sexta-feira, 28 de maio de 2010

Um robô explora Marte

MINHA família e eu assistimos entusiasmados à decolagem do foguete que carregava a nave Mars Pathfinder, da plataforma de lançamento no Cabo Canaveral, na Flórida. ‘Será que ela vai conseguir pousar em Marte? Que descobertas fará?’, nos perguntávamos.

A preocupação com o êxito da Pathfinder (desbravadora, em inglês) devia-se em parte ao fracasso das duas missões anteriores a Marte — a Mars Observer e a Mars 96. Além disso, a Pathfinder iria tentar um pouso difícil, sem precedentes, no planeta.

A nave iniciou a descida na atmosfera marciana a quase 27.000 quilômetros por hora. Depois de abrir um pára-quedas para desacelerar e então baixar a uma altitude de cerca de 98 metros, ela acionou os retrofoguetes para reduzir ainda mais a velocidade de descida. Nesse meio tempo a nave foi envolvida por um colchão protetor composto de gigantescas bolsas de ar, cheias de gás. Em 4 de julho de 1997, a 65 quilômetros por hora, a Mars Pathfinder bateu no solo marciano.

O primeiro impacto fez a espaçonave ricochetear a uma altura de 15 metros. Depois de saltar como uma enorme bola de praia outras 15 vezes, parou. As bolsas de ar esvaziaram-se e foram recolhidas. Embora tivesse sido projetada para desvirar-se se fosse necessário, a Pathfinder acabou pousando com o lado certo para cima. Por fim, abriu suas pétalas, deixando à mostra instrumentos científicos, antenas de rádio, painéis solares e um minijipe chamado Sojourner.

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