dum fundo de “temores arraigados e apocalípticos”, ao nos acercarmos do ano 2000.
Ainda mais incertezas resultaram das recentes afirmações de que, no passado, os Estados Unidos, e até mesmo outros governos, talvez ignorassem ou encobrissem algumas evidências de OVNIs. O autor de uma publicação de 1988 tirou vantagem da Lei de Liberdade de Informação, promulgada em 1966 nos Estados Unidos, junto com fontes provenientes de outros países, para juntar informações que, segundo ele, “provam, além de qualquer dúvida, que existe um monumental encobrimento do assunto OVNI”. — Above Top Secret (Acima do Sigilo Absoluto), de Timothy Good.
Gary Kinder, em seu livro Light Years (Anos-Luz), suscita questões quanto a de que prova se precisa para convencer as autoridades da existência de OVNIs. Ele comenta que um observador pergunta: “O que constitui prova [dos OVNIs]? Será que um OVNI precisa pousar na Entrada do Rio do Pentágono, perto dos Escritórios do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas? Ou constitui prova quando uma estação terrestre de radar detecta um OVNI, envia um jato para interceptá-lo, o piloto do jato o vê, e o localiza em seu radar, apenas para ver o OVNI desaparecer numa velocidade fenomenal?”
Por outro lado, o Professor Hines argumenta que as 997 páginas de documentos divulgados, abrangendo o período de 1949 a 1979, não revelam uma tentativa de encobrimento por parte do Governo. Declara ele: “Um exame dos papéis e documentos secretos da CIA sobre os OVNIs revela uma agência medianamente interessada no fenômeno, mas cética quanto à hipótese extraterrestre. Tais documentos . . . também contradizem as afirmações muitas vezes repetidas de um encobrimento do Governo sobre a ‘verdade’ dos OVNIs.”
Uma das principais razões da falta de provas é que nenhum OVNI já foi alguma vez exibido em público, nem quaisquer seres extraterrestres se apresentaram oficialmente para o reconhecimento público. Ademais, alega o Professor Hines, “não existe nenhuma foto de OVNI — que possa ser considerada genuína — mostrando algo que não seja formas vagas ou bolhas de luz.” Vez após vez, os peritos identificaram os OVNIs como vistas confundidas de Vênus, ou de outros corpos celestes. É evidente que nenhuma solução para o problema dos OVNIs satisfez a todos.
Na época em que o Relatório Condon era notícia, um colaborador de Despertai! discutiu, em particular, alguns dos resultados com um dos cientistas associados de Boulder, Colorado. O cientista parecia pensar que nos casos inexplicados, as experiências de OVNIs envolviam “mentalizações” de alguma espécie. Assim, embora muitas das vistas de OVNIs possam ser explicadas cientificamente como coisas físicas ou identificações errôneas, algumas podem envolver experiências ou percepções mentais ou psicológicas.
OVNIs — Guiados por Seres Espaciais?
Uma teoria popular é a de que os OVNIs podem estar ligados a seres inteligentes do espaço sideral. O falecido Dr. James McCampbell era um líder entre aqueles que chegaram a esta conclusão. Avisava ele: “Parece que uma espécie superinteligente de alienígenas está, deveras, tornando-se uma parte mais íntima do meio ambiente de nossa Terra.” O Major Donald E. Keyhoe, “um oficial aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais, que se tornou um escritor freelance . . . foi quem primeiramente popularizou os OVNIs e afirmou serem eles espaçonaves extraterrestres”, segundo Philip Klass, escritor da obra UFOs—The Public Deceived. Keyhoe também propôs a teoria dos “seres espaciais” e avisou: “Caso o objetivo dos alienígenas fosse a migração para a Terra, isso provocaria uma onda de temor e de histeria.”
Outro conceito que tem granjeado o interesse de alguns investigadores é que os OVNIs são seres superiores que habitam um “universo paralelo”. De acordo com tal teoria, estes seres podem ser “capazes de manipular os circuitos elétricos da mente humana”. Tendo tal capacidade, eles poderiam, presumivelmente, controlar os governos humanos. Alguns afirmam que eles podem estar ligados a “inteligências [que envolvem] os principais movimentos religiosos do mundo, milagres, anjos, fantasmas, fadas, poltergeists, e coisas semelhantes”. — UFO and The Limits of Science (O OVNI e os Limites da Ciência), de Ronald D. Story.
Outro conceito que tem granjeado o interesse de alguns investigadores é que os OVNIs são seres superiores que habitam um “universo paralelo”. De acordo com tal teoria, estes seres podem ser “capazes de manipular os circuitos elétricos da mente humana”. Tendo tal capacidade, eles poderiam, presumivelmente, controlar os governos humanos. Alguns afirmam que eles podem estar ligados a “inteligências [que envolvem] os principais movimentos religiosos do mundo, milagres, anjos, fantasmas, fadas, poltergeists, e coisas semelhantes”. — UFO and The Limits of Science (O OVNI e os Limites da Ciência), de Ronald D. Story.
Ovnis — podem ser identificados?
Como é que os cientistas explicam os OVNIs (ou UFOs)? O falecido Dr. Donald H. Menzel, astrônomo de Harvard, e Philip Klass, antigo editor sênior do semanário Aviation Week, acham-se entre os que estudaram o assunto das vistas de OVNIs. Eles afirmam que os OVNIs são, realmente, OVIs (objetos voadores identificados). Quando investigados, verificou-se que os OVNIs eram coisas ou efeitos identificáveis, tais como balões meteorológicos, aviões e helicópteros de propaganda noturna, meteoros, ou parélios.
Philip Klass explicou os OVNIs como fenômenos naturais, ou como identificações incorretas. Como exemplo, segundo ele, suspeitou-se que alguns OVNIs eram uma espécie de relâmpago-bola, ou um plasma. Seus críticos logo disseram, porém, que os plasmas, ou gases altamente ionizados, podem ter um período de vida muito curto e não explicam adequadamente o problema. Ele afirma que alguns OVNIs vistos no radar são obra de fenômenos meteorológicos. No entanto, segundo alguns operadores de radar, esta explicação não condiz com o seu comportamento, aparentemente inteligente, às vezes observado. A idéia de Klass é de que as pessoas que ficam subitamente expostas a um breve evento inesperado “podem ser tremendamente inexatas ao tentarem descrever com precisão aquilo que viram”.
Em seu livro Pseudoscience and the Paranormal (A Pseudociência e o Paranormal), Terence Hines declara que “a investigação cuidadosa tem resultado em explicações naturais diretas até mesmo de informes muito impressionantes de OVNIs. . . . Todos esses casos deixam clara a quase total falta de fidedignidade dos relatos de testemunhas oculares. Em quase todo caso, os relatos das testemunhas diferiam substancialmente do real estímulo, mas apenas em raríssimos casos é que as testemunhas mentiam deliberadamente. O conhecimento delas sobre que aparência os OVNIs ‘deviam’ ter influenciara seus relatos, junto com os efeitos das ilusões óticas”.
Philip Klass explicou os OVNIs como fenômenos naturais, ou como identificações incorretas. Como exemplo, segundo ele, suspeitou-se que alguns OVNIs eram uma espécie de relâmpago-bola, ou um plasma. Seus críticos logo disseram, porém, que os plasmas, ou gases altamente ionizados, podem ter um período de vida muito curto e não explicam adequadamente o problema. Ele afirma que alguns OVNIs vistos no radar são obra de fenômenos meteorológicos. No entanto, segundo alguns operadores de radar, esta explicação não condiz com o seu comportamento, aparentemente inteligente, às vezes observado. A idéia de Klass é de que as pessoas que ficam subitamente expostas a um breve evento inesperado “podem ser tremendamente inexatas ao tentarem descrever com precisão aquilo que viram”.
Em seu livro Pseudoscience and the Paranormal (A Pseudociência e o Paranormal), Terence Hines declara que “a investigação cuidadosa tem resultado em explicações naturais diretas até mesmo de informes muito impressionantes de OVNIs. . . . Todos esses casos deixam clara a quase total falta de fidedignidade dos relatos de testemunhas oculares. Em quase todo caso, os relatos das testemunhas diferiam substancialmente do real estímulo, mas apenas em raríssimos casos é que as testemunhas mentiam deliberadamente. O conhecimento delas sobre que aparência os OVNIs ‘deviam’ ter influenciara seus relatos, junto com os efeitos das ilusões óticas”.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Os extraterrestres — obtendo a resposta
NO DIA 17 de fevereiro de 1600, um homem chamado Giordano Bruno foi queimado vivo numa praça pública, em Roma, na Itália. Por quê? Seus escritos tinham ofendido a igreja. Entre outras coisas, ele ensinara que, no universo, havia muitos mundos habitados. Lá no século 11, a igreja tinha declarado que tal doutrina, a pluralidade de mundos, era heresia. Ensiná-la significava a morte. Bruno morreu.
Até o século 19, o debate sobre se existe vida em outros mundos era conduzido na arena da religião. Durante séculos, os líderes religiosos, e os cientistas sob a influência deles, insistiam que a Terra era o centro do universo; que o universo fora criado em 4004 AEC; e assim por diante.
Não é de admirar, então, que muitos cientistas e outros tenham pouco respeito pela religião. No ínterim, porém, muitos também perderam o respeito pela Bíblia, imaginando que ela era a fonte de tais idéias errôneas. Nada poderia estar mais distante da verdade.
A Bíblia não tenciona ser um compêndio científico. No entanto, jamais é inexata quando abrange o assunto do universo ou qualquer assunto científico. Por exemplo, a Bíblia jamais afirma que a Terra e o homem sejam o centro do universo. Pelo contrário, seus escritores inspirados mostraram claro senso de quão insignificante é o homem quando comparado com o vasto cosmo. — Salmo 8:3, 4.
Assim, então, segundo a Bíblia, existe alguém lá no espaço sideral?
Até o século 19, o debate sobre se existe vida em outros mundos era conduzido na arena da religião. Durante séculos, os líderes religiosos, e os cientistas sob a influência deles, insistiam que a Terra era o centro do universo; que o universo fora criado em 4004 AEC; e assim por diante.
Não é de admirar, então, que muitos cientistas e outros tenham pouco respeito pela religião. No ínterim, porém, muitos também perderam o respeito pela Bíblia, imaginando que ela era a fonte de tais idéias errôneas. Nada poderia estar mais distante da verdade.
A Bíblia não tenciona ser um compêndio científico. No entanto, jamais é inexata quando abrange o assunto do universo ou qualquer assunto científico. Por exemplo, a Bíblia jamais afirma que a Terra e o homem sejam o centro do universo. Pelo contrário, seus escritores inspirados mostraram claro senso de quão insignificante é o homem quando comparado com o vasto cosmo. — Salmo 8:3, 4.
Assim, então, segundo a Bíblia, existe alguém lá no espaço sideral?
que fale os fatos
Sir Fred Hoyle explica em The Nature of the Universe: “Para fugir da questão da criação seria necessário que toda a matéria do Universo fosse infinitamente velha, o que ela não pode ser. . . . O hidrogênio é constantemente convertido em hélio e em outros elementos . . . Como se dá, então, que o Universo consiste quase só de hidrogênio? Se a matéria fosse infinitamente velha isso seria totalmente impossível. Vemos assim que, pelo que o Universo é, a questão da criação não pode ser simplesmente ignorada.”
Acredita só no que vê?
Muitas pessoas razoáveis aceitam a existência de coisas que não podem ver. Em janeiro de 1997, a revista Discover publicou que os astrônomos haviam detectado o que eles concluíram ser cerca de uma dúzia de planetas orbitando estrelas distantes.
“Até agora esses novos planetas só são conhecidos pela maneira como suas gravidades interferem no movimento das estrelas-mães.” Sim, para os astrônomos, os efeitos visíveis da gravitação constituíram base para crer na existência de corpos celestes não vistos.
Evidências relacionadas — não a observação direta — foi uma base adequada para os cientistas aceitarem o que ainda era invisível. Muitos que crêem num Criador concluem que têm base similar para aceitar a existência do que não podem ver.
“Até agora esses novos planetas só são conhecidos pela maneira como suas gravidades interferem no movimento das estrelas-mães.” Sim, para os astrônomos, os efeitos visíveis da gravitação constituíram base para crer na existência de corpos celestes não vistos.
Evidências relacionadas — não a observação direta — foi uma base adequada para os cientistas aceitarem o que ainda era invisível. Muitos que crêem num Criador concluem que têm base similar para aceitar a existência do que não podem ver.
fatos que devemos refletir
“As condições especiais existentes na Terra, em função de seu tamanho ideal, sua composição de elementos e sua órbita quase circular a uma distância perfeita de uma estrela de vida longa (o Sol), possibilitaram o acúmulo de água na superfície da Terra.” (Integrated Principles of Zoology, 7.a edição) Sem água, a vida na Terra não poderia ter surgido.
“Combinação de coincidências”
“Se a força fraca fosse um pouquinho mais forte, nenhum hélio teria sido produzido; se fosse um pouquinho mais fraca, praticamente todo o hidrogênio teria sido convertido em hélio.”
“A margem de possibilidade de vir a existir um Universo em que haja certa quantidade de hélio e também supernovas em explosão é muito estreita. A nossa existência depende dessa combinação de coincidências, e da coincidência ainda mais fantástica dos níveis de energia nuclear preditos [pelo astrônomo Fred] Hoyle. Diferente de todas as gerações anteriores, nós sabemos como viemos a existir. Mas, como todas as gerações anteriores, ainda não sabemos por quê.” — New Scientist.
“A margem de possibilidade de vir a existir um Universo em que haja certa quantidade de hélio e também supernovas em explosão é muito estreita. A nossa existência depende dessa combinação de coincidências, e da coincidência ainda mais fantástica dos níveis de energia nuclear preditos [pelo astrônomo Fred] Hoyle. Diferente de todas as gerações anteriores, nós sabemos como viemos a existir. Mas, como todas as gerações anteriores, ainda não sabemos por quê.” — New Scientist.
Quatro forças físicas fundamentais
1. Gravitação: uma força bem fraca a nível de átomos. Afeta objetos grandes — planetas, estrelas, galáxias.
2. Eletromagnetismo: a força principal de atração entre prótons e elétrons, permitindo a formação de moléculas. Os relâmpagos são uma das provas de sua força.
3. Força nuclear forte: a força que liga os prótons e os nêutrons entre si no núcleo de um átomo.
4. Força nuclear fraca: a força que governa a desintegração de elementos radioativos e a eficiente atividade termonuclear do Sol.
2. Eletromagnetismo: a força principal de atração entre prótons e elétrons, permitindo a formação de moléculas. Os relâmpagos são uma das provas de sua força.
3. Força nuclear forte: a força que liga os prótons e os nêutrons entre si no núcleo de um átomo.
4. Força nuclear fraca: a força que governa a desintegração de elementos radioativos e a eficiente atividade termonuclear do Sol.
Comentários de Jastrow sobre o Começo
Robert Jastrow, professor de Astronomia e de Geologia na Universidade de Colúmbia (EUA), escreveu: “Poucos astrônomos poderiam ter previsto que esse evento — o nascimento súbito do Universo — se tornaria um fato científico comprovado, mas a observação dos céus por meio de telescópios obrigou-os a chegar a essa conclusão.”
Daí ele falou das implicações disso: “A prova astronômica de que [o Universo teve] um Começo embaraça os cientistas, pois eles acreditam que todo efeito tem uma causa natural . . . O astrônomo britânico E. A. Milne escreveu: ‘Não podemos fazer suposições sobre como eram as coisas [no começo]; no ato Divino da criação Deus não teve observadores nem testemunhas.’” — The Enchanted Loom—Mind in the Universe.
Daí ele falou das implicações disso: “A prova astronômica de que [o Universo teve] um Começo embaraça os cientistas, pois eles acreditam que todo efeito tem uma causa natural . . . O astrônomo britânico E. A. Milne escreveu: ‘Não podemos fazer suposições sobre como eram as coisas [no começo]; no ato Divino da criação Deus não teve observadores nem testemunhas.’” — The Enchanted Loom—Mind in the Universe.
Tentativa de contar as estrelas
Calcula-se que a galáxia Via-Láctea tenha mais de 100 bilhões de estrelas. Imagine uma enciclopédia que dedicasse uma página a cada uma dessas estrelas — o Sol e o restante do sistema solar ficariam limitados a uma página. Quantos volumes seriam necessários para incluir todas as estrelas da Via-Láctea?
Com volumes razoavelmente grandes, diz-se que essa enciclopédia não caberia na Biblioteca Pública de Nova York, com seus 412 quilômetros de espaço nas estantes!
Quanto tempo levaria para examinar essas páginas? “Folheá-la num ritmo de uma página por segundo levaria mais de dez mil anos”, explica o livro Coming of Age in the Milky Way (Maioridade na Via-Láctea). No entanto, as estrelas da nossa galáxia são mera fração do número de estrelas existentes nos calculadamente 50 bilhões de galáxias no Universo. Se a enciclopédia dedicasse uma página para cada uma dessas estrelas, as bibliotecas do mundo inteiro juntas não teriam espaço suficiente para abrigá-la. “Quanto mais sabemos sobre o Universo”, diz o livro, “tanto mais vemos o quão pouco sabemos”.
Com volumes razoavelmente grandes, diz-se que essa enciclopédia não caberia na Biblioteca Pública de Nova York, com seus 412 quilômetros de espaço nas estantes!
Quanto tempo levaria para examinar essas páginas? “Folheá-la num ritmo de uma página por segundo levaria mais de dez mil anos”, explica o livro Coming of Age in the Milky Way (Maioridade na Via-Láctea). No entanto, as estrelas da nossa galáxia são mera fração do número de estrelas existentes nos calculadamente 50 bilhões de galáxias no Universo. Se a enciclopédia dedicasse uma página para cada uma dessas estrelas, as bibliotecas do mundo inteiro juntas não teriam espaço suficiente para abrigá-la. “Quanto mais sabemos sobre o Universo”, diz o livro, “tanto mais vemos o quão pouco sabemos”.
uma obra prima!
O diâmetro da galáxia Via-Láctea é de aproximadamente um quintilhão de quilômetros, sim — 1.000.000.000.000.000.000 de quilômetros! A luz leva 100.000 anos para cruzá-la, e essa única galáxia contém mais de 100 bilhões de estrelas!
Em 1995, os cientistas notaram o comportamento estranho da estrela mais distante (SN 1995K) já observada, que estava explodindo na sua galáxia. Como as supernovas em galáxias vizinhas, essa estrela tornou-se bem brilhante e daí, lentamente, foi perdendo o brilho, porém num período mais longo do que jamais detectado antes. A revista New Scientist pôs isso num gráfico e explicou: “O traçado da curva luminosa . . . está esticado no tempo por exatamente a quantidade esperada se a galáxia se distanciasse de nós a aproximadamente metade da velocidade da luz.” A conclusão? Esta é “a melhor evidência até agora de que o Universo realmente está-se expandindo”.
A teoria da inflação especula o que aconteceu numa fração de segundo após o começo do Universo. Os defensores da inflação sustentam que o Universo inicialmente era submicroscópico e daí inflacionou (expandiu-se) mais rápido do que a velocidade da luz, uma afirmação que não pode ser testada em laboratório. A teoria da inflação ainda é polêmica.
Os cientistas descobriram que os elementos revelam espantosa ordem e harmonia. Evidência interessante disso é apresentada no apêndice “Unidades arquiteturais do Universo”, na página 26.
Em 1995, os cientistas notaram o comportamento estranho da estrela mais distante (SN 1995K) já observada, que estava explodindo na sua galáxia. Como as supernovas em galáxias vizinhas, essa estrela tornou-se bem brilhante e daí, lentamente, foi perdendo o brilho, porém num período mais longo do que jamais detectado antes. A revista New Scientist pôs isso num gráfico e explicou: “O traçado da curva luminosa . . . está esticado no tempo por exatamente a quantidade esperada se a galáxia se distanciasse de nós a aproximadamente metade da velocidade da luz.” A conclusão? Esta é “a melhor evidência até agora de que o Universo realmente está-se expandindo”.
A teoria da inflação especula o que aconteceu numa fração de segundo após o começo do Universo. Os defensores da inflação sustentam que o Universo inicialmente era submicroscópico e daí inflacionou (expandiu-se) mais rápido do que a velocidade da luz, uma afirmação que não pode ser testada em laboratório. A teoria da inflação ainda é polêmica.
Os cientistas descobriram que os elementos revelam espantosa ordem e harmonia. Evidência interessante disso é apresentada no apêndice “Unidades arquiteturais do Universo”, na página 26.
Lei e ordem
Por observação pessoal, você sabe que todas as coisas tendem para a desordem. Como todo dono de uma casa verifica, as coisas abandonadas tendem a estragar-se ou a desintegrar-se. Os cientistas chamam essa tendência de “segunda lei da termodinâmica”. Vemos essa lei em ação diariamente. Um carro novo ou uma bicicleta nova abandonados viram sucata. Um prédio abandonado se transformará em ruínas. E o Universo? A lei se aplica ali também. Portanto, é de supor que a ordem no Universo deva, com o tempo, ceder à desordem total.
Mas parece que não é isso o que acontece com o Universo, como o professor de matemática Roger Penrose descobriu ao estudar o estado de desordem (ou, entropia) do Universo observável. Uma maneira lógica de interpretar tais descobertas é concluir que o Universo começou num estado de ordem e ainda é altamente organizado. O astrofísico Alan Lightman observou que os cientistas “acham misterioso que o Universo tenha sido criado num estado de ordem tão elevado”. Ele acrescentou que “qualquer teoria de cosmologia bem-sucedida devia em última análise explicar esse problema da entropia”, ou seja, por que o Universo não se tornou caótico.
De fato, a nossa existência é contrária a essa lei reconhecida. Portanto, o que explica a nossa vida aqui na Terra? Como já mencionado, essa é uma pergunta básica que merece uma resposta.
Mas parece que não é isso o que acontece com o Universo, como o professor de matemática Roger Penrose descobriu ao estudar o estado de desordem (ou, entropia) do Universo observável. Uma maneira lógica de interpretar tais descobertas é concluir que o Universo começou num estado de ordem e ainda é altamente organizado. O astrofísico Alan Lightman observou que os cientistas “acham misterioso que o Universo tenha sido criado num estado de ordem tão elevado”. Ele acrescentou que “qualquer teoria de cosmologia bem-sucedida devia em última análise explicar esse problema da entropia”, ou seja, por que o Universo não se tornou caótico.
De fato, a nossa existência é contrária a essa lei reconhecida. Portanto, o que explica a nossa vida aqui na Terra? Como já mencionado, essa é uma pergunta básica que merece uma resposta.
Características ideais da Terra
A nossa existência exige precisão também em outros sentidos. Considere as medidas da Terra e sua posição em relação ao restante do sistema solar. No livro bíblico de Jó fazem-se as seguintes perguntas, que induzem à humildade: “Onde [estavas] quando fundei a terra? . . . Quem lhe pôs as medidas, caso tu o saibas?” (Jó 38:4, 5) Como nunca antes, essas perguntas exigem respostas. Por quê? Por causa das coisas surpreendentes que têm sido descobertas a respeito da Terra — incluindo seu tamanho e sua posição no sistema solar.
Não se encontrou nenhum outro planeta como a Terra no Universo. É verdade que alguns cientistas apontam evidências indiretas de que certas estrelas têm em sua órbita objetos centenas de vezes maiores do que a Terra. Mas o tamanho da Terra é exatamente o certo para que possamos existir. Como assim? Se a Terra fosse um pouquinho maior, a sua gravidade seria mais forte e o hidrogênio (um gás leve) iria acumular-se por não poder escapar dessa gravidade. Com isso, a atmosfera seria inóspita para a vida. Por outro lado, se a Terra fosse um pouquinho menor, o essencial oxigênio escaparia e as águas do planeta se evaporariam. Em ambos os casos, não seria possível vivermos.
A Terra está também a uma distância ideal do Sol, um fator vital para a sustentação da vida. O astrônomo John Barrow e o matemático Frank Tipler estudaram “a proporção do raio da Terra e a distância do Sol”. Eles concluíram que a vida humana não existiria “se essa proporção fosse ligeiramente diferente da que se observa”. O professor David L. Block diz: “Os cálculos mostram que se a Terra ficasse só 5% mais perto do Sol, uns 4 bilhões de anos atrás teria ocorrido um descontrolado efeito estufa [superaquecimento da Terra]. Por outro lado, se a Terra ficasse só 1% mais longe do Sol, uns 2 bilhões de anos atrás teria ocorrido uma descontrolada glaciação [enormes camadas de gelo cobrindo grande parte do globo].” — Our Universe: Accident or Design?
A essa precisão, acrescente-se o fato de que a Terra gira em torno de seu eixo uma vez por dia, na velocidade certa para produzir temperaturas moderadas. Vênus leva 243 dias para fazer o mesmo. Imagine se a Terra levasse tanto tempo! Não suportaríamos as temperaturas extremas de dias e noites tão longos.
Outro detalhe vital é a trajetória da Terra ao redor do Sol. A trajetória dos cometas é larga e elíptica. Felizmente, a da Terra não é assim; a sua órbita é quase circular. Isso também nos poupa de extremos de temperatura fatais.
Não despercebamos também a localização de nosso sistema solar. Se ficasse mais perto do centro da Via-Láctea, o efeito gravitacional de estrelas vizinhas distorceria a órbita da Terra. Em contraste, se estivesse situado bem na extremidade dessa nossa galáxia, o céu noturno ficaria quase sem estrelas. A luz das estrelas não é essencial à vida, mas não acrescentam elas uma grande beleza ao nosso céu noturno? E, com base em conceitos correntes sobre o Universo, os cientistas calculam que nas extremidades da Via-Láctea não haveria elementos químicos suficientes para formar um sistema solar como o nosso.
Não se encontrou nenhum outro planeta como a Terra no Universo. É verdade que alguns cientistas apontam evidências indiretas de que certas estrelas têm em sua órbita objetos centenas de vezes maiores do que a Terra. Mas o tamanho da Terra é exatamente o certo para que possamos existir. Como assim? Se a Terra fosse um pouquinho maior, a sua gravidade seria mais forte e o hidrogênio (um gás leve) iria acumular-se por não poder escapar dessa gravidade. Com isso, a atmosfera seria inóspita para a vida. Por outro lado, se a Terra fosse um pouquinho menor, o essencial oxigênio escaparia e as águas do planeta se evaporariam. Em ambos os casos, não seria possível vivermos.
A Terra está também a uma distância ideal do Sol, um fator vital para a sustentação da vida. O astrônomo John Barrow e o matemático Frank Tipler estudaram “a proporção do raio da Terra e a distância do Sol”. Eles concluíram que a vida humana não existiria “se essa proporção fosse ligeiramente diferente da que se observa”. O professor David L. Block diz: “Os cálculos mostram que se a Terra ficasse só 5% mais perto do Sol, uns 4 bilhões de anos atrás teria ocorrido um descontrolado efeito estufa [superaquecimento da Terra]. Por outro lado, se a Terra ficasse só 1% mais longe do Sol, uns 2 bilhões de anos atrás teria ocorrido uma descontrolada glaciação [enormes camadas de gelo cobrindo grande parte do globo].” — Our Universe: Accident or Design?
A essa precisão, acrescente-se o fato de que a Terra gira em torno de seu eixo uma vez por dia, na velocidade certa para produzir temperaturas moderadas. Vênus leva 243 dias para fazer o mesmo. Imagine se a Terra levasse tanto tempo! Não suportaríamos as temperaturas extremas de dias e noites tão longos.
Outro detalhe vital é a trajetória da Terra ao redor do Sol. A trajetória dos cometas é larga e elíptica. Felizmente, a da Terra não é assim; a sua órbita é quase circular. Isso também nos poupa de extremos de temperatura fatais.
Não despercebamos também a localização de nosso sistema solar. Se ficasse mais perto do centro da Via-Láctea, o efeito gravitacional de estrelas vizinhas distorceria a órbita da Terra. Em contraste, se estivesse situado bem na extremidade dessa nossa galáxia, o céu noturno ficaria quase sem estrelas. A luz das estrelas não é essencial à vida, mas não acrescentam elas uma grande beleza ao nosso céu noturno? E, com base em conceitos correntes sobre o Universo, os cientistas calculam que nas extremidades da Via-Láctea não haveria elementos químicos suficientes para formar um sistema solar como o nosso.
As duas forças nucleares
A estrutura do Universo envolve muito mais do que apenas a regulagem perfeita da gravidade e da força eletromagnética. Duas outras forças físicas também se relacionam com a nossa vida.
Essas duas forças operam no núcleo de um átomo, muito evidentemente fruto de projeto inteligente. Considere a força nuclear forte, que liga os prótons e nêutrons entre si no núcleo do átomo. Graças a essa ligação podem-se formar vários elementos — os leves (como o hélio e o oxigênio) e os pesados (como o ouro e o chumbo). Pelo visto, se a força de ligação fosse apenas 2% mais fraca, existiria apenas o hidrogênio. Inversamente, se essa força fosse ligeiramente mais forte, haveria apenas elementos mais pesados, mas não hidrogênio. Afetaria isso a nossa vida? Bem, se faltasse hidrogênio no Universo, o Sol não teria o combustível necessário para irradiar energia vitalizadora. E, é claro, não teríamos água nem alimento, pois o hidrogênio é um ingrediente essencial de ambos.
A quarta força em consideração, a força nuclear fraca, controla a desintegração radioativa. Afeta também a atividade termonuclear no Sol. ‘Está essa força em regulagem perfeita com as outras?’, talvez se pergunte. O matemático e físico Freeman Dyson explica: “A [força] fraca é milhões de vezes mais fraca do que a força nuclear. É fraca justamente o necessário para que o hidrogênio no Sol queime num ritmo lento e constante. Se a [força] fraca fosse mais forte ou mais fraca, todas as formas de vida que dependem de estrelas do tipo do Sol também estariam em perigo.” Sim, esse ritmo de combustão preciso mantém a Terra aquecida — mas não incinerada — e nos mantém vivos.
Ademais, os cientistas acreditam que a força fraca participa nas explosões de supernovas, que eles acham ser o processo para a produção e distribuição da maioria dos elementos. “Se tais forças nucleares fossem ligeiramente diferentes do que são, as estrelas não produziriam os elementos dos quais você e eu nos compomos”, explica o físico John Polkinghorne.
Muito mais se poderia dizer, mas você sem dúvida entende o ponto. Existe uma surpreendente regulagem entre essas quatro forças fundamentais. “Parece que tudo ao nosso redor prova que a natureza fez tudo certo”, escreveu o professor Paul Davies. Sim, a regulagem perfeita entre as forças fundamentais possibilita a existência e a operação do nosso Sol, do nosso agradável planeta com as suas águas vitalizantes, da nossa atmosfera tão essencial à vida, e de uma coleção enorme de preciosos elementos químicos existentes na Terra. Mas, pergunte-se: ‘O que explica essa regulagem perfeita, e o que é responsável por isso?’
Essas duas forças operam no núcleo de um átomo, muito evidentemente fruto de projeto inteligente. Considere a força nuclear forte, que liga os prótons e nêutrons entre si no núcleo do átomo. Graças a essa ligação podem-se formar vários elementos — os leves (como o hélio e o oxigênio) e os pesados (como o ouro e o chumbo). Pelo visto, se a força de ligação fosse apenas 2% mais fraca, existiria apenas o hidrogênio. Inversamente, se essa força fosse ligeiramente mais forte, haveria apenas elementos mais pesados, mas não hidrogênio. Afetaria isso a nossa vida? Bem, se faltasse hidrogênio no Universo, o Sol não teria o combustível necessário para irradiar energia vitalizadora. E, é claro, não teríamos água nem alimento, pois o hidrogênio é um ingrediente essencial de ambos.
A quarta força em consideração, a força nuclear fraca, controla a desintegração radioativa. Afeta também a atividade termonuclear no Sol. ‘Está essa força em regulagem perfeita com as outras?’, talvez se pergunte. O matemático e físico Freeman Dyson explica: “A [força] fraca é milhões de vezes mais fraca do que a força nuclear. É fraca justamente o necessário para que o hidrogênio no Sol queime num ritmo lento e constante. Se a [força] fraca fosse mais forte ou mais fraca, todas as formas de vida que dependem de estrelas do tipo do Sol também estariam em perigo.” Sim, esse ritmo de combustão preciso mantém a Terra aquecida — mas não incinerada — e nos mantém vivos.
Ademais, os cientistas acreditam que a força fraca participa nas explosões de supernovas, que eles acham ser o processo para a produção e distribuição da maioria dos elementos. “Se tais forças nucleares fossem ligeiramente diferentes do que são, as estrelas não produziriam os elementos dos quais você e eu nos compomos”, explica o físico John Polkinghorne.
Muito mais se poderia dizer, mas você sem dúvida entende o ponto. Existe uma surpreendente regulagem entre essas quatro forças fundamentais. “Parece que tudo ao nosso redor prova que a natureza fez tudo certo”, escreveu o professor Paul Davies. Sim, a regulagem perfeita entre as forças fundamentais possibilita a existência e a operação do nosso Sol, do nosso agradável planeta com as suas águas vitalizantes, da nossa atmosfera tão essencial à vida, e de uma coleção enorme de preciosos elementos químicos existentes na Terra. Mas, pergunte-se: ‘O que explica essa regulagem perfeita, e o que é responsável por isso?’
Regulagem perfeita
As quatro forças fundamentais atuam tanto na vastidão do cosmos como na infinita pequenez das estruturas atômicas. Sim, tudo ao nosso redor está envolvido.
Elementos essenciais à vida (especialmente o carbono, o oxigênio e o ferro) não poderiam existir sem a regulagem perfeita entre as quatro forças manifestas no Universo. Já mencionamos uma dessas forças, a força gravitacional. Outra é a força eletromagnética. Se esta fosse bem mais fraca, os elétrons não seriam mantidos ao redor do núcleo do átomo. ‘Seria grave isso?’, há quem se pergunte. Seria, pois os átomos não poderiam ligar-se para formar moléculas. Inversamente, se essa força fosse bem mais forte, os elétrons ficariam aprisionados no núcleo do átomo. Não haveria reações químicas entre os átomos, ou seja, não haveria vida. Já nesse aspecto fica claro que a nossa existência e a vida dependem da regulagem perfeita da força eletromagnética.
E considere a escala cósmica: uma leve diferença na força eletromagnética afetaria o Sol, alterando assim a luz que atinge a Terra, tornando difícil, ou impossível, a fotossíntese nas plantas. Poderia também roubar da água as suas propriedades ímpares, que são vitais para a vida. Mais uma vez, a regulagem perfeita da força eletromagnética torna possível a nossa vida.
Igualmente vital é a intensidade da força eletromagnética em relação às outras três. Por exemplo, alguns físicos calculam que esta força seja 10.000.000.- 000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1040) de vezes maior do que a da gravidade. Poderia parecer ínfimo acrescentar mais um zero a esse número (1041). Mas isso significaria que a gravidade seria proporcionalmente mais fraca, e o Dr. Reinhard Breuer fala dos resultados disso: “Com gravidade mais baixa as estrelas seriam menores, e a pressão da gravidade nos seus interiores não elevaria a temperatura o suficiente para ocorrerem as reações de fusão nuclear: o Sol não teria como brilhar.” Imagine o que isso significaria para nós!
E se a gravidade fosse proporcionalmente mais forte, de modo que o número tivesse apenas 39 zeros (1039)? “Com apenas esse pequeno ajuste”, continua Breuer, “uma estrela como o Sol teria a sua expectativa de vida drasticamente reduzida”. E há cientistas que acham que a regulagem é ainda mais precisa.
De fato, duas qualidades notáveis do Sol e de outras estrelas são eficiência e estabilidade a longo prazo. Veja uma ilustração simples: para funcionar bem, o motor de um carro precisa de uma combinação perfeita de combustível e ar. Engenheiros projetam complexos sistemas mecânicos e computadorizados para aperfeiçoar o desempenho. Se é assim com um simples motor, que dizer das eficientes estrelas de “combustão” como o Sol? As forças principais envolvidas estão reguladas com precisão, viabilizando a vida. Será casual essa precisão? A Jó, da antiguidade, foi feita esta pergunta: “Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na terra?” (Jó 38:33, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Nenhum homem conhece. Assim, de onde vem essa precisão?
Elementos essenciais à vida (especialmente o carbono, o oxigênio e o ferro) não poderiam existir sem a regulagem perfeita entre as quatro forças manifestas no Universo. Já mencionamos uma dessas forças, a força gravitacional. Outra é a força eletromagnética. Se esta fosse bem mais fraca, os elétrons não seriam mantidos ao redor do núcleo do átomo. ‘Seria grave isso?’, há quem se pergunte. Seria, pois os átomos não poderiam ligar-se para formar moléculas. Inversamente, se essa força fosse bem mais forte, os elétrons ficariam aprisionados no núcleo do átomo. Não haveria reações químicas entre os átomos, ou seja, não haveria vida. Já nesse aspecto fica claro que a nossa existência e a vida dependem da regulagem perfeita da força eletromagnética.
E considere a escala cósmica: uma leve diferença na força eletromagnética afetaria o Sol, alterando assim a luz que atinge a Terra, tornando difícil, ou impossível, a fotossíntese nas plantas. Poderia também roubar da água as suas propriedades ímpares, que são vitais para a vida. Mais uma vez, a regulagem perfeita da força eletromagnética torna possível a nossa vida.
Igualmente vital é a intensidade da força eletromagnética em relação às outras três. Por exemplo, alguns físicos calculam que esta força seja 10.000.000.- 000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1040) de vezes maior do que a da gravidade. Poderia parecer ínfimo acrescentar mais um zero a esse número (1041). Mas isso significaria que a gravidade seria proporcionalmente mais fraca, e o Dr. Reinhard Breuer fala dos resultados disso: “Com gravidade mais baixa as estrelas seriam menores, e a pressão da gravidade nos seus interiores não elevaria a temperatura o suficiente para ocorrerem as reações de fusão nuclear: o Sol não teria como brilhar.” Imagine o que isso significaria para nós!
E se a gravidade fosse proporcionalmente mais forte, de modo que o número tivesse apenas 39 zeros (1039)? “Com apenas esse pequeno ajuste”, continua Breuer, “uma estrela como o Sol teria a sua expectativa de vida drasticamente reduzida”. E há cientistas que acham que a regulagem é ainda mais precisa.
De fato, duas qualidades notáveis do Sol e de outras estrelas são eficiência e estabilidade a longo prazo. Veja uma ilustração simples: para funcionar bem, o motor de um carro precisa de uma combinação perfeita de combustível e ar. Engenheiros projetam complexos sistemas mecânicos e computadorizados para aperfeiçoar o desempenho. Se é assim com um simples motor, que dizer das eficientes estrelas de “combustão” como o Sol? As forças principais envolvidas estão reguladas com precisão, viabilizando a vida. Será casual essa precisão? A Jó, da antiguidade, foi feita esta pergunta: “Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na terra?” (Jó 38:33, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Nenhum homem conhece. Assim, de onde vem essa precisão?
Tentativas de explicar o Começo
Será que os especialistas agora sabem explicar a origem do Universo? Muitos cientistas, não à vontade com a idéia de que o Universo possa ter sido criado por uma inteligência superior, especulam que, por meio de algum processo, ele tenha criado a si mesmo do nada. Parece-lhe razoável isso? Tais especulações em geral envolvem alguma variação de uma teoria (a do Universo inflacionário) apresentada em 1979 pelo físico Alan Guth. No entanto, mais recentemente, o Dr. Guth admitiu que a sua teoria “não explica como o Universo surgiu do nada”. O Dr. Andrei Linde foi mais explícito num artigo em Scientific American: “Explicar essa singularidade inicial — onde e quando tudo começou — ainda é o problema mais renitente da cosmologia moderna.”
Se os especialistas realmente não sabem explicar a origem nem o desenvolvimento primordial do Universo, não devemos procurar uma explicação em outra parte? De fato, você tem boas razões para considerar evidências que muitos têm despercebido, mas que lhe poderão dar uma boa compreensão desse assunto. Essas evidências incluem as dimensões precisas de quatro forças fundamentais responsáveis por todas as propriedades e mudanças que afetam a matéria. A simples menção de forças fundamentais talvez leve alguns a hesitar, pensando: ‘Isso é coisa só para os físicos.’ Não é. Vale a pena considerar os fatos básicos, pois nos afetam.
Se os especialistas realmente não sabem explicar a origem nem o desenvolvimento primordial do Universo, não devemos procurar uma explicação em outra parte? De fato, você tem boas razões para considerar evidências que muitos têm despercebido, mas que lhe poderão dar uma boa compreensão desse assunto. Essas evidências incluem as dimensões precisas de quatro forças fundamentais responsáveis por todas as propriedades e mudanças que afetam a matéria. A simples menção de forças fundamentais talvez leve alguns a hesitar, pensando: ‘Isso é coisa só para os físicos.’ Não é. Vale a pena considerar os fatos básicos, pois nos afetam.
Evidências apontam para um Começo
Todas as estrelas que vemos estão na Via-Láctea. Até os anos 20, esta parecia ser a única galáxia existente. Mas provavelmente você sabe que em observações posteriores, com telescópios maiores, ficou provado que isso não é assim. O Universo contém pelo menos 50 bilhões de galáxias. Não são 50 bilhões de estrelas, mas pelo menos 50 bilhões de galáxias, cada qual com bilhões de estrelas semelhantes ao Sol. Mas não foi a quantidade estonteante de enormes galáxias que abalou as crenças científicas nos anos 20. Foi o fato de estarem todas em movimento.
Os astrônomos descobriram um fato notável: quando passaram luz galáctica através de um prisma, observou-se um ‘esticamento’ nas ondas luminosas, indicando que se afastavam de nós a grande velocidade. Quanto mais distante a galáxia, tanto mais rapidamente parecia afastar-se. Isso indica um Universo em expansão.
Mesmo sem sermos astrônomos profissionais ou amadores podemos ver que um Universo em expansão teria profundas implicações no nosso passado — e talvez também no nosso futuro pessoal. Alguma coisa forçosamente desencadeou esse processo — uma força suficientemente poderosa para vencer a imensa gravidade do Universo inteiro. É válido perguntar-nos: ‘De que fonte viria uma energia tão poderosa?’
Ainda que para a maioria dos cientistas o Universo tenha tido um começo bem pequeno e denso (uma singularidade), não podemos fugir desta questão fundamental: “Se em algum ponto no passado o Universo estava confinado a um estado singular de tamanho infinitamente pequeno e de infinita densidade, temos de perguntar o que havia ali antes e o que havia fora do Universo. . . . Temos de encarar o problema de um Começo.” — Sir Bernard Lovell.
Isso envolve mais do que apenas uma fonte de vasta energia. Requer também previsão e inteligência, pois o ritmo de expansão parece estar ajustado com grande precisão. “Se o Universo tivesse se expandido uma trilionésima parte mais rápido”, disse Lovell, “toda a matéria no Universo já estaria dispersa agora. . . . E se tivesse sido uma trilionésima parte mais lento, as forças gravitacionais teriam arruinado o Universo mais ou menos dentro de seu primeiro trilhão de anos de existência. De novo, não haveria estrelas de longa vida nem a própria vida”.
Os astrônomos descobriram um fato notável: quando passaram luz galáctica através de um prisma, observou-se um ‘esticamento’ nas ondas luminosas, indicando que se afastavam de nós a grande velocidade. Quanto mais distante a galáxia, tanto mais rapidamente parecia afastar-se. Isso indica um Universo em expansão.
Mesmo sem sermos astrônomos profissionais ou amadores podemos ver que um Universo em expansão teria profundas implicações no nosso passado — e talvez também no nosso futuro pessoal. Alguma coisa forçosamente desencadeou esse processo — uma força suficientemente poderosa para vencer a imensa gravidade do Universo inteiro. É válido perguntar-nos: ‘De que fonte viria uma energia tão poderosa?’
Ainda que para a maioria dos cientistas o Universo tenha tido um começo bem pequeno e denso (uma singularidade), não podemos fugir desta questão fundamental: “Se em algum ponto no passado o Universo estava confinado a um estado singular de tamanho infinitamente pequeno e de infinita densidade, temos de perguntar o que havia ali antes e o que havia fora do Universo. . . . Temos de encarar o problema de um Começo.” — Sir Bernard Lovell.
Isso envolve mais do que apenas uma fonte de vasta energia. Requer também previsão e inteligência, pois o ritmo de expansão parece estar ajustado com grande precisão. “Se o Universo tivesse se expandido uma trilionésima parte mais rápido”, disse Lovell, “toda a matéria no Universo já estaria dispersa agora. . . . E se tivesse sido uma trilionésima parte mais lento, as forças gravitacionais teriam arruinado o Universo mais ou menos dentro de seu primeiro trilhão de anos de existência. De novo, não haveria estrelas de longa vida nem a própria vida”.
Qual é a origem do universo? — a controvérsia
OS ASTRONAUTAS emocionam-se ao fotografar a Terra, que parece enorme quando vista através da janela de uma espaçonave. “É o momento mais agradável de um vôo espacial”, disse um deles. Mas a Terra é bem pequena em comparação com o sistema solar. Dentro do Sol caberiam um milhão de Terras, e sobraria espaço! Mas, poderiam esses fatos a respeito do Universo ter algo a ver com a nossa vida e seu sentido?
Façamos uma breve excursão mental ao espaço, para ver o Sol e a Terra em perspectiva. O Sol é apenas uma de um número assombroso de estrelas que ficam num dos braços espirais da galáxia Via-Láctea, ela mesma apenas uma diminuta parte do Universo. A olho nu podem-se ver algumas manchas de luz que, na realidade, são outras galáxias, como a bela Andrômeda, maior do que a Via-Láctea. A Via-Láctea, a Andrômeda e mais umas 20 outras galáxias são mantidas juntas pela gravitação num aglomerado, todas elas ocupando apenas um pequeno espaço num vasto superaglomerado. O Universo contém inumeráveis superaglomerados, e isso não é tudo.
Os aglomerados não estão espalhados por igual no espaço. Numa escala enorme, eles parecem paredes e filamentos envolvendo gigantescas regiões vazias, ou ‘bolhas’. Algumas partes são tão longas e largas que parecem grandes muralhas. Isso talvez surpreenda a muitos que pensam que o Universo criou a si mesmo numa explosão cósmica casual. “Quanto mais claramente vermos o Universo em todos os seus detalhes gloriosos”, conclui um escritor sênior da revista Scientific American, “tanto mais difícil será explicarmos com uma teoria simples como é que ele se formou”.
Façamos uma breve excursão mental ao espaço, para ver o Sol e a Terra em perspectiva. O Sol é apenas uma de um número assombroso de estrelas que ficam num dos braços espirais da galáxia Via-Láctea, ela mesma apenas uma diminuta parte do Universo. A olho nu podem-se ver algumas manchas de luz que, na realidade, são outras galáxias, como a bela Andrômeda, maior do que a Via-Láctea. A Via-Láctea, a Andrômeda e mais umas 20 outras galáxias são mantidas juntas pela gravitação num aglomerado, todas elas ocupando apenas um pequeno espaço num vasto superaglomerado. O Universo contém inumeráveis superaglomerados, e isso não é tudo.
Os aglomerados não estão espalhados por igual no espaço. Numa escala enorme, eles parecem paredes e filamentos envolvendo gigantescas regiões vazias, ou ‘bolhas’. Algumas partes são tão longas e largas que parecem grandes muralhas. Isso talvez surpreenda a muitos que pensam que o Universo criou a si mesmo numa explosão cósmica casual. “Quanto mais claramente vermos o Universo em todos os seus detalhes gloriosos”, conclui um escritor sênior da revista Scientific American, “tanto mais difícil será explicarmos com uma teoria simples como é que ele se formou”.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Quarenta anos de exploração de Marte
▪ 1960: a União Soviética lança as primeiras sondas planetárias, com destino a Marte. As sondas não entram em órbita.
▪ 14 de julho de 1965: a Mariner 4, dos Estados Unidos, passa por Marte e transmite fotos e medições para a Terra.
▪ 1971: a sonda soviética Mars 3 solta uma cápsula que faz o primeiro pouso tranqüilo em Marte. A sonda americana Mariner 9 alcança Marte no mesmo ano e fotografa a maior parte da superfície do planeta, além das duas pequenas luas do planeta, Fobos e Deimos.
▪ 1976: duas sondas americanas, a Viking 1 e a Viking 2, pousam em Marte. Funcionam durante anos, executando experimentos complexos.
▪ 1988: cientistas soviéticos lançam duas sondas, Fobos 1 e Fobos 2, em direção a Marte. A Fobos 1 falha durante o vôo, mas a Fobos 2 atinge Marte e envia suas descobertas durante vários dias.
▪ 1992: os Estados Unidos lançam a sonda Mars Observer, que falha na missão.
▪ 4 de julho de 1997: a Mars Pathfinder, com o veículo-robô Sojourner, pousa em Marte. Envia impressionantes fotos em cores da superfície do planeta vermelho.
▪ 14 de julho de 1965: a Mariner 4, dos Estados Unidos, passa por Marte e transmite fotos e medições para a Terra.
▪ 1971: a sonda soviética Mars 3 solta uma cápsula que faz o primeiro pouso tranqüilo em Marte. A sonda americana Mariner 9 alcança Marte no mesmo ano e fotografa a maior parte da superfície do planeta, além das duas pequenas luas do planeta, Fobos e Deimos.
▪ 1976: duas sondas americanas, a Viking 1 e a Viking 2, pousam em Marte. Funcionam durante anos, executando experimentos complexos.
▪ 1988: cientistas soviéticos lançam duas sondas, Fobos 1 e Fobos 2, em direção a Marte. A Fobos 1 falha durante o vôo, mas a Fobos 2 atinge Marte e envia suas descobertas durante vários dias.
▪ 1992: os Estados Unidos lançam a sonda Mars Observer, que falha na missão.
▪ 4 de julho de 1997: a Mars Pathfinder, com o veículo-robô Sojourner, pousa em Marte. Envia impressionantes fotos em cores da superfície do planeta vermelho.
A vida veio de Marte?
Acredita-se que o meteorito ALH84001, descoberto na Antártida em 1984, veio de Marte. Em agosto de 1996, alguns pesquisadores do Centro Espacial Johnson, da Nasa, e da Universidade Stanford anunciaram que essa pedra, do tamanho duma batata, contém evidências — não provas conclusivas — de vida em Marte: compostos orgânicos, depósitos minerais e micróbios fossilizados. Deduziu-se que a vida na Terra poderia ter se originado em Marte.
Mas agora quase toda a comunidade científica concorda que esse meteorito não dá evidência sólida de que a vida tenha vindo de Marte. “Acho muito improvável que tenham encontrado restos de atividade biológica”, disse William Schopf, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Similarmente, Ralph P. Harvey, da Universidade Case Western Reserve, disse: “Embora a vida em Marte seja uma idéia atraente para muitos de nós, o ALH[84001] evidentemente contém pouca prova da sua existência.”
Mas agora quase toda a comunidade científica concorda que esse meteorito não dá evidência sólida de que a vida tenha vindo de Marte. “Acho muito improvável que tenham encontrado restos de atividade biológica”, disse William Schopf, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Similarmente, Ralph P. Harvey, da Universidade Case Western Reserve, disse: “Embora a vida em Marte seja uma idéia atraente para muitos de nós, o ALH[84001] evidentemente contém pouca prova da sua existência.”
Sede de conhecimento
Naturalmente, os cientistas levarão anos para estudar e analisar os dados coletados pelo Mars Climate Orbiter e pelo Mars Polar Lander. Eles são parte de um empreendimento de 16 anos que visa obter mais informações sobre Marte. Além da Nasa, as agências espaciais européia, japonesa e russa também estão envolvidas nessas missões. Por fim, os cientistas esperam que futuras missões tragam amostras de solo marciano para serem analisadas em laboratórios terrestres. Isso talvez os ajude a finalmente responder à pergunta sobre o que aconteceu ao clima do nosso vizinho vermelho, Marte.
Uma olhada no subsolo
Com um metro de altura, a sonda parece uma aranha de três pernas com um braço robótico de dois metros de comprimento com uma concha na ponta. Sua missão começará antes de tocar o solo marciano. Pouco antes de atingir a atmosfera do planeta vermelho, ela soltará um par de cápsulas, cada uma mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete.
Esses projéteis despencarão em queda livre até a superfície e atingirão o solo a uma velocidade de cerca de 700 quilômetros por hora. As cápsulas foram feitas para se abrir com o impacto e soltar um par de microssondas que penetrarão até um metro no solo. Depois, elas liberarão pequenas brocas e começarão a testar a composição química do solo marciano. O objetivo principal é procurar água que talvez esteja congelada e escondida no subsolo.
Pouco depois de as microssondas atingirem o solo, a sonda pousará com a ajuda de pára-quedas. Equipada com câmaras e sensores, ela foi projetada para estudar o terreno e as condições meteorológicas de Marte. Tirará fotos tanto durante a descida como depois de atingir o solo. Um microfone embutido registrará pela primeira vez o som do vento marciano. A sonda deverá funcionar por cerca de 90 dias depois do pouso.
Esses projéteis despencarão em queda livre até a superfície e atingirão o solo a uma velocidade de cerca de 700 quilômetros por hora. As cápsulas foram feitas para se abrir com o impacto e soltar um par de microssondas que penetrarão até um metro no solo. Depois, elas liberarão pequenas brocas e começarão a testar a composição química do solo marciano. O objetivo principal é procurar água que talvez esteja congelada e escondida no subsolo.
Pouco depois de as microssondas atingirem o solo, a sonda pousará com a ajuda de pára-quedas. Equipada com câmaras e sensores, ela foi projetada para estudar o terreno e as condições meteorológicas de Marte. Tirará fotos tanto durante a descida como depois de atingir o solo. Um microfone embutido registrará pela primeira vez o som do vento marciano. A sonda deverá funcionar por cerca de 90 dias depois do pouso.
Onde pousar?
Lembre-se de que a questão da água é fundamental para a exploração de Marte. Qual é o local ideal no planeta para estudar a água? Para estudar as condições meteorológicas, o clima e o ciclo da água na Terra, comparam-se os resultados de milhares de estudos realizados com muitos instrumentos em diversos locais. Mas a exploração de outros planetas exige um processo muito mais seletivo. Visto que são raras as oportunidades de estudar Marte na superfície, os pesquisadores científicos precisam decidir com cuidado que instrumentos enviar e para onde enviá-los.
Para o estudo do clima marciano, as regiões polares são ideais, embora bem diferentes da rochosa planície aluvial em que a Mars Pathfinder pousou dois anos atrás. É nas regiões polares que ocorrem os extremos sazonais. Acredita-se que tempestades sazonais de pó depositem uma fina camada de poeira nas regiões polares. Quando chega o inverno, o pó fica congelado debaixo do gelo de dióxido de carbono e água. Com o passar do tempo, muitas camadas se acumularam. “Essas camadas preservam um registro da história climática de [Marte]”, diz Ralph Lorenz, da Universidade do Arizona, EUA. Os especialistas acreditam que a exploração desse novo território será um passo significativo na pesquisa de Marte. Como assim? O que a sonda fará depois de pousar?
Para o estudo do clima marciano, as regiões polares são ideais, embora bem diferentes da rochosa planície aluvial em que a Mars Pathfinder pousou dois anos atrás. É nas regiões polares que ocorrem os extremos sazonais. Acredita-se que tempestades sazonais de pó depositem uma fina camada de poeira nas regiões polares. Quando chega o inverno, o pó fica congelado debaixo do gelo de dióxido de carbono e água. Com o passar do tempo, muitas camadas se acumularam. “Essas camadas preservam um registro da história climática de [Marte]”, diz Ralph Lorenz, da Universidade do Arizona, EUA. Os especialistas acreditam que a exploração desse novo território será um passo significativo na pesquisa de Marte. Como assim? O que a sonda fará depois de pousar?
Visto de cima
O Mars Climate Orbiter foi lançado em 11 de dezembro de 1998, do Centro Espacial Kennedy, em cabo Canaveral, Flórida, EUA, e iniciou sua jornada de nove meses até Marte. Ele deverá manter uma órbita a 400 quilômetros de altitude, monitorando dali a atmosfera, os acidentes geográficos e as calotas polares do planeta. As observações deverão continuar por um ano marciano, isto é, 687 dias terrestres.
A missão dessa sonda inclui observar o aspecto e o movimento do pó e do vapor d’água atmosféricos em Marte. Deverá monitorar também as mudanças sazonais na superfície do planeta. As imagens detalhadas dos acidentes geográficos poderão dar aos cientistas pistas importantes sobre o clima do planeta no passado. Além disso, esses dados talvez revelem mais informações sobre possíveis reservas de água líquida sob a superfície de Marte.
A sonda também servirá de satélite de comunicação para seu companheiro, o Mars Polar Lander. Ele foi lançado em 3 de janeiro de 1999 e está programado para chegar a Marte no início de dezembro deste ano. Mas onde pousar para se obter os melhores resultados?
A missão dessa sonda inclui observar o aspecto e o movimento do pó e do vapor d’água atmosféricos em Marte. Deverá monitorar também as mudanças sazonais na superfície do planeta. As imagens detalhadas dos acidentes geográficos poderão dar aos cientistas pistas importantes sobre o clima do planeta no passado. Além disso, esses dados talvez revelem mais informações sobre possíveis reservas de água líquida sob a superfície de Marte.
A sonda também servirá de satélite de comunicação para seu companheiro, o Mars Polar Lander. Ele foi lançado em 3 de janeiro de 1999 e está programado para chegar a Marte no início de dezembro deste ano. Mas onde pousar para se obter os melhores resultados?
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