Conforme observado antes, os raios cósmicos que se originam fora do sistema solar, e também os do sol, são chamados de raios cósmicos primários. Nenhum destes realmente atinge direto a terra. Com efeito, muitos que se dirigem para a terra jamais a atingem, ao serem desviados pelo campo magnético da terra.
As partículas primárias que não são desviadas, viajando quase à velocidade da luz, só chegam até à atmosfera superior da terra. Ali, colidem com átomos de ar, tais como de oxigênio e nitrogênio.
Quando ocorre tal colisão, começa uma reação em cadeia. O raio cósmico primário, usualmente um próton de hidrogênio, despedaça o átomo de ar com que se choca. Isto produz uma chuva de partículas atômicas. Estas, por sua vez, continuam a chocar-se com outros átomos e partículas. Um raio cósmico primário que se lance sobre um átomo de ar produz assim, talvez, uma chuva de milhões ou até mesmo bilhões de outras partículas de alta velocidade, poderosos raios cósmicos secundários.
Uma de tais chuvas de raios cósmicos secundários registrada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts produziu cerca de dez bilhões de partículas de raios cósmicos secundários! O raio primário que deu início à chuva, segundo se disse, deveria ter uma energia entre vinte e quarenta quintilhões de eléctron-volts (20 a 40.000.000.000 Bev), fantástica demonstração de energia! Naquele tempo, isto era mais do que 500 milhões de vezes a energia produzida pelo desintegrador atômico mais poderoso do mundo. Esta gigantesca chuva de raios cósmicos secundários ocorreu, segundo os cientistas, em dez milionésimos de um segundo!
Assim, a constante chuva de raios cósmicos que atinge a terra se compõe destas partículas secundárias, prole dos raios cósmicos primários que chegam. São estas partículas secundárias que penetram quilômetros de rocha maciça. E, ao passo que a matéria altamente condensada, conhecida como chumbo, pode parar a maioria dos outros tipos de radiações, não pode parar a penetração destes raios cósmicos secundários.
Todavia, a energia total da radiação que realmente atinge a terra é apenas uma fração da que chega, pois até mesmo grande parte da radiação secundária é absorvida pela atmosfera inferior.
domingo, 20 de junho de 2010
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