Tendo acesso às tabelas de Brahe sobre as observações planetárias, Kepler estudou os movimentos cósmicos e tirou conclusões com base no que viu. Sua genialidade para números era acompanhada de determinação e incansável curiosidade. A extraordinária capacidade dele para o trabalho ficou evidente pelos 7.200 cálculos complexos que completou ao estudar as tabelas de observações sobre o planeta Marte.
E foi o planeta Marte que primeiro chamou a atenção de Kepler. Um estudo meticuloso das tabelas mostrou que Marte girava em torno do Sol, mas não descrevendo um círculo. A única forma orbital que correspondia às observações era uma elipse, onde o Sol ocupava um dos focos. Mas Kepler percebeu que a chave para desvendar os segredos dos céus era o planeta Terra, não Marte. Segundo o professor Max Caspar, “o espírito inventivo de Kepler motivou-o a dar um toque de gênio”. Ele fez uso incomum das tabelas. Em vez de usá-las para pesquisar Marte, Kepler imaginou a si mesmo em pé nesse planeta, olhando para a Terra. Calculou que a velocidade da Terra variava na proporção inversa à sua distância do Sol.
Kepler entendeu então que o Sol não era simplesmente o centro do sistema solar, mas que também atuava como ímã, girando em torno de seu eixo e exercendo força no movimento dos planetas. Caspar escreveu: “Esse foi o conceito novo e extraordinário em que ele baseou suas pesquisas a partir de então e que o levou à descoberta de suas leis.” Para Kepler, os planetas eram todos corpos físicos, governados harmoniosamente por um conjunto uniforme de leis. O que aprendeu sobre Marte e a Terra também devia aplicar-se a todos os planetas. Assim, ele chegou à conclusão de que cada planeta gira em volta do Sol numa órbita elíptica, a uma velocidade que varia em relação à sua distância do Sol.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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