Mesmo que a viagem espacial aos planetas e estrelas fosse prática e segura, será sábia agora? É sábio gastar tanto tempo, energia e dinheiro em projetos espaciais, quando a nossa sociedade está caindo aos pedaços?
Por exemplo, se mora em qualquer grande cidade, pergunte a si mesmo: Será que o passeio na lua ajudou a tornar possível que o leitor ande na rua depois do anoitecer sem temer os atacantes pelas costas, os ladrões e os estupradores?
Se é pessoa pobre, será que quaisquer aventuras espaciais o ajudaram a lhe fornecer roupa, alimento, moradia decente ou educação?
Se está doente, será que o esforço de colocar homens no espaço lhe trouxe quaisquer benefícios médicos? Ajudou-o a prolongar a vida, a curar o câncer, a minorar as doenças cardíacas?
O projeto lunar custou aos EUA NCr$ 108.000.000.000,00. Isto poderia ter construído 2.400.000 casas, cada uma custando NCr$ 45.000,00, o que, na maioria dos países, seria uma casa de luxo. Acha que 2.400.000 famílias pobres se sentem mais felizes com o passeio na lua, ou se teriam sentido mais felizes por saírem de suas favelas infestadas de ratos e baratas para uma bonita casa?
Newsweek, de 7 de julho de 1969, comentava: “A ambiciosa missão da Apolo-11 . . . lembra ao homem quão miseravelmente falhou em pôr em ordem outras missões — no Vietnam, nas cidades, nas favelas, na qualidade do ambiente natural, nos campuses, e nos subúrbios todos de casinhas monotonamente iguais.”
É por isso que o filósofo Lewis Mumford chamou o projeto espacial de “colossal perversão de energia, de idéias e de outros preciosos recursos humanos”. Adicionou: “Qualquer quilômetro quadrado de terra habitada tem mais significado para o futuro do homem do que todos os planetas de nosso sistema solar.” Também disse: “A exploração espacial, realisticamente avaliada, é somente um esforço sofisticado de se fugir das realidades humanas, promovida pelas mentalidades da Era das Pirâmides, utilizando a nossa avançada tecnologia da Era Nuclear, a fim de cumprir as suas ainda adolescentes — ou, mais corretamente, infantis — fantasias de se exercer absoluto poder sobre a natureza e a humanidade.”
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário