domingo, 20 de junho de 2010

Que Efeito Sobre o Homem?

Não obstante, a cada minuto de toda hora, vinte e quatro horas por dia, uma chuva de raios cósmicos secundários o atravessa e tudo o mais que há na terra. Que efeito tem isto sobre o homem?
Os cientistas não têm resposta definitiva para esta pergunta. No entanto, visto que os raios cósmicos são uma forma de radiação, tem-se sugerido que poderiam causar mudanças na hereditariedade. Deveras, suficiente de tal radiação poderia não só causar dano às células vivas, mas matar também a pessoa. Entretanto, não há tanta dessa radiação cósmica letal que atinja agora a terra.
Ao passo que não é certo que efeito de longo alcance tem a radiação cósmica sobre o homem, vale a pena notar-se que, pouco depois do dilúvio dos dias de Noé em 2370 A. E. C., a duração de vida do homem sofreu dramática queda. Antes do Dilúvio, algumas pessoa viveram por mais de 900 anos. (Gên. 5:5, 8, 11, 14, 20, 27) Todavia, cerca de 800 anos depois do Dilúvio a duração da vida tinha sido reduzida para cerca de setenta anos, ao que é agora. — Sal. 90:10.
Que isto tem a ver com os raios cósmicos? Visto que os raios cósmicos primários são impedidos de atingir a terra diretamente pela atmosfera relativamente tênue da terra, é possível que fossem ainda mais efetivamente absorvidos antes do Dilúvio. Como assim? Porque a Bíblia mostra que havia um dossel d’água bem acima da terra. Foi esta água que desceu e causou o Dilúvio. (Gên. 7:11, 12; 8:2) Este dossel d’água pré-diluviano provavelmente teria impedido os raios cósmicos primários muito mais efetivamente do que agora. Assim, é possível que a duração da vida do homem, drasticamente reduzida depois do Dilúvio, talvez se deva, em parte, ao bombardeio mais desimpedido dos raios cósmicos em nossa atmosfera.
Demasiada exposição à radiação cósmica causa dano ao tecido vivo. Assim, os cientistas se preocupam quando os astronautas, em vôos para a lua, deixam a atmosfera protetora da terra. Enfrentam direta exposição, não apenas aos raios cósmicos secundários, mas aos mais poderosos raios cósmicos primários. Um vôo de alguns dias talvez não produza efeitos prejudiciais observáveis. Mas, um vôo de semanas poderia ser diferente. Qualquer revestimento protetor em sua espaçonave talvez não fosse completamente eficaz. Os fortes raios cósmicos primários que atingem os átomos da cobertura protetora lançariam chuvas de raios cósmicos secundários que facilmente penetrariam nos astronautas.
Além disso, um grande perigo na viagem espacial reside nas chuvas de raios cósmicos que se originam das protuberâncias solares. Estes estão além da habilidade de predição dos cientistas. Assim, se os astronautas estiverem fora da atmosfera e do campo magnético da terra, quando ocorrer uma súbita e gigantesca protuberância solar, poderiam ver-se engolfados durante dias numa enorme chuva de raios cósmicos.

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