sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aventura e descobertas

Reportagens em jornais e revistas deram a milhões a oportunidade de ver fotos da superfície marciana batidas pela Pathfinder. Com a chegada de novas imagens de Marte, as pessoas na Terra se entretinham com as travessuras do jipinho errante, intrigavam-se com as fotos coloridas da paisagem pedregosa e amorreada, e deslumbravam-se com vistas das nuvens e pores-do-sol dos céus marcianos. Durante o primeiro mês da missão, a página da Pathfinder na Internet foi visitada mais de 500 milhões de vezes por interessados nas atividades da nave.

A Pathfinder produziu uma avalancha de dados, superando até as expectativas dos cientistas da missão. Isso apesar de operar em temperaturas que iam de gélido 0 grau Celsius a frígidos 80 graus Celsius negativos. O que a missão descobriu?

As câmeras e os instrumentos descobriram rochas, solos e, flutuando no ar, partículas de poeira de diversas composições químicas, cores e texturas, que indicam que há complexos processos geológicos operando em Marte. Pequenas dunas na paisagem circunvizinha atestam o acúmulo de grãos de areia depositados por ventos do nordeste. Antes de amanhecer, o céu exibia nuvens de partículas de gelo feito de água. Com a dissipação das nuvens e a chegada da manhã, o céu ganhava um tom avermelhado graças à fina poeira em suspensão na atmosfera. Vez por outra, remoinhos de poeira passavam sobre a nave.

Pode-se dizer que a Mars Pathfinder entreteu-nos com uma experiência que, literalmente, é de outro mundo. Os Estados Unidos e o Japão planejam outras missões a Marte para a próxima década. Um orbitador, o Mars Global Surveyor, já chegou a Marte para realizar novas pesquisas científicas. Com as visitas ao planeta vermelho, e as imagens obtidas por naves-robô, Marte sem dúvida se tornará um lugar cada vez mais conhecido. — Contribuído.

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