Em 1994, o recém-consertado Telescópio Espacial Hubble deu uma olhada mais de perto na “vizinha” galáxia M87, distante uns 50 milhões de anos-luz. Com seus sistemas ópticos mais modernos, o Hubble detectou um redemoinho de gás no centro da M87, que girava ao redor de algum objeto a uma velocidade alucinante de 2 milhões de quilômetros por hora. O que poderia fazer o gás atingir uma velocidade dessas? Os cálculos demonstraram que o objeto dentro do redemoinho deve ter uma massa igual a pelo menos dois bilhões de sóis. Mas ele está espremido num espaço “pequeno”, do tamanho do Sistema Solar. A única coisa que os cientistas podem imaginar que se ajustaria a essa descrição é um buraco negro supermaciço.
Outros possíveis buracos negros já foram detectados no centro de várias galáxias “das redondezas”, incluindo a nossa vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, que fica “apenas” a cerca de dois milhões de anos-luz. Mas talvez haja um buraco negro gigante ainda mais perto de nós do que o de Andrômeda. Observações recentes sugerem que pode haver um enorme buraco negro no centro da nossa galáxia, a Via-Láctea. Alguma coisa numa região pequena, com massa estimada em 2,4 milhões de sóis, está fazendo as estrelas perto do centro da nossa galáxia orbitar ao seu redor a velocidades absurdas. O físico Thorne diz: “A evidência, acumulada gradualmente durante os anos 80, sugere que esses buracos existem não só no centro da maioria dos quasares e das galáxias que emitem ondas de rádio, mas também no núcleo da maioria das galáxias grandes, normais (que não emitem ondas de rádio), como a Via-Láctea e Andrômeda.”
Os cientistas encontraram mesmo buracos negros? É possível. Sem dúvida, descobriram objetos muito estranhos na constelação de Cygnus e em outros lugares, que hoje podem ser mais bem explicados como buracos negros. Mas novos dados também podem refutar as teorias comumente aceitas.
Há mais de 3.500 anos, Deus perguntou a Jó: “Chegaste a conhecer os estatutos dos céus?” (Jó 38:33) Apesar do impressionante progresso científico, essa pergunta ainda é oportuna. Afinal, quando o homem começa a achar que entende o Universo, alguma observação nova e inesperada surge para perturbar suas teorias cuidadosamente preparadas. No ínterim, podemos nos maravilhar observando as constelações e nos deleitar com a sua beleza!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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