sexta-feira, 14 de maio de 2010

A Crença de Kepler em Deus

João Kepler mesmo compreendia que Deus era responsável por tais leis notáveis que descobrira. Kepler comentou, em certa ocasião: “Exatamente como um arquiteto humano, Deus procedeu à fundação do mundo com ordem e regência.” Ele avaliava, também, que as leis e os regulamentos de Deus operam para o bem do homem. Conforme Kepler expressou: “A maioria das causas das coisas no mundo pode derivar-se do amor de Deus pelo homem.” Ademais, diferente de muitos cientistas atuais, Kepler confiava que a Bíblia está em harmonia com a verdadeira ciência. Certa ocasião, escreveu um documento que demonstrava o acordo entre as Escrituras e os fatos científicos, mas, devido à pressão do clero, o documento não foi editado.

Em contraste com a harmonia do mundo celeste estudado por Kepler, o mundo humano de seus dias se achava em constante desordem. Kepler viveu durante os anos iniciais da Guerra dos Trinta Anos, em que as facções católica e protestante lutaram amargamente uma com a outra. Incapaz de concordar plenamente com qualquer dos lados, João Kepler passou sua vida toda em infindável inquietação. Por diversas vezes, ele e sua família tiveram de fugir de sua casa para evitar perseguição. No meio de tais circunstâncias, Kepler morreu, em 1630, com 59 anos.

Como João Kepler, podemos avaliar a gloriosa harmonia manifesta na criação ao nosso redor. As leis que ele descobriu testificam vividamente a ordem e simetria dos movimentos dos planetas. Se tal movimento fosse produto do acaso cego, o resultado seria o caos e a desordem. Apenas um Legislador Supremo, um Magistral Arquiteto, poderia ter composto tal harmonia. Nosso coração devia estar cheio do mais profundo amor e respeito por ele. Não deveríamos sentir-nos movidos a servi-lo com toda fibra de nosso ser, e dar-lhe a honra que Ele merece? Sim, e, se o fizermos, ele nos galardoará com a vida numa nova ordem, que fará com que a raça humana atinja a ordem e harmonia de que tanto precisa.

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