sexta-feira, 21 de maio de 2010

Da lua — para onde?

“A LUA é apenas o primeiro marco na vereda das estrelas. . . . As portas do céu se estão abrindo agora.” Assim declarou o autor inglês Arthur C. Clarke sobre a viagem do homem à lua.

Certa manchete do Times de Nova Iorque declarava: “Johnson Afirma que Proeza Mostra que ‘Podemos Fazer Qualquer Coisa’.” O jornal adicionava: “Para o Ex-Presidente Lyndon B. Johnson, o pouso bem sucedido na lua significa que os EUA ‘podem fazer tudo que precise ser feito’.”

Assim, depois do passeio dos astronautas pela lua, muitos afirmam agora, com efeito: ‘Se a ciência pôde alcançar a lua, não há nada que não possa fazer. O inteiro universo pertence agora ao homem.’

Não obstante, alguns se demonstram desencantados. Certo escriturário de Chicago, EUA, disse: “Acho isso um desperdício de dinheiro. Há pobreza por toda a parte e, ainda assim, gastamos bilhões de dólares para ir à lua.” Certa dona de casa de Atlanta observou sem rodeios: “Tudo isso é um montão de tolice.”

O passeio do homem na lua é surpreendente consecução tecnológica. Disso não pode haver dúvida. Todavia, há sérias perguntas que têm de ser respondidas: Acha-se realmente o homem na “vereda das estrelas”? Acham-se abertas para ele as próprias “portas do céu”? Podem os homens fazer “qualquer coisa” que quiserem? Como é que tais proezas da ciência se relacionam com nossa vida cotidiana aqui na terra?

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