O campo magnético da terra desvia muitos dos raios cósmicos primários de modo que nem sequer atingem a atmosfera da terra. Mas, os cientistas expressam grande preocupação quando pensam no que aconteceria à vida na terra se o campo magnético não existisse.
Há qualquer perigo de o campo magnético da terra não agir como almofada, como protetor? Sim. Reconhecem em geral os cientistas que o campo magnético da terra se tem invertido muitas vezes, enfraquecendo-se temporariamente nesse processo. Diz-se que o campo magnético até mesmo ficou completamente desligado no passado! E muitos cientistas acham que uma inversão do campo magnético está ocorrendo agora.
O que aconteceria se o campo magnético da terra se enfraquecesse consideravelmente no processo de uma inversão, ou se ficasse completamente desligado, até mesmo que por curto tempo? Os raios cósmicos primários que agora são desviados pelo campo magnético da terra atingiriam diretamente a nossa atmosfera. Ali haveria enorme acréscimo da radiação cósmica que atinge a terra.
Quanto mais ampla for a dose de raios cósmicos, tanto mais prejudicial seriam os seus efeitos. Na grande exposição, haveria efeitos bem observáveis sobre o sistema nervoso central e sobre os olhos. A hiperexcitabilidade, nos últimos estágios semelhante aos ataques epilépticos, períodos de estupor e incoerência, viriam em primeiro lugar. A morte se seguiria dentro de poucos dias.
Com menor radiação, embora ainda letal, os efeitos variariam. Em geral, haveria perda de apetite, náuseas, vômitos, seguidos de prostração, diarréia aquosa e sangrenta. Seguir-se-ia a febre alta. Os tecidos que formam o sangue seriam afetados, e, em questão de dias, a contagem dos glóbulos brancos decresceria drasticamente. Em resultado, o sangue perderia suas defesas naturais contra a infecção. A inflamação da parede intestinal se seguiria, junto com a inflamação de outras membranas mucosas do corpo. O sangue perderia sua habilidade de coagular, e hemorragias espontâneas, externas e internas, resultariam. O corpo começaria a perder os pêlos. Por fim, viria o delírio ou a coma, e daí, a morte.
Não haveria lugar de escape destas chuvas altamente incrementadas e penetrantes de raios cósmicos, se tal enfraquecimento do campo magnético da terra ocorresse. Nem mesmo a própria terra poderia fornecer um abrigo, visto que estas partículas penetrariam por quilômetros terra adentro.
Se, ao trazer o fim deste perverso sistema de coisas em breve, como a Bíblia prediz, o Criador, Deus, resolver usar os raios cósmicos como parte das forças destrutivas, então, o que se dara? Então, apenas o Criador poderia proteger as coisas vivas que ele resolver preservar. Isto ele poderia fazer facilmente, pois, ao passo que os raios cósmicos talvez constituam grande mistério para o homem, não são mistério algum pára o seu Criador, que pode controlá-los para cumprir seus propósitos. — Isa. 26:20; Sof. 2:3; Zac. 14:12.
domingo, 20 de junho de 2010
Que Efeito Sobre o Homem?
Não obstante, a cada minuto de toda hora, vinte e quatro horas por dia, uma chuva de raios cósmicos secundários o atravessa e tudo o mais que há na terra. Que efeito tem isto sobre o homem?
Os cientistas não têm resposta definitiva para esta pergunta. No entanto, visto que os raios cósmicos são uma forma de radiação, tem-se sugerido que poderiam causar mudanças na hereditariedade. Deveras, suficiente de tal radiação poderia não só causar dano às células vivas, mas matar também a pessoa. Entretanto, não há tanta dessa radiação cósmica letal que atinja agora a terra.
Ao passo que não é certo que efeito de longo alcance tem a radiação cósmica sobre o homem, vale a pena notar-se que, pouco depois do dilúvio dos dias de Noé em 2370 A. E. C., a duração de vida do homem sofreu dramática queda. Antes do Dilúvio, algumas pessoa viveram por mais de 900 anos. (Gên. 5:5, 8, 11, 14, 20, 27) Todavia, cerca de 800 anos depois do Dilúvio a duração da vida tinha sido reduzida para cerca de setenta anos, ao que é agora. — Sal. 90:10.
Que isto tem a ver com os raios cósmicos? Visto que os raios cósmicos primários são impedidos de atingir a terra diretamente pela atmosfera relativamente tênue da terra, é possível que fossem ainda mais efetivamente absorvidos antes do Dilúvio. Como assim? Porque a Bíblia mostra que havia um dossel d’água bem acima da terra. Foi esta água que desceu e causou o Dilúvio. (Gên. 7:11, 12; 8:2) Este dossel d’água pré-diluviano provavelmente teria impedido os raios cósmicos primários muito mais efetivamente do que agora. Assim, é possível que a duração da vida do homem, drasticamente reduzida depois do Dilúvio, talvez se deva, em parte, ao bombardeio mais desimpedido dos raios cósmicos em nossa atmosfera.
Demasiada exposição à radiação cósmica causa dano ao tecido vivo. Assim, os cientistas se preocupam quando os astronautas, em vôos para a lua, deixam a atmosfera protetora da terra. Enfrentam direta exposição, não apenas aos raios cósmicos secundários, mas aos mais poderosos raios cósmicos primários. Um vôo de alguns dias talvez não produza efeitos prejudiciais observáveis. Mas, um vôo de semanas poderia ser diferente. Qualquer revestimento protetor em sua espaçonave talvez não fosse completamente eficaz. Os fortes raios cósmicos primários que atingem os átomos da cobertura protetora lançariam chuvas de raios cósmicos secundários que facilmente penetrariam nos astronautas.
Além disso, um grande perigo na viagem espacial reside nas chuvas de raios cósmicos que se originam das protuberâncias solares. Estes estão além da habilidade de predição dos cientistas. Assim, se os astronautas estiverem fora da atmosfera e do campo magnético da terra, quando ocorrer uma súbita e gigantesca protuberância solar, poderiam ver-se engolfados durante dias numa enorme chuva de raios cósmicos.
Os cientistas não têm resposta definitiva para esta pergunta. No entanto, visto que os raios cósmicos são uma forma de radiação, tem-se sugerido que poderiam causar mudanças na hereditariedade. Deveras, suficiente de tal radiação poderia não só causar dano às células vivas, mas matar também a pessoa. Entretanto, não há tanta dessa radiação cósmica letal que atinja agora a terra.
Ao passo que não é certo que efeito de longo alcance tem a radiação cósmica sobre o homem, vale a pena notar-se que, pouco depois do dilúvio dos dias de Noé em 2370 A. E. C., a duração de vida do homem sofreu dramática queda. Antes do Dilúvio, algumas pessoa viveram por mais de 900 anos. (Gên. 5:5, 8, 11, 14, 20, 27) Todavia, cerca de 800 anos depois do Dilúvio a duração da vida tinha sido reduzida para cerca de setenta anos, ao que é agora. — Sal. 90:10.
Que isto tem a ver com os raios cósmicos? Visto que os raios cósmicos primários são impedidos de atingir a terra diretamente pela atmosfera relativamente tênue da terra, é possível que fossem ainda mais efetivamente absorvidos antes do Dilúvio. Como assim? Porque a Bíblia mostra que havia um dossel d’água bem acima da terra. Foi esta água que desceu e causou o Dilúvio. (Gên. 7:11, 12; 8:2) Este dossel d’água pré-diluviano provavelmente teria impedido os raios cósmicos primários muito mais efetivamente do que agora. Assim, é possível que a duração da vida do homem, drasticamente reduzida depois do Dilúvio, talvez se deva, em parte, ao bombardeio mais desimpedido dos raios cósmicos em nossa atmosfera.
Demasiada exposição à radiação cósmica causa dano ao tecido vivo. Assim, os cientistas se preocupam quando os astronautas, em vôos para a lua, deixam a atmosfera protetora da terra. Enfrentam direta exposição, não apenas aos raios cósmicos secundários, mas aos mais poderosos raios cósmicos primários. Um vôo de alguns dias talvez não produza efeitos prejudiciais observáveis. Mas, um vôo de semanas poderia ser diferente. Qualquer revestimento protetor em sua espaçonave talvez não fosse completamente eficaz. Os fortes raios cósmicos primários que atingem os átomos da cobertura protetora lançariam chuvas de raios cósmicos secundários que facilmente penetrariam nos astronautas.
Além disso, um grande perigo na viagem espacial reside nas chuvas de raios cósmicos que se originam das protuberâncias solares. Estes estão além da habilidade de predição dos cientistas. Assim, se os astronautas estiverem fora da atmosfera e do campo magnético da terra, quando ocorrer uma súbita e gigantesca protuberância solar, poderiam ver-se engolfados durante dias numa enorme chuva de raios cósmicos.
Raios Cósmicos Secundários
Conforme observado antes, os raios cósmicos que se originam fora do sistema solar, e também os do sol, são chamados de raios cósmicos primários. Nenhum destes realmente atinge direto a terra. Com efeito, muitos que se dirigem para a terra jamais a atingem, ao serem desviados pelo campo magnético da terra.
As partículas primárias que não são desviadas, viajando quase à velocidade da luz, só chegam até à atmosfera superior da terra. Ali, colidem com átomos de ar, tais como de oxigênio e nitrogênio.
Quando ocorre tal colisão, começa uma reação em cadeia. O raio cósmico primário, usualmente um próton de hidrogênio, despedaça o átomo de ar com que se choca. Isto produz uma chuva de partículas atômicas. Estas, por sua vez, continuam a chocar-se com outros átomos e partículas. Um raio cósmico primário que se lance sobre um átomo de ar produz assim, talvez, uma chuva de milhões ou até mesmo bilhões de outras partículas de alta velocidade, poderosos raios cósmicos secundários.
Uma de tais chuvas de raios cósmicos secundários registrada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts produziu cerca de dez bilhões de partículas de raios cósmicos secundários! O raio primário que deu início à chuva, segundo se disse, deveria ter uma energia entre vinte e quarenta quintilhões de eléctron-volts (20 a 40.000.000.000 Bev), fantástica demonstração de energia! Naquele tempo, isto era mais do que 500 milhões de vezes a energia produzida pelo desintegrador atômico mais poderoso do mundo. Esta gigantesca chuva de raios cósmicos secundários ocorreu, segundo os cientistas, em dez milionésimos de um segundo!
Assim, a constante chuva de raios cósmicos que atinge a terra se compõe destas partículas secundárias, prole dos raios cósmicos primários que chegam. São estas partículas secundárias que penetram quilômetros de rocha maciça. E, ao passo que a matéria altamente condensada, conhecida como chumbo, pode parar a maioria dos outros tipos de radiações, não pode parar a penetração destes raios cósmicos secundários.
Todavia, a energia total da radiação que realmente atinge a terra é apenas uma fração da que chega, pois até mesmo grande parte da radiação secundária é absorvida pela atmosfera inferior.
As partículas primárias que não são desviadas, viajando quase à velocidade da luz, só chegam até à atmosfera superior da terra. Ali, colidem com átomos de ar, tais como de oxigênio e nitrogênio.
Quando ocorre tal colisão, começa uma reação em cadeia. O raio cósmico primário, usualmente um próton de hidrogênio, despedaça o átomo de ar com que se choca. Isto produz uma chuva de partículas atômicas. Estas, por sua vez, continuam a chocar-se com outros átomos e partículas. Um raio cósmico primário que se lance sobre um átomo de ar produz assim, talvez, uma chuva de milhões ou até mesmo bilhões de outras partículas de alta velocidade, poderosos raios cósmicos secundários.
Uma de tais chuvas de raios cósmicos secundários registrada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts produziu cerca de dez bilhões de partículas de raios cósmicos secundários! O raio primário que deu início à chuva, segundo se disse, deveria ter uma energia entre vinte e quarenta quintilhões de eléctron-volts (20 a 40.000.000.000 Bev), fantástica demonstração de energia! Naquele tempo, isto era mais do que 500 milhões de vezes a energia produzida pelo desintegrador atômico mais poderoso do mundo. Esta gigantesca chuva de raios cósmicos secundários ocorreu, segundo os cientistas, em dez milionésimos de um segundo!
Assim, a constante chuva de raios cósmicos que atinge a terra se compõe destas partículas secundárias, prole dos raios cósmicos primários que chegam. São estas partículas secundárias que penetram quilômetros de rocha maciça. E, ao passo que a matéria altamente condensada, conhecida como chumbo, pode parar a maioria dos outros tipos de radiações, não pode parar a penetração destes raios cósmicos secundários.
Todavia, a energia total da radiação que realmente atinge a terra é apenas uma fração da que chega, pois até mesmo grande parte da radiação secundária é absorvida pela atmosfera inferior.
O Que os Torna Tão Poderosos?
Uma coisa é certa, porém. Os raios cósmicos primários que se originam fora de nosso sistema solar são extremamente poderosos. Atingem a atmosfera da terra com força quase incrível. Como é que chegaram a adquirir tal força?
Alguns cientistas acham que adquirem sua força ao serem inicialmente lançados como jatos de partículas das supernovas, ou estrelas em explosão. Mas, outros acham que os raios cósmicos atingem suas velocidades e obtêm sua força de outra forma.
Através do espaço interstelar há campos magnéticos e enormes nuvens magnéticas de gás. Algumas partículas acontecem cair nestes campos magnéticos e nuvens magnéticas de gás, ou próximas deles exatamente no ângulo certo. Se permanecerem na direção correta por tempo suficiente, são projetadas a maiores velocidades, ganhando maior energia. Em seu percurso através da galáxia, tais partículas entram em contato com ainda outros campos e nuvens magnéticas e recebem ainda maior impulso.
Poderemos comparar isto a uma pessoa que chuta uma bola. Começando a rolar vagarosamente, imagine que passe por outra pessoa que também dê outro chute nela, de modo que a bola role mais rápido. Repita-se isto até que a bola atinja a velocidade máxima. De forma um tanto similar, à medida que os núcleos dos átomos percorrem o espaço, alguns são captados na forma exata pelos vários campos magnéticos no espaço e são impulsionados cada vez mais rapidamente até que sua velocidade se aproxime à da luz. Agora contêm tremenda energia. Tornaram-se raios cósmicos. Pelo menos, este é o processo que alguns cientistas favorecem como sendo a resposta.
Alguns cientistas acham que adquirem sua força ao serem inicialmente lançados como jatos de partículas das supernovas, ou estrelas em explosão. Mas, outros acham que os raios cósmicos atingem suas velocidades e obtêm sua força de outra forma.
Através do espaço interstelar há campos magnéticos e enormes nuvens magnéticas de gás. Algumas partículas acontecem cair nestes campos magnéticos e nuvens magnéticas de gás, ou próximas deles exatamente no ângulo certo. Se permanecerem na direção correta por tempo suficiente, são projetadas a maiores velocidades, ganhando maior energia. Em seu percurso através da galáxia, tais partículas entram em contato com ainda outros campos e nuvens magnéticas e recebem ainda maior impulso.
Poderemos comparar isto a uma pessoa que chuta uma bola. Começando a rolar vagarosamente, imagine que passe por outra pessoa que também dê outro chute nela, de modo que a bola role mais rápido. Repita-se isto até que a bola atinja a velocidade máxima. De forma um tanto similar, à medida que os núcleos dos átomos percorrem o espaço, alguns são captados na forma exata pelos vários campos magnéticos no espaço e são impulsionados cada vez mais rapidamente até que sua velocidade se aproxime à da luz. Agora contêm tremenda energia. Tornaram-se raios cósmicos. Pelo menos, este é o processo que alguns cientistas favorecem como sendo a resposta.
De Onde Vêm?
Durante anos, a origem dos raios cósmicos primários era questão disputada. Ainda é.
Alguns achavam que provinham do sol. Outros criam que provinham de explosões de estrelas (supernovas) em nossa galáxia da Via Láctea. Ainda outros diziam que alguns se originavam em outras galáxias. Sugeriu-se também que a radiação cósmica talvez tivesse ficado da explosão de uma bola de fogo original que deu origem ao universo.
Em princípios da década de 1940, observou-se que o nosso sol produzia raios cósmicos relativamente “brandos” durante as protuberâncias solares. As protuberâncias solares resultam das manchas solares, que podem ser assemelhadas a “tempestades” magnéticas e elétricas na face do sol. Durante estas protuberâncias solares, enormes quantidades de partículas, principalmente núcleos de hidrogênio, são lançadas no espaço. Algumas destas partículas atingem a velocidade e a energia que as colocam na categoria de raios cósmicos primários.
Não obstante, isto não resolveu o problema. Por que não? Porque, até mesmo quando não havia protuberâncias solares, ainda havia intensa radiação cósmica que atingia a terra.
Por isso, chegaram-se às seguintes conclusões: (1) As protuberâncias solares são muito infreqüentes para constituírem a fonte de tal bombardeio constante de raios cósmicos; (2) muitas protuberâncias solares produzem raios cósmicos com energias muito inferiores às que são normalmente encontradas; (3) a reação química de uma barragem solar de raios cósmicos é diferente, visto que o hélio está quase que completamente ausente, ao passo que cerca de 9 por cento dos outros raios cósmicos se compõem de hélio. E, por fim, (4) os raios cósmicos de energia muito elevada atingem a atmosfera da terra, provenientes de todas as direções, e não apenas da direção do sol.
Por tais razões, concluiu-se que o sol contribui não mais do que pequena parte do bombardeio total de radiação cósmica sobre a atmosfera terrestre. Mas, então, de onde provém estes outros raios cósmicos mais poderosos? Embora não se saiba definitivamente, alguns acham que a maioria deles se origina no seio de nossa própria galáxia, a Via Láctea. Muitos cientistas acham que as fontes são estrelas “em explosão”, chamadas supernovas. Pensa-se que estas lançam os núcleos dos elementos, principalmente hidrogênio, no espaço sideral.
Não obstante, há cientistas que acham que os núcleos mais pesados de alguns raios cósmicos são tão poderosos que poderiam ter escapado de outras galáxias e chegado à nossa, assim, a fonte estaria fora de nossa Via Láctea. Daí, conforme observado anteriormente, alguns sustentam que nossa galáxia talvez esteja saturada de raios cósmicos em resultado da explosão da bola de fogo original que se expandiu para se tornar o inteiro universo.
Seja qual for sua origem, pensa-se que tais partículas percorrem uma trilha reta através do espaço interestelar até que sejam desviadas por vários campos magnéticos, tais como os das nuvens gasosas. Ao percorrerem a galáxia, talvez sejam desviadas muitas vezes, até que percorram uma trilha completamente diferente, e a uma velocidade completamente diferente do que quando começaram. Isto é fornecido como a razão pela qual os raios cósmicos do espaço sideral atingem a terra provenientes de todas as direções.
Alguns achavam que provinham do sol. Outros criam que provinham de explosões de estrelas (supernovas) em nossa galáxia da Via Láctea. Ainda outros diziam que alguns se originavam em outras galáxias. Sugeriu-se também que a radiação cósmica talvez tivesse ficado da explosão de uma bola de fogo original que deu origem ao universo.
Em princípios da década de 1940, observou-se que o nosso sol produzia raios cósmicos relativamente “brandos” durante as protuberâncias solares. As protuberâncias solares resultam das manchas solares, que podem ser assemelhadas a “tempestades” magnéticas e elétricas na face do sol. Durante estas protuberâncias solares, enormes quantidades de partículas, principalmente núcleos de hidrogênio, são lançadas no espaço. Algumas destas partículas atingem a velocidade e a energia que as colocam na categoria de raios cósmicos primários.
Não obstante, isto não resolveu o problema. Por que não? Porque, até mesmo quando não havia protuberâncias solares, ainda havia intensa radiação cósmica que atingia a terra.
Por isso, chegaram-se às seguintes conclusões: (1) As protuberâncias solares são muito infreqüentes para constituírem a fonte de tal bombardeio constante de raios cósmicos; (2) muitas protuberâncias solares produzem raios cósmicos com energias muito inferiores às que são normalmente encontradas; (3) a reação química de uma barragem solar de raios cósmicos é diferente, visto que o hélio está quase que completamente ausente, ao passo que cerca de 9 por cento dos outros raios cósmicos se compõem de hélio. E, por fim, (4) os raios cósmicos de energia muito elevada atingem a atmosfera da terra, provenientes de todas as direções, e não apenas da direção do sol.
Por tais razões, concluiu-se que o sol contribui não mais do que pequena parte do bombardeio total de radiação cósmica sobre a atmosfera terrestre. Mas, então, de onde provém estes outros raios cósmicos mais poderosos? Embora não se saiba definitivamente, alguns acham que a maioria deles se origina no seio de nossa própria galáxia, a Via Láctea. Muitos cientistas acham que as fontes são estrelas “em explosão”, chamadas supernovas. Pensa-se que estas lançam os núcleos dos elementos, principalmente hidrogênio, no espaço sideral.
Não obstante, há cientistas que acham que os núcleos mais pesados de alguns raios cósmicos são tão poderosos que poderiam ter escapado de outras galáxias e chegado à nossa, assim, a fonte estaria fora de nossa Via Láctea. Daí, conforme observado anteriormente, alguns sustentam que nossa galáxia talvez esteja saturada de raios cósmicos em resultado da explosão da bola de fogo original que se expandiu para se tornar o inteiro universo.
Seja qual for sua origem, pensa-se que tais partículas percorrem uma trilha reta através do espaço interestelar até que sejam desviadas por vários campos magnéticos, tais como os das nuvens gasosas. Ao percorrerem a galáxia, talvez sejam desviadas muitas vezes, até que percorram uma trilha completamente diferente, e a uma velocidade completamente diferente do que quando começaram. Isto é fornecido como a razão pela qual os raios cósmicos do espaço sideral atingem a terra provenientes de todas as direções.
O Que São os Raios Cósmicos
Por mais de meio século, os cientistas têm perscrutado os mistérios dos raios cósmicos. Em 1912, o falecido Victor F. Hess, físico austríaco, voou sobre a Europa num balão, a altitudes de mais de 4.800 metros. Procurava mais informações sobre a fonte de misteriosa radiação detectada em experiências de laboratório. Baseado em medidas tomadas no vôo, disse:
“Os resultados de minhas observações são melhor explicados pela suposição de que a radiação de grande poder penetrativo entra em nossa atmosfera proveniente de cima.”
Em 1925, o físico estadunidense, Robert A. Millikan, denominou a radiação de “raios cósmicos”, porque se originavam no “cosmos” ou universo. Nas décadas desde então, a natureza dos raios cósmicos tem sido mui razoavelmente determinada.
Descobriu-se que a maioria dos raios cósmicos primários são núcleos de átomos. Trata-se de átomos que foram despojados de seus elétrons orbitantes. Sem comparação, os mais abundantes são os de hidrogênio, o elemento mais leve conhecido ao homem. Seus núcleos contêm apenas um próton. Assim, a grande maioria dos raios cósmicos primários, cerca de 90 por cento, são prótons de hidrogênio.
Cerca de 9 por cento dos raios cósmicos primários são os núcleos do seguinte elemento mais leve, o hélio. O restante 1 por cento são núcleos de átomos mais pesados. Quanto mais pesado for o núcleo, tanto mais raramente se encontram em forma de raios cósmicos.
Não obstante, grande parte do espaço no universo contém enormes nuvens de hidrogênio, compostas dos núcleos de átomos de hidrogênio. São raios cósmicos todas estas partículas?
Não, pois a fim de ser classificada como raio cósmico primário, uma partícula precisa ser acelerada a grandíssima velocidade e energia. As nuvens de gás de hidrogênio no universo não possuem tal velocidade e energia. Talvez ilustremos isso por pensar em uma barra de ferro pousada no solo. Tem energia potencial, mas precisa ser posta em movimento. Se apanhar essa barra de ferro e bater em algo com ela, então tem grande poder, até mesmo de rebentar o objeto contra o qual bateu. Os núcleos de hidrogênio nas nuvens de gás podem ser comparados a isso. Têm o potencial para se tornar raios cósmicos primários, mas não se tornam tais a menos que sejam acelerados a altíssimas velocidades, que estariam bem próximas da velocidade da luz, de 300.000 quilômetros por segundo!
Será que há um mínimo de energia que certa partícula tem de ter para ser classificada como raio cósmico? Escrevendo em Scientific American, de fevereiro de 1969, V. G. Ginzburg, professor do Instituto de Física e Técnica em Moscou, declarou:
“Embora não haja acordo universal quanto à energia cinética mínima que uma partícula tem de ter para ser chamada de raio cósmico, eu estabelecerei arbitrariamente que tal mínimo deve ser de 100 milhões de eléctron-volts.”
Calcula-se que o raio cósmico médio tem energia de cerca de 10 bilhões de eléctron-volts (10 Bev). Alguns sugerem energia muito mais elevada, chegando até a um quintilhão de eléctron-volts (1.000.000.000 Bev). E alguns têm deixado registrados que eram de vinte a quarenta vezes mais poderosos do que isso! Quão poderoso é tudo isto? Tenha presente que o aparelho médio doméstico opera apenas com 120 volts!
“Os resultados de minhas observações são melhor explicados pela suposição de que a radiação de grande poder penetrativo entra em nossa atmosfera proveniente de cima.”
Em 1925, o físico estadunidense, Robert A. Millikan, denominou a radiação de “raios cósmicos”, porque se originavam no “cosmos” ou universo. Nas décadas desde então, a natureza dos raios cósmicos tem sido mui razoavelmente determinada.
Descobriu-se que a maioria dos raios cósmicos primários são núcleos de átomos. Trata-se de átomos que foram despojados de seus elétrons orbitantes. Sem comparação, os mais abundantes são os de hidrogênio, o elemento mais leve conhecido ao homem. Seus núcleos contêm apenas um próton. Assim, a grande maioria dos raios cósmicos primários, cerca de 90 por cento, são prótons de hidrogênio.
Cerca de 9 por cento dos raios cósmicos primários são os núcleos do seguinte elemento mais leve, o hélio. O restante 1 por cento são núcleos de átomos mais pesados. Quanto mais pesado for o núcleo, tanto mais raramente se encontram em forma de raios cósmicos.
Não obstante, grande parte do espaço no universo contém enormes nuvens de hidrogênio, compostas dos núcleos de átomos de hidrogênio. São raios cósmicos todas estas partículas?
Não, pois a fim de ser classificada como raio cósmico primário, uma partícula precisa ser acelerada a grandíssima velocidade e energia. As nuvens de gás de hidrogênio no universo não possuem tal velocidade e energia. Talvez ilustremos isso por pensar em uma barra de ferro pousada no solo. Tem energia potencial, mas precisa ser posta em movimento. Se apanhar essa barra de ferro e bater em algo com ela, então tem grande poder, até mesmo de rebentar o objeto contra o qual bateu. Os núcleos de hidrogênio nas nuvens de gás podem ser comparados a isso. Têm o potencial para se tornar raios cósmicos primários, mas não se tornam tais a menos que sejam acelerados a altíssimas velocidades, que estariam bem próximas da velocidade da luz, de 300.000 quilômetros por segundo!
Será que há um mínimo de energia que certa partícula tem de ter para ser classificada como raio cósmico? Escrevendo em Scientific American, de fevereiro de 1969, V. G. Ginzburg, professor do Instituto de Física e Técnica em Moscou, declarou:
“Embora não haja acordo universal quanto à energia cinética mínima que uma partícula tem de ter para ser chamada de raio cósmico, eu estabelecerei arbitrariamente que tal mínimo deve ser de 100 milhões de eléctron-volts.”
Calcula-se que o raio cósmico médio tem energia de cerca de 10 bilhões de eléctron-volts (10 Bev). Alguns sugerem energia muito mais elevada, chegando até a um quintilhão de eléctron-volts (1.000.000.000 Bev). E alguns têm deixado registrados que eram de vinte a quarenta vezes mais poderosos do que isso! Quão poderoso é tudo isto? Tenha presente que o aparelho médio doméstico opera apenas com 120 volts!
Os misteriosos raios cósmicos
OS CIENTISTAS demonstram reverência para com os raios cósmicos. São, sem comparação, as partículas mais poderosas conhecidas pelo homem. Contêm milhões de vezes mais energia do que quaisquer outras partículas que os maiores aceleradores de átomos do homem possam produzir.
Tais raios, conhecidos como raios cósmicos “primários”, bombardeiam a atmosfera terrestre dia e noite. Colidem com os átomos que constituem os vários elementos da atmosfera. Tal colisão produz uma chuva explosiva de raios cósmicos “secundários”. São estes raios “secundários” que então mergulham velozmente para a superfície da terra.
Os raios cósmicos secundários penetram em tudo, inclusive em quilômetros de rocha, até mesmo em chumbo. Com efeito, agora mesmo, ao ler esta página, os raios cósmicos secundários penetram em cada centímetro quadrado do próprio leitor, na proporção de cerca de dez por minuto!
O que são exatamente os misteriosos raios cósmicos primários? De onde provêm? O que os torna tão poderosos? Que efeito têm sobre o homem?
Tais raios, conhecidos como raios cósmicos “primários”, bombardeiam a atmosfera terrestre dia e noite. Colidem com os átomos que constituem os vários elementos da atmosfera. Tal colisão produz uma chuva explosiva de raios cósmicos “secundários”. São estes raios “secundários” que então mergulham velozmente para a superfície da terra.
Os raios cósmicos secundários penetram em tudo, inclusive em quilômetros de rocha, até mesmo em chumbo. Com efeito, agora mesmo, ao ler esta página, os raios cósmicos secundários penetram em cada centímetro quadrado do próprio leitor, na proporção de cerca de dez por minuto!
O que são exatamente os misteriosos raios cósmicos primários? De onde provêm? O que os torna tão poderosos? Que efeito têm sobre o homem?
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Deus, projeto e as constantes da física
Quais são algumas dessas constantes fundamentais da física essenciais à vida no Universo? Um artigo no jornal The Orange County Register, de 8 de janeiro de 1995, alistou algumas dessas constantes. Frisou a fina sintonização que tem de existir entre esses componentes, declarando: “Os valores quantitativos de muitas constantes físicas básicas que definem o Universo — por exemplo, a carga de um elétron, a velocidade fixa da luz ou o coeficiente de energia de forças fundamentais na natureza — são espetacularmente precisos, alguns até a 120 casas decimais. O desenvolvimento de um Universo que gera vida é extremamente sensível a essas especificações. A menor variação — um nanosegundo aqui, um angstrom ali — e o Universo pode muito bem morrer e ficar estéril.”
Daí, o autor do artigo disse algo que não é comum dizer: “Parece mais razoável presumir que alguma misteriosa propensão se esconde dentro do processo, talvez na ação de um poder inteligente e proposital que ajustou com precisão o Universo em preparação da nossa chegada.”
George Greenstein, professor de Astronomia e Cosmologia, forneceu uma lista mais longa dessas constantes físicas em seu livro The Symbiotic Universe. Na alistagem figuram constantes tão bem ajustadas que, se estivessem desajustadas no mais ínfimo grau, nenhum átomo, nenhuma estrela, nenhum universo jamais poderia existir. Detalhes dessas relações estão alistados no quadro acompanhante. É preciso que existam para que a vida física seja possível. São complexos, e talvez nem todos os leitores os entendam, mas são reconhecidos, além de muitos outros, pelos astrofísicos versados nesses assuntos.
À medida que essa lista aumentava, Greenstein se espantava. Ele disse: “Quantas coincidências! Quanto mais eu leio, tanto mais me convenço de que tais ‘coincidências’ de forma alguma poderiam ter acontecido por acaso. Mas, à medida que essa convicção aumentava, aumentava também algo mais. Mesmo agora é difícil expressar esse ‘algo mais’ em palavras. Foi uma convulsão intensa e, por vezes, quase de natureza física. Eu literalmente me contorcia devido ao desconforto . . . É possível que, subitamente, sem intenção, tenhamos nos deparado com a prova científica da existência de um Ser Supremo? Foi Deus quem interveio e, assim, providencialmente, esquematizou o cosmos para o nosso benefício?”
Atormentado e horrorizado com essa idéia, Greenstein logo se retratou, reassumiu a sua ortodoxia religiosa-científica, e proclamou: “Deus não é uma explicação.” Deus não é razão válida — a idéia de que Deus existe lhe era tão impalatável que ele não conseguia engoli-la!
Daí, o autor do artigo disse algo que não é comum dizer: “Parece mais razoável presumir que alguma misteriosa propensão se esconde dentro do processo, talvez na ação de um poder inteligente e proposital que ajustou com precisão o Universo em preparação da nossa chegada.”
George Greenstein, professor de Astronomia e Cosmologia, forneceu uma lista mais longa dessas constantes físicas em seu livro The Symbiotic Universe. Na alistagem figuram constantes tão bem ajustadas que, se estivessem desajustadas no mais ínfimo grau, nenhum átomo, nenhuma estrela, nenhum universo jamais poderia existir. Detalhes dessas relações estão alistados no quadro acompanhante. É preciso que existam para que a vida física seja possível. São complexos, e talvez nem todos os leitores os entendam, mas são reconhecidos, além de muitos outros, pelos astrofísicos versados nesses assuntos.
À medida que essa lista aumentava, Greenstein se espantava. Ele disse: “Quantas coincidências! Quanto mais eu leio, tanto mais me convenço de que tais ‘coincidências’ de forma alguma poderiam ter acontecido por acaso. Mas, à medida que essa convicção aumentava, aumentava também algo mais. Mesmo agora é difícil expressar esse ‘algo mais’ em palavras. Foi uma convulsão intensa e, por vezes, quase de natureza física. Eu literalmente me contorcia devido ao desconforto . . . É possível que, subitamente, sem intenção, tenhamos nos deparado com a prova científica da existência de um Ser Supremo? Foi Deus quem interveio e, assim, providencialmente, esquematizou o cosmos para o nosso benefício?”
Atormentado e horrorizado com essa idéia, Greenstein logo se retratou, reassumiu a sua ortodoxia religiosa-científica, e proclamou: “Deus não é uma explicação.” Deus não é razão válida — a idéia de que Deus existe lhe era tão impalatável que ele não conseguia engoli-la!
O que falta: a disposição de encarar fatos impalatáveis
A maioria dos cientistas — e isso inclui a maioria dos cosmólogos — endossa a teoria da evolução. Eles acham impalatáveis quaisquer palavras que atribuam à inteligência e ao objetivo um papel na criação, e se arrepiam diante da simples menção de Deus como Criador. Recusam-se até mesmo a considerar tal heresia. O Salmo 10:4 fala com desmérito da pessoa altiva que “não faz nenhuma pesquisa; todas as suas idéias são: ‘Não há Deus.’” A sua deidade criativa é o Acaso. Mas, à medida que o conhecimento aumenta e a teoria do acaso e da coincidência desmorona sob o crescente peso da evidência, os cientistas recorrem cada vez mais às hipóteses ‘proibidas’ — as de que existe inteligência e projeto no Universo. Veja estes exemplos:
“Evidentemente tem faltado um componente nos estudos cosmológicos. A origem do Universo, assim como a solução do cubo de Rubik, requer uma inteligência”, escreveu o astrofísico Fred Hoyle em seu livro The Intelligent Universe, na página 189.
“Quanto mais eu examino o Universo e estudo os pormenores de sua arquitetura, tanto mais evidência encontro de que o Universo, em certo sentido, deve ter sabido que nós estávamos chegando.” — Disturbing the Universe, de Freeman Dyson, página 250.
“Que particularidades do Universo eram essenciais para o surgimento de criaturas como nós, e será por coincidência, ou por alguma razão mais profunda, que o nosso Universo tem tais particularidades? . . . Existe algum plano mais profundo que garante que o Universo seja feito sob medida para a humanidade?” — Cosmic Coincidences, de John Gribbin e Martin Rees, páginas xiv, 4.
Fred Hoyle também comenta a respeito dessas propriedades na página 220 de seu já mencionado livro: “Tais propriedades parecem fazer parte do tecido do mundo natural, como um fio de felizes acidentes. Mas existem tantas dessas estranhas coincidências, essenciais à vida, que parece ser necessária alguma explicação para justificá-las.”
“O caso não é que apenas o homem seja adaptado ao Universo. O Universo é adaptado ao homem. Imagine um Universo em que uma ou outra das fundamentais constantes da física, não dimensionáveis, sofra de alguma maneira uma pequena porcentagem de alteração. O homem jamais poderia vir a existir nesse Universo. Esse é o ponto central do princípio antrópico. Segundo esse princípio, um fator vitalizador jaz no centro do inteiro mecanismo e projeto do mundo.” — The Anthropic Cosmological Principle, de John Barrow e Frank Tipler, página vii.
“Evidentemente tem faltado um componente nos estudos cosmológicos. A origem do Universo, assim como a solução do cubo de Rubik, requer uma inteligência”, escreveu o astrofísico Fred Hoyle em seu livro The Intelligent Universe, na página 189.
“Quanto mais eu examino o Universo e estudo os pormenores de sua arquitetura, tanto mais evidência encontro de que o Universo, em certo sentido, deve ter sabido que nós estávamos chegando.” — Disturbing the Universe, de Freeman Dyson, página 250.
“Que particularidades do Universo eram essenciais para o surgimento de criaturas como nós, e será por coincidência, ou por alguma razão mais profunda, que o nosso Universo tem tais particularidades? . . . Existe algum plano mais profundo que garante que o Universo seja feito sob medida para a humanidade?” — Cosmic Coincidences, de John Gribbin e Martin Rees, páginas xiv, 4.
Fred Hoyle também comenta a respeito dessas propriedades na página 220 de seu já mencionado livro: “Tais propriedades parecem fazer parte do tecido do mundo natural, como um fio de felizes acidentes. Mas existem tantas dessas estranhas coincidências, essenciais à vida, que parece ser necessária alguma explicação para justificá-las.”
“O caso não é que apenas o homem seja adaptado ao Universo. O Universo é adaptado ao homem. Imagine um Universo em que uma ou outra das fundamentais constantes da física, não dimensionáveis, sofra de alguma maneira uma pequena porcentagem de alteração. O homem jamais poderia vir a existir nesse Universo. Esse é o ponto central do princípio antrópico. Segundo esse princípio, um fator vitalizador jaz no centro do inteiro mecanismo e projeto do mundo.” — The Anthropic Cosmological Principle, de John Barrow e Frank Tipler, página vii.
O espantoso universo
‘Está faltando algo’: o quê?
DEPOIS de mirar as estrelas num límpido céu noturno, entramos em casa extasiados, com a mente fervilhando com tanta beleza e profusão de perguntas. Por que existe o Universo? De onde se originou? Qual é o seu destino? São perguntas que muitos tentam responder.
Depois de cinco anos de pesquisas em cosmologia, que o levou a conferências científicas e centros de pesquisa em todo o globo, o redator de ciências Dennis Overbye falou de uma conversa que teve com o mundialmente famoso físico Stephen Hawking: “No fim, o que eu queria saber de Hawking é o que eu sempre quis saber de Hawking: para onde vamos ao morrer?”
Apesar do tom irônico, essas palavras revelam muito a respeito da nossa era. As indagações não são tanto a respeito das próprias estrelas ou das teorias e conceitos conflitantes dos cosmólogos que as estudam. As pessoas ainda anseiam respostas a perguntas básicas que perseguem a humanidade há milênios: por que existimos? Existe Deus? Para onde vamos ao morrer? Onde estão as respostas a essas perguntas? Encontram-se nas estrelas?
Outro redator de ciências, John Boslough, disse que, com o abandono da religião por parte das pessoas, os cientistas, tais como os cosmólogos, tornaram-se “o sacerdócio perfeito para uma era secularizada. Eles, não os líderes religiosos, seriam os que agora revelariam todos os segredos do Universo, ponto por ponto, não em forma de epifania espiritual, mas em forma de equações obscuras para todos, menos para os ungidos [os cientistas]”. Mas revelarão eles todos os segredos do Universo e responderão a todas as perguntas que por eras acossam a humanidade?
O que estão os cosmólogos revelando agora? A maioria defende alguma versão da “teologia” da “grande explosão”, que se tornou a religião secular do nosso tempo, embora discutam detalhes. “Todavia”, observou Boslough, “no contexto de novas e contraditórias observações, a teoria da ‘grande explosão’ começa a parecer cada vez mais uma descrição excessivamente simplista na busca de uma explicação para a criação. Em princípios dos anos 90, a teoria da ‘grande explosão’ tornou-se . . . cada vez mais incapaz de responder às perguntas mais básicas”. Ele acrescentou que “não poucos teóricos emitem a opinião de que não durará nem até o fim dos anos 90”.
Talvez algumas das conjecturas atuais da cosmologia revelem ser corretas, talvez não — assim como talvez realmente existam planetas coalescendo, ou se fundindo, no brilho espectral da nebulosa de Órion, talvez não. O fato inegável é que ninguém na Terra sabe isso ao certo. As teorias são muitas, mas os observadores sinceros endossam a observação arguta de Margaret Geller, de que apesar de todo o palavreado, parece estar faltando algo fundamental no entendimento atual do cosmos.
DEPOIS de mirar as estrelas num límpido céu noturno, entramos em casa extasiados, com a mente fervilhando com tanta beleza e profusão de perguntas. Por que existe o Universo? De onde se originou? Qual é o seu destino? São perguntas que muitos tentam responder.
Depois de cinco anos de pesquisas em cosmologia, que o levou a conferências científicas e centros de pesquisa em todo o globo, o redator de ciências Dennis Overbye falou de uma conversa que teve com o mundialmente famoso físico Stephen Hawking: “No fim, o que eu queria saber de Hawking é o que eu sempre quis saber de Hawking: para onde vamos ao morrer?”
Apesar do tom irônico, essas palavras revelam muito a respeito da nossa era. As indagações não são tanto a respeito das próprias estrelas ou das teorias e conceitos conflitantes dos cosmólogos que as estudam. As pessoas ainda anseiam respostas a perguntas básicas que perseguem a humanidade há milênios: por que existimos? Existe Deus? Para onde vamos ao morrer? Onde estão as respostas a essas perguntas? Encontram-se nas estrelas?
Outro redator de ciências, John Boslough, disse que, com o abandono da religião por parte das pessoas, os cientistas, tais como os cosmólogos, tornaram-se “o sacerdócio perfeito para uma era secularizada. Eles, não os líderes religiosos, seriam os que agora revelariam todos os segredos do Universo, ponto por ponto, não em forma de epifania espiritual, mas em forma de equações obscuras para todos, menos para os ungidos [os cientistas]”. Mas revelarão eles todos os segredos do Universo e responderão a todas as perguntas que por eras acossam a humanidade?
O que estão os cosmólogos revelando agora? A maioria defende alguma versão da “teologia” da “grande explosão”, que se tornou a religião secular do nosso tempo, embora discutam detalhes. “Todavia”, observou Boslough, “no contexto de novas e contraditórias observações, a teoria da ‘grande explosão’ começa a parecer cada vez mais uma descrição excessivamente simplista na busca de uma explicação para a criação. Em princípios dos anos 90, a teoria da ‘grande explosão’ tornou-se . . . cada vez mais incapaz de responder às perguntas mais básicas”. Ele acrescentou que “não poucos teóricos emitem a opinião de que não durará nem até o fim dos anos 90”.
Talvez algumas das conjecturas atuais da cosmologia revelem ser corretas, talvez não — assim como talvez realmente existam planetas coalescendo, ou se fundindo, no brilho espectral da nebulosa de Órion, talvez não. O fato inegável é que ninguém na Terra sabe isso ao certo. As teorias são muitas, mas os observadores sinceros endossam a observação arguta de Margaret Geller, de que apesar de todo o palavreado, parece estar faltando algo fundamental no entendimento atual do cosmos.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Surgiu por acaso ou foi criado?
MUITOS cientistas não se sentem à vontade com a idéia de que o Universo teve um Criador inteligente. Por isso, eles especulam que, de alguma forma, o Universo simplesmente surgiu sozinho. Mas nenhum deles consegue explicar como isso seria possível.
Na verdade, é como disse a revista Scientific American, de janeiro de 1999: “A teoria do big-bang não descreve o nascimento do Universo.” E acrescentou: “Para explicar a criação original do Universo será preciso outra teoria que descreva até mesmo épocas anteriores.”
No entanto, parece-lhe razoável que o Universo de alguma forma simplesmente criou a si mesmo? O físico Charles H. Townes observou: “É verdade que os físicos esperam olhar além do ‘big-bang’, talvez para explicar a origem do Universo como se fosse, por exemplo, um tipo de flutuação. Sim, mas, isso seria uma flutuação de que, e como isso, por sua vez, começou a existir? Para mim, a questão da origem parece ficar sempre sem resposta, se a examinamos apenas do ponto de vista científico.”
Reconhece-se agora que houve tempo em que o Universo não existia, e que, de alguma maneira, veio a existir. Será que aquilo que já se sabe a respeito das leis do Universo nos ajuda a entender como isso poderia ter acontecido?
Na verdade, é como disse a revista Scientific American, de janeiro de 1999: “A teoria do big-bang não descreve o nascimento do Universo.” E acrescentou: “Para explicar a criação original do Universo será preciso outra teoria que descreva até mesmo épocas anteriores.”
No entanto, parece-lhe razoável que o Universo de alguma forma simplesmente criou a si mesmo? O físico Charles H. Townes observou: “É verdade que os físicos esperam olhar além do ‘big-bang’, talvez para explicar a origem do Universo como se fosse, por exemplo, um tipo de flutuação. Sim, mas, isso seria uma flutuação de que, e como isso, por sua vez, começou a existir? Para mim, a questão da origem parece ficar sempre sem resposta, se a examinamos apenas do ponto de vista científico.”
Reconhece-se agora que houve tempo em que o Universo não existia, e que, de alguma maneira, veio a existir. Será que aquilo que já se sabe a respeito das leis do Universo nos ajuda a entender como isso poderia ter acontecido?
As implicações das evidências
O que se pode deduzir do fato de que o Universo teve um começo? Robert Jastrow disse: “Você pode chamar isso de big-bang, ou também, acertadamente, de momento da criação.” Penzias, que participou na descoberta da radiação de fundo no Universo, observou: “A astronomia nos leva a um evento ímpar, a criação de um universo a partir do nada.” E o líder da equipe do Cobe, George Smoot, observou: “O que descobrimos é evidência do nascimento do Universo.”
É razoável concluir que — se houve um início, ou criação, do Universo — houve também um Iniciador ou Criador? Muitos acham que sim. Smoot disse a respeito das descobertas feitas pelo Cobe: “É como estar vendo Deus.”
Naturalmente, mesmo sem as evidências científicas que surgiram em décadas recentes, milhões têm crido na declaração inicial da Bíblia: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” — Gênesis 1:1.
Mas nem todos desejam aceitar essa declaração simples da Bíblia. “Muitos cientistas não gostam da idéia de que o Universo teve um começo, um momento de criação”, observou o físico Stephen Hawking. Eles “não gostaram das implicações extracientíficas da teoria”, escreveu Michael J. Behe, “e esforçaram-se para elaborar alternativas”.
Portanto, pergunta-se: o Universo veio a existir por si mesmo? Surgiu por acaso, ou foi criado por um Criador inteligente? Você achará esclarecedoras as evidências que serão apresentadas a seguir.
É razoável concluir que — se houve um início, ou criação, do Universo — houve também um Iniciador ou Criador? Muitos acham que sim. Smoot disse a respeito das descobertas feitas pelo Cobe: “É como estar vendo Deus.”
Naturalmente, mesmo sem as evidências científicas que surgiram em décadas recentes, milhões têm crido na declaração inicial da Bíblia: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” — Gênesis 1:1.
Mas nem todos desejam aceitar essa declaração simples da Bíblia. “Muitos cientistas não gostam da idéia de que o Universo teve um começo, um momento de criação”, observou o físico Stephen Hawking. Eles “não gostaram das implicações extracientíficas da teoria”, escreveu Michael J. Behe, “e esforçaram-se para elaborar alternativas”.
Portanto, pergunta-se: o Universo veio a existir por si mesmo? Surgiu por acaso, ou foi criado por um Criador inteligente? Você achará esclarecedoras as evidências que serão apresentadas a seguir.
Evidências de que houve um começo
Na teoria geral da relatividade, de Albert Einstein, publicada em 1916, era implícito que o Universo está se expandindo, ou, então, se contraindo. Mas essa idéia contrariava frontalmente o conceito então prevalecente de que o Universo é estático, o que Einstein também aceitava naquele tempo. Assim, ele introduziu nos seus cálculos o que chamou de “constante cosmológica”. Esse ajuste foi feito para tentar harmonizar a sua teoria com a crença geral de que o Universo é estático e imutável.
Contudo, as evidências que se acumularam nos anos 20 levaram Einstein a chamar de sua ‘maior asneira’ o ajuste que fizera na teoria da relatividade. A instalação do enorme telescópio de 2,54 metros no monte Wilson, na Califórnia, tornou possível reunir essas evidências. As observações feitas com esse telescópio nos anos 20 provaram que o Universo está se expandindo!
Antes disso, os maiores telescópios podiam identificar apenas estrelas individuais dentro de nossa própria galáxia, a Via-Láctea. É verdade que os observadores haviam notado difusas manchas de luz conhecidas como nebulosas, mas, em geral, pensava-se que fossem espirais de matéria gasosa dentro de nossa galáxia. Com esse telescópio mais poderoso, do monte Wilson, porém, Edwin Hubble identificou estrelas dentro dessas nebulosas. Essas difusas manchas de luz foram por fim identificadas como galáxias semelhantes a nossa Via-Láctea. De fato, estima-se agora que existam de 50 bilhões a 125 bilhões de galáxias, cada qual com centenas de bilhões de estrelas!
Em fins dos anos 20, Hubble descobriu também que essas galáxias estão se afastando de nós e que, quanto mais distantes estiverem, mais velozmente se afastam. Os astrônomos determinam o ritmo do recuo de uma galáxia com um espectrógrafo, que mede o espectro da luz emitida por objetos estelares. A luz vinda de estrelas distantes é direcionada através de um prisma que dispersa a luz em seus vários componentes de cor.
A luz de um objeto que se afasta do observador é avermelhada, sendo chamada de desviada para o vermelho. Por outro lado, a luz de um objeto em aproximação é chamada de desviada para o azul. Significativamente, com exceção de poucas galáxias próximas, todas as galáxias conhecidas têm linhas espectrais desviadas para o vermelho. Disso os cientistas deduzem que o Universo se expande de modo ordeiro. O ritmo dessa expansão é determinado por medir o grau em que as linhas no espectro estão desviadas para o vermelho.
A que conclusão se chegou em vista do fato de que o Universo está se expandindo? Bem, certo cientista convidou as pessoas a considerar o reverso desse processo. Em outras palavras, a ver um filme do Universo em expansão rodado de trás para frente, de modo que o espectador veja o começo da história do Universo. Visto assim, o Universo pareceria estar recuando ou se contraindo, em vez de se expandindo. Dessa forma, o Universo acabaria voltando a um único ponto de origem.
Em seu livro Buracos Negros, Universos-Bebês e Outros Ensaios, publicado em 1993, o renomado físico Stephen Hawking concluiu que “a ciência poderia prever que o universo deve ter tido um início”.
Contudo, alguns anos atrás, muitos não criam que o Universo teve um começo. Fred Hoyle foi um dos cientistas famosos que discordou do conceito de que o Universo veio a existir por meio do que, desdenhosamente, chamou de ‘big-bang’. Entre outras coisas, Hoyle argumentou que, se tivesse havido tal começo dinâmico, deveria existir algum vestígio desse evento preservado em algum lugar no Universo. Deveria existir no espaço algum fóssil de radiação, digamos assim, algum minguante reflexo da explosão. O que revelou a pesquisa em busca dessa radiação de fundo?
O jornal The New York Times (8 de março de 1998) publicou que, por volta de 1965, “os astrônomos Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a onipresente radiação de fundo, o que restou do clarão da explosão primordial”. O artigo acrescentou: “A teoria [do big-bang] parecia estar comprovada.”
No entanto, nos anos seguintes à descoberta de Penzias e Wilson, alguns questionaram: se a teoria do big-bang fosse realmente correta, por que não foram observadas pequenas irregularidades no sinal de radiação? Para a formação de galáxias, o Universo teria tido necessidade de ter áreas mais frias e mais densas, onde a matéria pudesse ter-se aglutinado. Contudo, as experiências realizadas a partir da superfície da Terra por Penzias e Wilson não revelaram a existência dessas irregularidades.
Por conseguinte, em novembro de 1989 foi lançado ao espaço o satélite Cobe (Explorador de Radiação Cósmica de Fundo) pela Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, dos Estados Unidos. As suas descobertas foram chamadas de monumentais. O professor Block explicou: “As ondulações detectadas pelo Radiômetro Diferencial de Microondas a bordo do Cobe eram as próprias flutuações desencadeadas no nosso cosmos que há bilhões de anos levaram à formação de galáxias.”
Contudo, as evidências que se acumularam nos anos 20 levaram Einstein a chamar de sua ‘maior asneira’ o ajuste que fizera na teoria da relatividade. A instalação do enorme telescópio de 2,54 metros no monte Wilson, na Califórnia, tornou possível reunir essas evidências. As observações feitas com esse telescópio nos anos 20 provaram que o Universo está se expandindo!
Antes disso, os maiores telescópios podiam identificar apenas estrelas individuais dentro de nossa própria galáxia, a Via-Láctea. É verdade que os observadores haviam notado difusas manchas de luz conhecidas como nebulosas, mas, em geral, pensava-se que fossem espirais de matéria gasosa dentro de nossa galáxia. Com esse telescópio mais poderoso, do monte Wilson, porém, Edwin Hubble identificou estrelas dentro dessas nebulosas. Essas difusas manchas de luz foram por fim identificadas como galáxias semelhantes a nossa Via-Láctea. De fato, estima-se agora que existam de 50 bilhões a 125 bilhões de galáxias, cada qual com centenas de bilhões de estrelas!
Em fins dos anos 20, Hubble descobriu também que essas galáxias estão se afastando de nós e que, quanto mais distantes estiverem, mais velozmente se afastam. Os astrônomos determinam o ritmo do recuo de uma galáxia com um espectrógrafo, que mede o espectro da luz emitida por objetos estelares. A luz vinda de estrelas distantes é direcionada através de um prisma que dispersa a luz em seus vários componentes de cor.
A luz de um objeto que se afasta do observador é avermelhada, sendo chamada de desviada para o vermelho. Por outro lado, a luz de um objeto em aproximação é chamada de desviada para o azul. Significativamente, com exceção de poucas galáxias próximas, todas as galáxias conhecidas têm linhas espectrais desviadas para o vermelho. Disso os cientistas deduzem que o Universo se expande de modo ordeiro. O ritmo dessa expansão é determinado por medir o grau em que as linhas no espectro estão desviadas para o vermelho.
A que conclusão se chegou em vista do fato de que o Universo está se expandindo? Bem, certo cientista convidou as pessoas a considerar o reverso desse processo. Em outras palavras, a ver um filme do Universo em expansão rodado de trás para frente, de modo que o espectador veja o começo da história do Universo. Visto assim, o Universo pareceria estar recuando ou se contraindo, em vez de se expandindo. Dessa forma, o Universo acabaria voltando a um único ponto de origem.
Em seu livro Buracos Negros, Universos-Bebês e Outros Ensaios, publicado em 1993, o renomado físico Stephen Hawking concluiu que “a ciência poderia prever que o universo deve ter tido um início”.
Contudo, alguns anos atrás, muitos não criam que o Universo teve um começo. Fred Hoyle foi um dos cientistas famosos que discordou do conceito de que o Universo veio a existir por meio do que, desdenhosamente, chamou de ‘big-bang’. Entre outras coisas, Hoyle argumentou que, se tivesse havido tal começo dinâmico, deveria existir algum vestígio desse evento preservado em algum lugar no Universo. Deveria existir no espaço algum fóssil de radiação, digamos assim, algum minguante reflexo da explosão. O que revelou a pesquisa em busca dessa radiação de fundo?
O jornal The New York Times (8 de março de 1998) publicou que, por volta de 1965, “os astrônomos Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a onipresente radiação de fundo, o que restou do clarão da explosão primordial”. O artigo acrescentou: “A teoria [do big-bang] parecia estar comprovada.”
No entanto, nos anos seguintes à descoberta de Penzias e Wilson, alguns questionaram: se a teoria do big-bang fosse realmente correta, por que não foram observadas pequenas irregularidades no sinal de radiação? Para a formação de galáxias, o Universo teria tido necessidade de ter áreas mais frias e mais densas, onde a matéria pudesse ter-se aglutinado. Contudo, as experiências realizadas a partir da superfície da Terra por Penzias e Wilson não revelaram a existência dessas irregularidades.
Por conseguinte, em novembro de 1989 foi lançado ao espaço o satélite Cobe (Explorador de Radiação Cósmica de Fundo) pela Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, dos Estados Unidos. As suas descobertas foram chamadas de monumentais. O professor Block explicou: “As ondulações detectadas pelo Radiômetro Diferencial de Microondas a bordo do Cobe eram as próprias flutuações desencadeadas no nosso cosmos que há bilhões de anos levaram à formação de galáxias.”
Houve realmente um começo?
ATRAVÉS das eras, muitos já se maravilharam com um céu luminoso coberto de estrelas. A imensidão e a espantosa beleza do maravilhoso Universo são extasiantes. A quem, ou a que, atribuir tudo isso? Por que ele existe? Sempre existiu, ou houve um começo?
O professor de astronomia David L. Block escreveu: “Que o Universo nem sempre existiu — que teve um começo — nem sempre foi um conceito geral.” Mas, em décadas recentes, as evidências obrigaram a maioria dos que estudam o Universo a crer que ele realmente teve um começo. “Hoje, praticamente todos os astrofísicos concluem”, disse a revista U.S.News & World Report em 1997, que “o Universo começou com uma big-bang (grande explosão) que impeliu matéria para todos os lados”.
Sobre essa conclusão quase unânime, Robert Jastrow, professor de astronomia e geologia na Universidade de Colúmbia, escreveu: “Poucos astrônomos poderiam ter previsto que esse evento — o nascimento súbito do Universo — se tornaria um fato científico comprovado, mas a observação dos céus por meio de telescópios obrigou-os a chegar a essa conclusão.”
Será que “o nascimento súbito do Universo” é mesmo “um fato científico comprovado”? Vejamos as evidências históricas que levaram à conclusão de que é.
O professor de astronomia David L. Block escreveu: “Que o Universo nem sempre existiu — que teve um começo — nem sempre foi um conceito geral.” Mas, em décadas recentes, as evidências obrigaram a maioria dos que estudam o Universo a crer que ele realmente teve um começo. “Hoje, praticamente todos os astrofísicos concluem”, disse a revista U.S.News & World Report em 1997, que “o Universo começou com uma big-bang (grande explosão) que impeliu matéria para todos os lados”.
Sobre essa conclusão quase unânime, Robert Jastrow, professor de astronomia e geologia na Universidade de Colúmbia, escreveu: “Poucos astrônomos poderiam ter previsto que esse evento — o nascimento súbito do Universo — se tornaria um fato científico comprovado, mas a observação dos céus por meio de telescópios obrigou-os a chegar a essa conclusão.”
Será que “o nascimento súbito do Universo” é mesmo “um fato científico comprovado”? Vejamos as evidências históricas que levaram à conclusão de que é.
O Princípio não Foi Caótico
Atualmente, os cientistas em geral admitem que o universo teve deveras um princípio. Destacada teoria que tenta descrever este princípio é conhecida como a Grande Explosão (Big Bang). “Quase todas as discussões recentes sobre a origem do universo se baseiam na teoria da Grande Explosão”, observa Francis Crick.12 Jastrow se refere a esta “explosão” cósmica como “literalmente o momento da criação”.13 Mas, como admitiu o astrofísico John Gribbin na revista New Scientist (Novo Cientista), embora os cientistas “afirmem, na maior parte, poder descrever em grandes pormenores” o que aconteceu depois deste “momento”, o que produziu “o instante da criação continua sendo um mistério”. E, cogita ele, “talvez Deus o tenha feito, afinal das contas”.14
No entanto, a maioria dos cientistas não se dispõem a atribuir a Deus tal “instante”. Assim, diz-se geralmente que tal explosão foi caótica, como a explosão duma bomba nuclear. Mas, resulta este tipo de explosão em melhor organização? Produzem as bombas lançadas sobre as cidades durante as guerras quaisquer prédios de requintado projeto, ruas e sinais com leis de trânsito? Pelo contrário, tais explosões provocam destroços, desordem, caos, desintegração. E, quando o artefato explosivo é nuclear, a desorganização é total, conforme sentida pelas cidades nipônicas de Hiroxima e Nagasáqui em 1945.
Não, uma simples “explosão” não poderia criar nosso assombroso universo com sua surpreendente ordem, projeto e lei. Apenas poderoso organizador e legislador poderia dirigir as poderosas forças em operação, de formas que resultassem em primorosa organização e lei. Por conseguinte, a evidência científica e a razão fornecem sólido apoio à declaração da Bíblia: “Os céus declaram a glória de Deus, e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” — Salmo 19:1.
Portanto, a Bíblia encara de frente questões que a teoria evolucionista não abrange claramente. Em vez de nos deixar nas trevas quanto ao que está por trás da origem de todas as coisas, a Bíblia nos dá a resposta em termos simples e compreensíveis. Confirma as observações da ciência, bem como as nossas próprias, de que nada vem a existir por si mesmo. Embora nós, pessoalmente, não estivéssemos presentes quando o universo foi feito, torna-se evidente que tinha de ter um Magistral Construtor, como a Bíblia arrazoa: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Hebreus 3:4.
No entanto, a maioria dos cientistas não se dispõem a atribuir a Deus tal “instante”. Assim, diz-se geralmente que tal explosão foi caótica, como a explosão duma bomba nuclear. Mas, resulta este tipo de explosão em melhor organização? Produzem as bombas lançadas sobre as cidades durante as guerras quaisquer prédios de requintado projeto, ruas e sinais com leis de trânsito? Pelo contrário, tais explosões provocam destroços, desordem, caos, desintegração. E, quando o artefato explosivo é nuclear, a desorganização é total, conforme sentida pelas cidades nipônicas de Hiroxima e Nagasáqui em 1945.
Não, uma simples “explosão” não poderia criar nosso assombroso universo com sua surpreendente ordem, projeto e lei. Apenas poderoso organizador e legislador poderia dirigir as poderosas forças em operação, de formas que resultassem em primorosa organização e lei. Por conseguinte, a evidência científica e a razão fornecem sólido apoio à declaração da Bíblia: “Os céus declaram a glória de Deus, e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” — Salmo 19:1.
Portanto, a Bíblia encara de frente questões que a teoria evolucionista não abrange claramente. Em vez de nos deixar nas trevas quanto ao que está por trás da origem de todas as coisas, a Bíblia nos dá a resposta em termos simples e compreensíveis. Confirma as observações da ciência, bem como as nossas próprias, de que nada vem a existir por si mesmo. Embora nós, pessoalmente, não estivéssemos presentes quando o universo foi feito, torna-se evidente que tinha de ter um Magistral Construtor, como a Bíblia arrazoa: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Hebreus 3:4.
Fonte de Energia
As leis universais governam a matéria existente. Mas, de onde surgiu toda a matéria? Em Cosmos, Carl Sagan afirma: “No início deste universo, não havia galáxias, estrelas ou planetas, vida ou civilizações.” Ele se refere à mudança desse estádio para o atual universo como “a transformação mais aterradora da matéria e da energia que tivemos o privilégio de vislumbrar”.10
Esta é a chave para se entender como o universo poderia ter surgido: Deve ter envolvido uma transformação de energia e de matéria. Esta relação foi comprovada pela famosa equação de Einstein, E=mc2 (a energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz). Uma conclusão derivada desta equação é que a matéria pode ser produzida da energia, assim como tremenda energia pode ser produzida da matéria. A bomba atômica comprovou esta última asserção. Deste modo, o astrofísico Josip Kleczek declarou: “A maioria, e possivelmente todas as partículas elementares, podem ter sido criadas pela materialização de energia.”11
Assim, existe evidência científica de que uma fonte de energia ilimitada disporia da matéria-prima para criar a substância do universo. O escritor bíblico já citado observou que esta fonte de energia é uma personalidade viva e inteligente, afirmando: “Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas [i.e., os corpos celestes].” Destarte, do ponto de vista bíblico, esta fonte de energia infindável estava por trás do que Gênesis 1:1 descreve: “No princípio Deus criou os céus e a terra.”
Esta é a chave para se entender como o universo poderia ter surgido: Deve ter envolvido uma transformação de energia e de matéria. Esta relação foi comprovada pela famosa equação de Einstein, E=mc2 (a energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz). Uma conclusão derivada desta equação é que a matéria pode ser produzida da energia, assim como tremenda energia pode ser produzida da matéria. A bomba atômica comprovou esta última asserção. Deste modo, o astrofísico Josip Kleczek declarou: “A maioria, e possivelmente todas as partículas elementares, podem ter sido criadas pela materialização de energia.”11
Assim, existe evidência científica de que uma fonte de energia ilimitada disporia da matéria-prima para criar a substância do universo. O escritor bíblico já citado observou que esta fonte de energia é uma personalidade viva e inteligente, afirmando: “Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas [i.e., os corpos celestes].” Destarte, do ponto de vista bíblico, esta fonte de energia infindável estava por trás do que Gênesis 1:1 descreve: “No princípio Deus criou os céus e a terra.”
O Organizador e Legislador
Após comentar todas as condições especiais de ordem e de lei tão evidentes no universo, a revista Science News (Notícias de Ciência) observou: “Contemplar tais coisas perturba os cosmologistas, porque parece que tais condições determinadas e precisas dificilmente poderiam ter surgido por acaso. Um modo de lidar com tal questão é afirmar que tudo foi imaginado, e atribuí-lo à Divina Providência.”9
Muitos, inclusive muitos cientistas, não estão dispostos a admitir isso. Mas outros se dispõem a reconhecer aquilo que a evidência persiste em insistir — a inteligência. Reconhecem que tal colossal dimensão, a precisão e a lei que permeiam o universo jamais poderiam ser fruto do acaso. Todas estas coisas têm de ser produtos duma mente superior.
Esta é a conclusão expressa por um escritor bíblico, que disse a respeito dos céus literais: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas [até mesmo] por nome.” Identifica-se o “Aquele” como sendo “o Criador dos céus e o Grandioso que os estendeu”. — Isaías 40:26; 42:5.
Muitos, inclusive muitos cientistas, não estão dispostos a admitir isso. Mas outros se dispõem a reconhecer aquilo que a evidência persiste em insistir — a inteligência. Reconhecem que tal colossal dimensão, a precisão e a lei que permeiam o universo jamais poderiam ser fruto do acaso. Todas estas coisas têm de ser produtos duma mente superior.
Esta é a conclusão expressa por um escritor bíblico, que disse a respeito dos céus literais: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas [até mesmo] por nome.” Identifica-se o “Aquele” como sendo “o Criador dos céus e o Grandioso que os estendeu”. — Isaías 40:26; 42:5.
Havendo Leis, Tem de Haver um Legislador
Também, o inteiro universo, dos átomos às galáxias, é governado por leis físicas definidas. Há leis que governam o calor, a luz, o som e a gravidade, por exemplo. Como o físico Stephen W. Hawking disse: “Quanto mais examinamos o universo, tanto mais verificamos que não é de jeito nenhum arbitrário, mas obedece a certas leis bem-definidas que regulam diferentes áreas. Parece muito razoável supor que existam alguns princípios unificadores, de modo que todas as leis sejam parte de alguma lei maior.”7
Wernher von Braun, especialista em foguetes, foi um passo adiante quando declarou: “As leis naturais do universo são tão precisas que não temos nenhuma dificuldade em construir naves espaciais para voar até a lua, e podemos cronometrar o vôo com a precisão duma fração de segundo. Estas leis devem ter sido estabelecidas por alguém.”8 Cientistas que desejam que um foguete orbite a Terra, ou a lua, precisam trabalhar em harmonia com tais leis universais, se hão de ser bem-sucedidos.
Quando pensamos em leis, reconhecemos que elas provêm duma entidade legisladora. Um sinal de trânsito que diga “PARE” certamente tem por trás alguma pessoa ou grupo que deu origem a tal lei. Que dizer, então, das leis abrangentes que governam o universo material? Estas leis, de brilhante concepção, por certo dão testemunho de um legislador supremamente inteligente.
Wernher von Braun, especialista em foguetes, foi um passo adiante quando declarou: “As leis naturais do universo são tão precisas que não temos nenhuma dificuldade em construir naves espaciais para voar até a lua, e podemos cronometrar o vôo com a precisão duma fração de segundo. Estas leis devem ter sido estabelecidas por alguém.”8 Cientistas que desejam que um foguete orbite a Terra, ou a lua, precisam trabalhar em harmonia com tais leis universais, se hão de ser bem-sucedidos.
Quando pensamos em leis, reconhecemos que elas provêm duma entidade legisladora. Um sinal de trânsito que diga “PARE” certamente tem por trás alguma pessoa ou grupo que deu origem a tal lei. Que dizer, então, das leis abrangentes que governam o universo material? Estas leis, de brilhante concepção, por certo dão testemunho de um legislador supremamente inteligente.
Que Há por Trás Desta Organização?
Conforme observamos, a dimensão do universo é verdadeiramente assombrosa. Também o é a sua maravilhosa disposição. Desde o infinitamente grande até o infinitesimalmente pequeno, dos aglomerados galácticos aos átomos, o universo se caracteriza por primorosa organização. Declarou a revista Discover (Descobrir): “Percebemos com surpresa a ordem, e nossos cosmologistas e físicos persistem em encontrar novos e estonteantes aspectos dessa ordem. . . . Costumávamos dizer que era um milagre, e ainda nos permitimos referir-nos ao inteiro universo como uma maravilha.”4 Esta estrutura ordeira é reconhecida até na palavra comumente empregada em astronomia para descrever o universo — “cosmo”. Certo dicionário a define como “o universo considerado no seu conjunto organizado e harmônico”.5
O ex-astronauta John Glenn observou “a ordem de todo o universo ao redor de nós”, e que as galáxias estavam “percorrendo todas órbitas prescritas em relação umas às outras”. Assim sendo, indagou: “Poderia isto ter simplesmente acontecido? Foi por acidente que um punhado de destroços e de cargas alijadas subitamente começou a percorrer tais órbitas por sua livre vontade?” Concluiu ele: “Não posso crer nisso. . . . Algum Poder colocou tudo isto em órbita e o mantém ali.”6
Deveras, o universo acha-se tão precisamente organizado que o homem pode utilizar os corpos celestes como base para cronometrar o tempo. Mas, qualquer relógio de bom design (projeto) obviamente é produto de uma mente ordeira que tem a capacidade de design. E só uma pessoa inteligente pode possuir uma mente ordeira capaz de criar designs. Então, que dizer do design muito mais complexo, e da fidedignidade que permeia o universo? Não exigiria isto também um especialista em design, um projetista, uma mente — inteligência? E tem qualquer razão para crer que a inteligência possa existir à parte duma personalidade?
Não podemos negá-lo: Primorosa organização exige um primoroso organizador. Nada em nossa experiência indica que algo organizado aconteça por acaso, acidentalmente. Antes, toda a nossa experiência na vida mostra que tudo que é organizado precisa de um organizador. Toda a máquina, computador, prédio, sim, até um lápis e papel, tiveram um fabricante, um organizador. Lógico é que a organização muito mais complexa e assombrosa do universo também tem de ter um organizador.
O ex-astronauta John Glenn observou “a ordem de todo o universo ao redor de nós”, e que as galáxias estavam “percorrendo todas órbitas prescritas em relação umas às outras”. Assim sendo, indagou: “Poderia isto ter simplesmente acontecido? Foi por acidente que um punhado de destroços e de cargas alijadas subitamente começou a percorrer tais órbitas por sua livre vontade?” Concluiu ele: “Não posso crer nisso. . . . Algum Poder colocou tudo isto em órbita e o mantém ali.”6
Deveras, o universo acha-se tão precisamente organizado que o homem pode utilizar os corpos celestes como base para cronometrar o tempo. Mas, qualquer relógio de bom design (projeto) obviamente é produto de uma mente ordeira que tem a capacidade de design. E só uma pessoa inteligente pode possuir uma mente ordeira capaz de criar designs. Então, que dizer do design muito mais complexo, e da fidedignidade que permeia o universo? Não exigiria isto também um especialista em design, um projetista, uma mente — inteligência? E tem qualquer razão para crer que a inteligência possa existir à parte duma personalidade?
Não podemos negá-lo: Primorosa organização exige um primoroso organizador. Nada em nossa experiência indica que algo organizado aconteça por acaso, acidentalmente. Antes, toda a nossa experiência na vida mostra que tudo que é organizado precisa de um organizador. Toda a máquina, computador, prédio, sim, até um lápis e papel, tiveram um fabricante, um organizador. Lógico é que a organização muito mais complexa e assombrosa do universo também tem de ter um organizador.
Organização Similar
Chegando ao nosso sistema solar, verificamos outro arranjo dotado de excepcional organização. O sol, que é uma estrela de grandeza média, é o “núcleo” em torno do qual gravitam em órbitas precisas a Terra e outros planetas, com suas luas. Ano após ano, giram com tamanha precisão matemática que os astrônomos podem predizer exatamente onde estarão em qualquer tempo futuro.
Examinando as coisas infinitesimais — os átomos — vemos que existe a mesma precisão. Um átomo é uma maravilha de ordem, assemelhando-se à ordem do sistema solar. Inclui um núcleo que contém partículas chamadas prótons e nêutrons, cercadas por diminutos elétrons orbitantes. Toda matéria é constituída destes blocos de construção. O que faz com que uma substância difira da outra é o número de prótons e de nêutrons no núcleo, e o número e a disposição dos elétrons em sua órbita. Isto significa excelente ordem, visto que todos os elementos que constituem a matéria podem ser dispostos em exata seqüência segundo o número daqueles blocos de construção que contenham.
Examinando as coisas infinitesimais — os átomos — vemos que existe a mesma precisão. Um átomo é uma maravilha de ordem, assemelhando-se à ordem do sistema solar. Inclui um núcleo que contém partículas chamadas prótons e nêutrons, cercadas por diminutos elétrons orbitantes. Toda matéria é constituída destes blocos de construção. O que faz com que uma substância difira da outra é o número de prótons e de nêutrons no núcleo, e o número e a disposição dos elétrons em sua órbita. Isto significa excelente ordem, visto que todos os elementos que constituem a matéria podem ser dispostos em exata seqüência segundo o número daqueles blocos de construção que contenham.
Aglomerados de Galáxias
Aglomerados de Galáxias
Todavia, há algo mais. Essas assombrosas galáxias não estão espalhadas a esmo pelo espaço. Antes, estão comumente distribuídas em grupos definidos, chamados aglomerados, como uvas num cacho. Milhares de tais aglomerados galácticos já foram observados e fotografados.
Alguns aglomerados contêm relativamente poucas galáxias. Nossa galáxia, a Via-láctea, por exemplo, faz parte dum aglomerado de cerca de vinte galáxias. No âmbito deste grupo, existe uma galáxia “vizinha”, que pode ser vista sem telescópio, numa noite límpida. Trata-se da galáxia (nebulosa) de Andrômeda, que tem formato espiral, como a nossa.
Outros aglomerados galácticos são compostos de muitas dezenas, talvez centenas ou até milhares, de galáxias. Um de tais aglomerados, segundo se julga, contém cerca de 10.000 galáxias! A distância entre as galáxias no âmbito dum aglomerado, pode ser, em média, de cerca de um milhão de anos-luz. Entretanto, a distância de um aglomerado galáctico para outro pode ser cem vezes maior. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”, como cachos de uva numa parreira. Que tamanho colossal e que primorosa organização!
Todavia, há algo mais. Essas assombrosas galáxias não estão espalhadas a esmo pelo espaço. Antes, estão comumente distribuídas em grupos definidos, chamados aglomerados, como uvas num cacho. Milhares de tais aglomerados galácticos já foram observados e fotografados.
Alguns aglomerados contêm relativamente poucas galáxias. Nossa galáxia, a Via-láctea, por exemplo, faz parte dum aglomerado de cerca de vinte galáxias. No âmbito deste grupo, existe uma galáxia “vizinha”, que pode ser vista sem telescópio, numa noite límpida. Trata-se da galáxia (nebulosa) de Andrômeda, que tem formato espiral, como a nossa.
Outros aglomerados galácticos são compostos de muitas dezenas, talvez centenas ou até milhares, de galáxias. Um de tais aglomerados, segundo se julga, contém cerca de 10.000 galáxias! A distância entre as galáxias no âmbito dum aglomerado, pode ser, em média, de cerca de um milhão de anos-luz. Entretanto, a distância de um aglomerado galáctico para outro pode ser cem vezes maior. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”, como cachos de uva numa parreira. Que tamanho colossal e que primorosa organização!
Assombrosa Dimensão
Nos séculos recentes, os astrônomos que perscrutavam os céus com os primeiros telescópios observaram algumas formações nebulosas, semelhantes a nuvens. Presumiam tratar-se de nuvens próximas de gases. Mas, na década de 20, à medida que vieram a ser utilizados telescópios maiores, e mais potentes, estes “gases” provaram ser algo muito mais imenso e significativo: galáxias.
Uma galáxia é um amplo grupo de estrelas, de gás e de outra matéria que gira em torno dum núcleo central. As galáxias têm sido chamadas de universos-ilhas, pois cada uma delas é como um universo em si. Por exemplo, considere a galáxia em que vivemos, chamada de Via-láctea. Nosso sistema solar, isto é, o sol, a Terra e outros planetas, com suas luas, faz parte desta galáxia. Mas, trata-se de uma parte bem diminuta, pois nossa galáxia, a Via-láctea, contém mais de 100 bilhões de estrelas! Há cientistas que calculam pelo menos 200 a 400 bilhões. E certo editor de assuntos científicos chegou a declarar: “Poderia haver até de cinco a dez trilhões de estrelas na galáxia da Via-láctea.”2
O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, se conseguisse mover-se tão rápido quanto a velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la! Quantos quilômetros significa isto? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,5 trilhões (9.500.000.000.000) de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e obterá a resposta: nossa galáxia, a Via-láctea, tem cerca de 950 quadrilhões (950.000.000.000.000.000) de quilômetros de diâmetro! Diz-se que a distância média entre as estrelas no âmbito da galáxia é de cerca de seis anos-luz, ou cerca de 58 trilhões de quilômetros.
É quase impossível para a mente humana dimensionar tal amplitude e distância. Todavia, nossa galáxia é apenas o início do que existe no espaço sideral! Existe algo ainda mais estonteante. É o seguinte: Atualmente já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”.3 Há no universo observável cerca de dez bilhões de galáxias! Há, porém, muitas outras além do alcance dos atuais telescópios. Alguns astrônomos calculam que haja 100 bilhões de galáxias no universo! E cada galáxia pode conter centenas de bilhões de estrelas!
Uma galáxia é um amplo grupo de estrelas, de gás e de outra matéria que gira em torno dum núcleo central. As galáxias têm sido chamadas de universos-ilhas, pois cada uma delas é como um universo em si. Por exemplo, considere a galáxia em que vivemos, chamada de Via-láctea. Nosso sistema solar, isto é, o sol, a Terra e outros planetas, com suas luas, faz parte desta galáxia. Mas, trata-se de uma parte bem diminuta, pois nossa galáxia, a Via-láctea, contém mais de 100 bilhões de estrelas! Há cientistas que calculam pelo menos 200 a 400 bilhões. E certo editor de assuntos científicos chegou a declarar: “Poderia haver até de cinco a dez trilhões de estrelas na galáxia da Via-láctea.”2
O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, se conseguisse mover-se tão rápido quanto a velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la! Quantos quilômetros significa isto? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,5 trilhões (9.500.000.000.000) de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e obterá a resposta: nossa galáxia, a Via-láctea, tem cerca de 950 quadrilhões (950.000.000.000.000.000) de quilômetros de diâmetro! Diz-se que a distância média entre as estrelas no âmbito da galáxia é de cerca de seis anos-luz, ou cerca de 58 trilhões de quilômetros.
É quase impossível para a mente humana dimensionar tal amplitude e distância. Todavia, nossa galáxia é apenas o início do que existe no espaço sideral! Existe algo ainda mais estonteante. É o seguinte: Atualmente já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”.3 Há no universo observável cerca de dez bilhões de galáxias! Há, porém, muitas outras além do alcance dos atuais telescópios. Alguns astrônomos calculam que haja 100 bilhões de galáxias no universo! E cada galáxia pode conter centenas de bilhões de estrelas!
Assinar:
Comentários (Atom)