sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Que Dizer de Outros Planetas?

A União Soviética enviou pelo menos dez missões àquele planeta envolto em nuvens, chamado Vênus. Sua missão Venera-8 habilitou-a a pousar instrumentos na Superfície do planeta, que transmitiram sinais durante cinqüenta minutos em julho de 1972. O que se descobriu?

“A mais significativa das revelações da Venera”, relatou a revista Time de 25 de setembro de 1972, “é que a composição química de pelo menos parte da superfície é similar à da terra. O espectômetro de raios gama da Venera determinou que a área de pouso continha potássio radioativo, urânio e tório em aproximadamente a mesma proporção existente em muitas rochas vulcânicas terrestres. Isto, por sua vez, indica que Vênus, como a terra, Marte e a lua, são ‘diferenciados’ isto é, o planeta certa vez era bastante quente para que sua matéria amolecesse e fluísse. Nesse período, os elementos mais pesados se fixaram em direção ao núcleo, ao passo que os mais leves, levando com eles elementos radioativos, subiram para a superfície para formar uma crosta.”

Verificou-se que a atmosfera do planeta consistia principalmente de dióxido de carbono. Sua pressão atmosférica é noventa vezes ou mais superior à da terra.

Outra das descobertas relativas a Vênus tem que ver com as camadas de nuvens que envolvem o planeta, nuvens tão densas que os astrônomos jamais conseguiram ver sua superfície, mesmo com seus poderosos telescópios. Poderia alguma luz solar penetrar na cobertura de nuvens do planeta? Há muito se debatia isso. A missão soviética Venera-8 levava um fotômetro sensível a amplas variações de luminosidade. Disse Scientific American, de novembro de 1972: “O fotômetro mostrava que a luz solar é grandemente atenuada pela atmosfera, . . . e que certa luz solar realmente consegue penetrar na superfície, no lado do dia.” Disse a revista Time: “Os cientistas soviéticos conseguiram determinar que cerca de dois terços da radiação solar que atinge Vênus penetra na densa capa de nuvens e alcança a superfície.”

Os ventos em Vênus, segundo verificado, atingem quase 180 quilômetros por hora, numa altitude de 48 quilômetros. Isto é cerca da mesma velocidade que as correntes de jato terrestres. Perto da superfície, os ventos tinham apenas cerca de 6,5 quilômetros por hora.

Outra descoberta foi que o planeta não esfria em seus períodos noturnos. A atmosfera do planeta cria o que é chamado de “efeito de estufa” que impede que o calor escape à noite. Qual é a temperatura deste calor, e, em vista dela, poderia existir vida em Vênus?

Os sinais da sonda Venera-8 indicavam uma temperatura na superfície de Vênus de cerca de mais de 471,2° C. — mais de 121 graus acima do ponto de fundição do chumbo! Não é de admirar que o volume Science Year de 1972 relatasse: “Os sinais confirmavam os indícios prévios de que nenhum ser humano poderia sobreviver em Vênus, por causa das altas temperaturas e as esmagadoras pressões atmosféricas.”

Júpiter, o maior dos nove planetas em nosso sistema solar, é o alvo de uma sonda. Trata-se da sonda Pioneiro-10, lançada de Cabo Kennedy em 2 de março de 1972. Não se espera que o Pioneiro-10 atinja a vizinhança de Júpiter antes de dezembro de 1973, visto que a viagem envolve mais de 997 milhões de quilômetros. Mais sondas estão planejadas para Júpiter. Afirma uma notícia: “A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço planeja procurar vida no planeta com uma nave espacial planejada para passar perto dele em 1979.”

O que se aprendeu sobre os planetas até agora, como resultado das aventuras espaciais é, principalmente, que não são adequados à habitação humana, nem se encontrou nenhuma vida neles. Mas, a busca da vida no espaço exterior, pelos evolucionistas, prossegue.

Existem informações de peso a respeito da vida no espaço exterior? Podemos saber com certeza se há vida além da terra?

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